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Campanhas de Lula e Flávio declararam R$ 130,8 milhões em gastos no 1º turno, e a diferença entre as duas é de R$ 410 mil

Lula declarou R$ 65,6 milhões em despesas e R$ 87,6 milhões em receitas; Flávio, R$ 65,19 milhões e R$ 70,67 milhões. O dinheiro vem de fundos diferentes, e o gasto digital também.

Campanhas de Lula e Flávio: Flávio Bolsonaro e Lula, candidatos à Presidência
Campanhas de Lula e Flávio: Flávio Bolsonaro e Lula, candidatos à Presidência

As campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro declararam juntas R$ 130,8 milhões em despesas no primeiro turno, segundo as prestações de contas parciais enviadas ao TSE. A de Lula informou R$ 65,6 milhões, e a de Flávio, R$ 65,19 milhões, uma diferença de cerca de R$ 410 mil. Os valores se referem ao que foi declarado até 5 de outubro e mudam a cada atualização das prestações de contas.

Quem arrecadou mais

Na arrecadação, a diferença é maior. A campanha de Lula declarou R$ 87,6 milhões em receitas, cerca de R$ 22 milhões acima das despesas. A de Flávio declarou R$ 70,67 milhões, R$ 5,47 milhões acima do que gastou. O teto de gastos do primeiro turno para cada candidato à Presidência é de R$ 88,9 milhões, e nenhum dos dois chegou a ele.

ItemFlávio BolsonaroLula
ArrecadaçãoR$ 70,67 milhõesR$ 87,6 milhões
Despesas declaradasR$ 65,19 milhõesR$ 65,6 milhões
Fundo eleitoral (FEFC)R$ 47 milhõesR$ 85 milhões
DoaçõesR$ 10,26 milhõesR$ 2,17 milhões
Fundo partidárioR$ 9,65 milhõesR$ 150 mil
Serviços de terceirosR$ 39,6 milhõesR$ 40,7 milhões
Impulsionamento digitalR$ 9 milhõesR$ 2,69 milhões
AdesivosR$ 3,14 milhõesR$ 3,86 milhões
Materiais impressosR$ 57,6 milR$ 3,04 milhões
Serviços advocatíciosR$ 3,33 milhõesR$ 4,02 milhões
Gráfico: campanhas de Lula e Flávio, arrecadação, despesas, fundo eleitoral e impulsionamento
Gráfico: Folha de Patrocínio, com dados declarados ao TSE até 5 de outubro.

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De onde veio o dinheiro

A origem dos recursos é a diferença mais visível entre as duas campanhas. Lula recebeu R$ 85 milhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o fundo eleitoral, e só R$ 2,17 milhões em doações. Flávio recebeu R$ 47 milhões do FEFC, R$ 10,26 milhões em doações e R$ 9,65 milhões do fundo partidário. Ou seja, a campanha do senador teve proporção maior de dinheiro vindo de doadores e do partido, e a do presidente dependeu mais do fundo eleitoral.

Onde o dinheiro foi gasto

Nas duas campanhas, a maior despesa foi com serviços prestados por terceiros: R$ 40,7 milhões na de Lula e R$ 39,6 milhões na de Flávio. A diferença aparece no meio digital. A campanha de Flávio declarou R$ 9 milhões em impulsionamento, dos quais R$ 8 milhões nos últimos 11 dias antes do primeiro turno. A de Lula declarou R$ 2,69 milhões. Em materiais impressos, a relação se inverte: R$ 3,04 milhões na campanha de Lula e R$ 57,6 mil na de Flávio.

Campanhas de Lula e Flávio: sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília
Sede do Tribunal Superior Eleitoral em Brasília, fachada de vidro e cúpulas. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A campanha de Lula havia pago R$ 34,8 milhões das despesas, 53% do total declarado, e registrou doações de cerca de R$ 1 milhão a outros candidatos e partidos. A reportagem não encontrou dado equivalente sobre o percentual pago pela campanha de Flávio.

As regras do segundo turno

No segundo turno, cada campanha pode gastar até metade do teto do primeiro. O TSE manteve para 2026 os limites de 2022: R$ 88,9 milhões no primeiro turno e perto de R$ 44,5 milhões no segundo. Quem passar do limite paga multa igual a 100% do valor excedido e ainda pode responder por abuso de poder econômico, segundo o artigo 18-B da Lei 9.504, de 1997.

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A mesma lei obriga as campanhas a informar na internet, em até 72 horas, cada valor em dinheiro que recebem, o que permite acompanhar as doações durante a disputa. Só pessoas físicas podem doar, até o limite de 10% dos rendimentos brutos que tiveram no ano anterior à eleição. O impulsionamento de conteúdo, única forma de propaganda paga permitida na internet, só pode ser contratado por partidos, coligações e candidatos, e precisa ser identificado como tal.

O fundo eleitoral chega aos candidatos pelos partidos. Pela lei, 2% do FEFC é dividido igualmente entre todas as legendas registradas no TSE, 35% segue a votação de cada partido na última eleição para a Câmara, 48% o tamanho das bancadas na Câmara e 15% o número de senadores. Cada partido decide depois, por critérios próprios, quanto repassa a cada candidatura.

O que ainda vai mudar

Os números são parciais e se referem só ao primeiro turno. Os candidatos que disputam o segundo turno precisam apresentar a prestação de contas dos dois turnos até o 20º dia depois da votação, como manda o artigo 29 da Lei 9.504. Para o domingo (25), o prazo vai até 14 de novembro, e o TSE analisa as contas depois disso. Qualquer cidadão pode consultar os valores no DivulgaCandContas, sistema de prestação de contas do tribunal.

As pesquisas apontam empate técnico na reta final, como a Folha mostrou em Média das pesquisas. Outro assunto que disputou espaço na campanha foi o dos sigilos, tratado em Flávio aceita desafio de Lula. Em Patrocínio, o primeiro turno terminou com 61,18% para Flávio e 30,44% para Lula, conforme Voto de Flávio em Patrocínio.

Crédito da imagem de destaque: Montagem com fotos de Carlos Moura/Agência Senado (Flávio) e Ricardo Stuckert/Lula Oficial (CC BY-SA 4.0) (Lula).

Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.

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