Dentes da ex com alicate: PM prende suspeito de 26 anos após 48 horas de buscas em São Pedro dos Ferros
Mulher de 23 anos foi levada a um hospital de Ponte Nova e pediu medidas protetivas; a Justiça já havia decretado a prisão preventiva, e o suspeito nega nas redes ter usado a ferramenta.

A Polícia Militar prendeu na madrugada desta segunda-feira (2) um homem de 26 anos suspeito de agredir a ex-companheira, de 23, e de arrancar dentes dela com um alicate em São Pedro dos Ferros (MG), na Zona da Mata. O caso dos dentes da ex com alicate mobilizou equipes da PM por cerca de 48 horas. Ele foi achado depois de uma denúncia anônima, já com mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça, e levado à delegacia da Polícia Civil em Ponte Nova.
Segundo a PM, a vítima contou aos militares que o ex-companheiro foi até a casa dela inconformado com o fim do relacionamento. Ela teve ferimentos na boca, perdeu dentes e precisou de atendimento médico. Também relatou que já vinha sendo ameaçada por ele. Nenhum dos dois teve o nome divulgado pela polícia.
O que a Polícia Militar informou
A agressão aconteceu na semana passada, e os relatos divergem sobre o dia. Os primeiros registros do caso falam na manhã de quinta-feira (29), por volta das 6h30. Já o coordenador do policiamento da 21ª Companhia Independente da PM, o 2º-tenente Thiago Dutra Jardim, citou o sábado (30) ao falar das agressões investigadas. Entre elas, de acordo com a corporação, está o uso do alicate para arrancar os dentes da mulher.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.A vítima foi atendida primeiro numa unidade de saúde de São Pedro dos Ferros e transferida no mesmo dia para um hospital de Ponte Nova. Segundo os relatos mais recentes, ela se recupera e deve começar um tratamento para repor os dentes. O estado de saúde dela não foi detalhado em boletim oficial. Depois da agressão, a mulher pediu medidas protetivas da Lei Maria da Penha, por temer pela própria segurança e pela do filho.

Como foi a prisão
As buscas começaram logo depois do registro e seguiram sem parar por cerca de dois dias, com equipes operacionais e de inteligência da PM. O Ministério Público e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais participaram do caso, e a Justiça decretou a prisão preventiva do suspeito.
Na madrugada de segunda, uma denúncia anônima levou os militares até ele. O homem estava de carona num carro quando foi abordado e não resistiu, segundo a PM. Antes de seguir para a delegacia, passou por avaliação médica. A ocorrência foi registrada como lesão corporal, e a Polícia Civil vai conduzir a investigação.
O que o suspeito diz
Antes de ser preso, o homem publicou um texto nas redes sociais em que nega ter usado um alicate contra a ex-namorada. A Folha não localizou advogado ou defensor dele até a publicação desta reportagem, e o espaço segue aberto. A Polícia Civil ainda não divulgou nota sobre o inquérito.
Alpha for MenDentes da ex com alicate: o que pode acontecer agora
A classificação do crime pode mudar depois do laudo da perícia. A lesão corporal contra a mulher por razões da condição do sexo feminino tem pena de reclusão de 2 a 5 anos desde a Lei 14.994/2024, conhecida como pacote antifeminicídio. Quando a agressão deixa dano permanente, o Código Penal prevê pena maior para a lesão grave ou gravíssima. Cabe à perícia dizer em que ponto o caso se encaixa, e ao Ministério Público decidir a denúncia.
As medidas protetivas pedidas pela vítima podem proibir o suspeito de se aproximar dela e de manter contato. Descumprir a medida é crime à parte, com pena de 2 a 5 anos, como mostrou a reportagem sobre o suspeito de matar Priscila, que já tinha condenação por esse motivo.
Não é o único caso recente em Minas. Na quinta-feira (29), a PM prendeu em Salitre de Minas um homem suspeito de agredir a companheira e ameaçar uma criança, caso contado na reportagem sobre o preso em Salitre de Minas. Em São João del-Rei, uma mulher relatou à PM ter sido empurrada de um carro de aplicativo depois de um primeiro encontro, como registrou a reportagem sobre a agressão em São João del-Rei.
Onde pedir ajuda
Em caso de agressão em andamento, a orientação é ligar 190, da Polícia Militar. A Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180, funciona 24 horas, de graça, e também atende pelo WhatsApp (61) 9610-0180. A denúncia pode ser anônima. O pedido de medida protetiva é feito na delegacia, de preferência numa Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, ou direto na Justiça, e o juiz tem até 48 horas para decidir.
São Pedro dos Ferros é uma cidade pequena da Zona da Mata, na mesma região de Rio Casca e de Ponte Nova, para onde a vítima e o preso foram levados. A Folha vai atualizar esta reportagem quando a Polícia Civil divulgar o andamento do inquérito.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






