Parcial do exterior vira com a Europa e Lula tem 57,6% dos votos válidos
França, Alemanha e Espanha deram mais de dois terços dos votos a Lula. Estados Unidos, Portugal e América do Sul ainda estão fora da soma das 14h45.

Atualização 25/10, 14h45: a parcial do exterior virou. Com 459 das 1.351 seções somadas (34%), Lula (PT) tem 79.878 votos, 57,57% dos válidos, e Flávio Bolsonaro (PL) tem 58.877, 42,43%. Houve 2.288 votos em branco e 2.339 nulos. Quem virou a conta foi a Europa. Os Estados Unidos, país com mais seções fora do Brasil, ainda não entraram: a costa leste fecha às 18h de Brasília e a costa oeste, às 21h. Paraguai, Argentina e os demais países das Américas também estão fora da soma. Não é resultado oficial: o TSE totaliza a partir das 17h.
Lula (PT) passou à frente na parcial do exterior do segundo turno e tem 57,57% dos votos válidos, contra 42,43% de Flávio Bolsonaro (PL), na contagem que a Folha faz com os boletins de urna das seções que já fecharam fora do Brasil neste domingo (25). Às 12h12, quando só a Ásia e a Oceania tinham votado, o placar era o inverso, com Flávio em 67,15%. Os números não são a totalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que só começa a divulgar resultados às 17h, no horário de Brasília.

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Às 14h45, a soma reunia 459 das 1.351 seções instaladas no exterior, 34% do total. Lula tinha 79.878 votos e Flávio, 58.877, uma diferença de 21.001 votos. Nessas seções, votaram 143.382 dos 322.907 eleitores aptos (44,4%).
Cada boletim de urna é impresso e afixado na seção quando a votação acaba, e o TSE publica todos na internet. Por isso dá para somá-los antes da totalização. Essa soma não tem valor oficial e ainda pode mudar bastante, porque dois terços das seções continuam fora dela.

A Europa virou a parcial
A virada veio da Europa, onde as urnas fecharam no fim da manhã pelo horário de Brasília. Na França, Lula teve 84% dos votos válidos (10.676 a 2.039). Na Alemanha, com 41 das 62 seções somadas, ficou com 81,6% (12.024 a 2.718), e nos Países Baixos, com 80,1%. Também venceu na Espanha (68,4%), na Bélgica (58,7%), na Suíça (56,7%), na Suécia (78,3%) e na Dinamarca (85,1%).
Itália e Portugal ainda entram aos poucos. Às 14h45, a soma tinha 22 das 59 seções italianas e só 1 das 176 portuguesas. O Reino Unido, com 54 seções, e a Irlanda, com 28, ainda não apareciam.
Alpha for MenJapão segue como o maior reduto de Flávio
O Japão continua sendo o lugar onde Flávio teve mais votos fora do Brasil. Com as 119 seções do país somadas, o senador ficou com 80,1% dos válidos: 28.538 votos, contra 7.098 de Lula. Foi essa vantagem que o deixou na frente na primeira parcial, das 12h12, quando a conta tinha 181 seções e ele somava 34.117 votos, contra 16.692 do presidente.
Flávio venceu ainda em Israel (80,8%), na Grécia (54,9%) e nos Emirados Árabes Unidos (54,6%). Lula, além da Europa, foi melhor na Oceania: teve 63,5% na votação na Austrália e 80,5% na votação na Nova Zelândia.
Estados Unidos e Américas ainda não entraram
A votação no exterior segue o horário de cada país, das 8h às 17h locais. No Japão, 12 horas à frente de Brasília, as urnas fecharam às 5h deste domingo pelo horário brasileiro. Na costa leste dos Estados Unidos, a votação só termina às 18h de Brasília, e na costa oeste, às 21h.
Os Estados Unidos têm 358 seções, mais de um quarto de todas as do exterior, e nenhuma estava na soma das 14h45. Também faltavam Canadá (63 seções), Argentina (20), Paraguai (16), Bolívia (9), Uruguai (8) e os demais países das Américas. Por isso a parcial ainda pode mudar de lado.
No primeiro turno, Lula venceu fora do Brasil
No primeiro turno, em 4 de outubro, somadas todas as 1.351 seções do exterior, Lula teve 47,57% dos votos válidos (157.387 votos) e Flávio, 43,49% (143.900), segundo o TSE. Augusto Cury ficou com 2,94% e Renan Santos, com 2,59%.
O exterior tem 916.534 eleitores aptos, mas a abstenção costuma ser alta. No primeiro turno, só 37,31% deles foram votar, e 62,69% ficaram em casa. Muitos moram longe dos consulados, e quem está fora do país pode justificar a ausência.
Quanto pesa o voto no exterior
Os cerca de 330 mil votos válidos do exterior no primeiro turno representam uma fatia pequena do total nacional, que passa de 100 milhões. Numa disputa apertada, porém, qualquer bloco de votos conta. As últimas pesquisas antes da votação mostravam os dois candidatos em empate técnico, como mostra a página das pesquisas do 2º turno.
Brasileiros que moram fora votam só para presidente, em seções organizadas pelos consulados e embaixadas. Pelas regras do TSE, os votos do exterior entram na totalização a partir das 17h, junto com os do Brasil, e podem ser acompanhados no site de resultados do TSE.
A votação em Patrocínio
Em Patrocínio (MG), as seções ficam abertas até as 17h. No primeiro turno, Flávio teve 61,18% dos votos válidos na cidade e Lula, 30,44%, segundo o TSE. A partir das 17h, a Folha acompanha a contagem no painel da apuração em tempo real, com os números de Patrocínio, de Minas, do país e do exterior.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






