Segundo turno mais apertado: média das pesquisas dá 1,8 ponto de diferença, igual à de 2022, a menor desde 1989
Dos sete segundos turnos desde 1989, só dois terminaram com menos de 4 pontos de diferença: 2014 (3,3) e 2022 (1,8). A média das pesquisas de 2026 aponta 1,8.

O segundo turno mais apertado desde 1989 foi o de 2022, quando Lula teve 50,90% dos votos válidos e Jair Bolsonaro, 49,10%, uma diferença de 1,80 ponto percentual, ou 2.139.645 votos. A média das 16 pesquisas registradas do segundo turno de 2026 aponta 50,9% para Flávio Bolsonaro e 49,1% para Lula, uma diferença de 1,8 ponto: a mesma de quatro anos atrás, com os papéis invertidos. Pesquisa, porém, não é resultado, e a margem de erro dos institutos vai de 1 a 2,6 pontos.
Os sete segundos turnos desde 1989
Desde a volta das eleições diretas, houve segundo turno para presidente sete vezes: 1989, 2002, 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022. Em 1994 e 1998, o vencedor foi definido no primeiro turno. A tabela abaixo reúne o resultado oficial do TSE, em votos válidos.
| Ano | Vencedor | Perdedor | Diferença em pontos | Diferença em votos |
|---|---|---|---|---|
| 1989 | Collor, 53,03% | Lula, 46,97% | 6,06 | 4.014.403 |
| 2002 | Lula, 61,27% | Serra, 38,73% | 22,54 | 19.422.625 |
| 2006 | Lula, 60,83% | Alckmin, 39,17% | 21,66 | 20.751.864 |
| 2010 | Dilma, 56,05% | Serra, 43,95% | 12,10 | 12.041.141 |
| 2014 | Dilma, 51,64% | Aécio, 48,36% | 3,28 | 3.459.963 |
| 2018 | Bolsonaro, 55,13% | Haddad, 44,87% | 10,26 | 10.756.941 |
| 2022 | Lula, 50,90% | Bolsonaro, 49,10% | 1,80 | 2.139.645 |

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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Em cinco das sete disputas, a diferença passou de 6 pontos. Só em 2014 (3,28) e 2022 (1,80) ficou abaixo de 4. Se o resultado de domingo ficar perto da média das pesquisas, o segundo turno de 2026 entraria nesse grupo. É uma comparação de ordem de grandeza, e não uma previsão.
A distância no primeiro turno
A diferença entre os dois candidatos no primeiro turno deste ano também foi menor que a dos dois segundos turnos mais apertados da série. Em 2022, Lula terminou a primeira votação com 48,43% dos votos válidos e Jair Bolsonaro com 43,20%, uma distância de 5,23 pontos. Em 2014, Dilma Rousseff teve 41,59% e Aécio Neves, 33,55%, uma diferença de 8,04 pontos. Nos dois casos, a margem encolheu do primeiro para o segundo turno. Em 2026, a distância no primeiro turno foi de 1,87 ponto.
O tamanho do eleitorado ajuda a entender o que um ponto representa. No primeiro turno deste ano, 125.275.835 eleitores foram às urnas no país, 78,92% dos 158.745.079 aptos, e 119.300.788 deram voto válido para presidente. Sobre um total desse tamanho, cada ponto percentual equivale a cerca de 1,2 milhão de votos válidos.
O que as pesquisas dizem agora
Das 16 pesquisas registradas no TSE até esta quinta-feira (22), Flávio aparece à frente em 15 e Lula em uma, a Vox Brasil, que o põe com 51% a 49%. A média dos votos válidos é de 50,9% para Flávio e 49,1% para Lula, e a mediana é de 51% a 49%. Os números de cada instituto estão em Média das pesquisas.

Alpha for MenO que impede uma leitura direta
Há três cuidados na comparação. O primeiro é que pesquisa mede intenção, e o resultado depende de quem vai votar: em Patrocínio, por exemplo, a abstenção foi de 18,72% no primeiro turno. O segundo é a margem de erro, que torna uma diferença de 1,8 ponto estatisticamente compatível com empate. O terceiro é o histórico recente dos institutos: no primeiro turno, houve diferenças entre os números das pesquisas e as urnas, tema que a Folha tratou em Por que as pesquisas erraram.
O que diz a Constituição sobre o segundo turno
O artigo 77 da Constituição marca o primeiro turno da eleição presidencial para o primeiro domingo de outubro e o segundo para o último domingo do mesmo mês. Só há segundo turno quando nenhum candidato alcança a maioria absoluta dos votos, sem contar brancos e nulos. Disputam a nova votação os dois mais votados, e vence quem tiver a maioria dos votos válidos. Os brancos e nulos são registrados e divulgados pelo TSE, mas não entram na conta do vencedor.
O mesmo artigo prevê situações fora do comum. Se um dos finalistas morrer, desistir ou ficar legalmente impedido antes do segundo turno, é chamado o candidato com a maior votação entre os que ficaram de fora. Se houver empate no segundo lugar, entra o mais velho. Quem vencer no domingo toma posse em 5 de janeiro de 2027, data fixada pela Emenda Constitucional 111, de 2021. Até a posse de 2023, a data era 1º de janeiro.
No primeiro turno de 2026, Flávio teve 47,03% e Lula 45,16%, uma diferença de 1,87 ponto e de 2,2 milhões de votos, de acordo com o TSE. Em Patrocínio, a diferença foi de 30,74 pontos, como mostra Voto de Flávio em Patrocínio. A página de apuração em tempo real da Folha acompanha a contagem de domingo.
Crédito da imagem de destaque: Montagem com fotos de Valter Campanato/Agência Brasil (Flávio) e Ricardo Stuckert/Lula Oficial (CC BY-SA 4.0) (Lula).
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






