Tiroteio em Porto Esperidião após carreata pró-Flávio não teve motivo político até agora, diz polícia
Dois homens morreram na briga num posto de combustíveis, horas depois do fim do ato. Redes falam em ataque de eleitor do PT, versão que a polícia não confirma.

O tiroteio em Porto Esperidião (MT) que deixou dois mortos na noite de sábado (24), horas depois de uma carreata de apoio a Flávio Bolsonaro (PL), não tem relação com política até agora, segundo a Polícia Civil de Mato Grosso. “Até o momento nada leva a essa informação de briga política”, afirmou o delegado regional de Cáceres, Higo Rafael, responsável pelo caso.
A versão da polícia contradiz publicações que circulam nas redes desde a madrugada deste domingo (25), dia do segundo turno. Elas falam em “ataque a tiros contra apoiadores de Flávio Bolsonaro” e dizem que o autor dos disparos seria eleitor do PT. Nenhuma dessas duas informações foi confirmada pela polícia.

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O tiroteio em Porto Esperidião aconteceu por volta das 22h15 no pátio do Posto Prata, um posto de combustíveis da cidade, que fica a 322 quilômetros de Cuiabá, no oeste do estado, perto da fronteira com a Bolívia. Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar, testemunhas relataram uma discussão entre pessoas armadas, que virou agressão e terminou em disparos.
Um dos baleados morreu dentro da ambulância, a caminho do atendimento. A segunda morte, de um homem de 64 anos que também foi atingido, foi confirmada na manhã deste domingo. Outras pessoas ficaram feridas. Uma delas, atingida no abdômen, foi transferida para um hospital de Cáceres, a cidade-polo da região.
Os policiais militares recolheram no local quatro cápsulas deflagradas e três munições intactas de pistola 9 milímetros. O boletim relaciona quatro homens, de 22, 26, 36 e 64 anos, como envolvidos. Dois deles têm registros anteriores por porte ilegal de arma, tráfico de drogas e receptação, de acordo com a PM.
Uma das vítimas contou aos policiais que um dos homens atirou primeiro e que o filho de outro envolvido pegou uma arma e atirou em seguida. Essa sequência ainda será investigada. Até a publicação desta matéria, a polícia não havia informado prisões. A Polícia Civil e a Perícia Oficial (Politec) de Cáceres foram chamadas ao local.
Alpha for MenA carreata tinha terminado horas antes
A carreata pró-Flávio começou por volta das 19h e durou cerca de 45 minutos, segundo o presidente do PL em Porto Esperidião, identificado como Carrocini. Ele afirmou que a briga aconteceu horas depois, num posto que já estava fechado, e negou que tenha relação com o ato. Também disse que o primeiro homem morto não era filiado ao partido.
O boletim da PM não aponta motivação política nem liga o tiroteio em Porto Esperidião à carreata. Testemunhas, porém, dizem que a discussão começou por divergência política. É essa versão que se espalhou nas redes, com vídeos da confusão no pátio do posto. A investigação da Polícia Civil é que vai definir a motivação e quem atirou. O andamento do caso pode ser acompanhado pelos canais da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso.
Outros casos em atos de campanha
O tiroteio em Porto Esperidião não foi o único episódio de confusão em atos de campanha na última semana. Em São Paulo, um carro invadiu uma carreata pró-Flávio e feriu uma menina de 9 anos no atropelamento em Ilhabela. Em Minas, a carreata em João Pinheiro levou um caixão com o símbolo do PT.
No dia da votação, a lei proíbe carreata, comício e boca de urna. O eleitor pode ir à seção com camisa ou adesivo de candidato, desde que de forma individual e silenciosa, como a Folha explicou nas regras do dia da eleição.
As urnas fecham às 17h, no horário de Brasília. Os números de Patrocínio e do país estão na página de apuração em tempo real.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






