Bruno Soller, da Real Time Big Data, diz que virada de Lula ficou “extremamente difícil”
CEO do instituto cita antipetismo, voto pragmático e o episódio recente do STF, e aponta o Sudeste, com 42% do eleitorado, como a chave da eleição de domingo.

O cientista político Bruno Soller, CEO do instituto Real Time Big Data, disse nesta terça-feira (20) que a missão de Lula (PT) de virar a eleição no 2º turno ficou “extremamente difícil”. Em entrevista, ele afirmou que as pesquisas apontam para a consolidação de Flávio Bolsonaro (PL) em primeiro lugar, ainda que os números mostrem os dois próximos. Os levantamentos registrados estão no quadro da Folha com as pesquisas do 2º turno.
A avaliação vem depois da pesquisa do próprio instituto, que deu 52% dos votos válidos a Flávio e 48% a Lula. Com margem de erro de 2 pontos, a diferença fica no limite da margem, como a Folha mostrou na matéria sobre a pesquisa Real Time Big Data.
O que disse Bruno Soller
“A missão do presidente Lula fica extremamente difícil. Porque ele precisa recuperar os votos desse eleitorado que votou por mudança”, afirmou. Segundo ele, as pesquisas mostram os candidatos separados por três pontos, por um ponto ou empatados, “mas todas elas apontam para uma tendência: que é a consolidação do Flávio Bolsonaro em primeiro lugar”.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Para Soller, a liderança do senador se explica pelo antipetismo. “Tentou-se vários candidatos, mas ninguém conseguiu. E acabou sobrando para o eleitor a única alternativa para tentar vencer o Lula. E o eleitor faz um voto pragmático para o Flávio Bolsonaro”, disse.
Ele lembrou que esse voto já apareceu no 1º turno, quando Flávio terminou à frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. “Quando acontece isso e o Flávio vai para o segundo turno já em vantagem, e que ainda teve um rescaldo dos candidatos, a missão do presidente Lula fica extremamente difícil”, afirmou.
STF e insatisfação com o governo
Soller citou o episódio recente envolvendo o Supremo Tribunal Federal como a principal mudança desde o 1º turno. Segundo ele, parte do eleitor que procurava outra opção passou a concentrar o voto em Flávio “na tentativa única e exclusiva de propor uma mudança para o país”.
O outro ponto, na leitura dele, é a avaliação do governo. “Esse é o grande drama do presidente Lula: as pessoas estão mais insatisfeitas do que satisfeitas com seu governo”, disse. Com a maioria insatisfeita, segundo Soller, cresce a busca por uma candidatura de oposição.
Alpha for MenO peso do Sudeste
O CEO apontou o Sudeste como a região decisiva, por concentrar 42% do eleitorado. Segundo ele, Lula perdeu cerca de 10 pontos de vantagem em São Paulo e no Rio de Janeiro, quase 12 no Espírito Santo e 3 em Minas Gerais, o que, nas contas do analista, dá quase 6 milhões de votos a mais para Flávio na região.
Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, entra nessa conta. Em Patrocínio, Flávio teve 61,18% dos votos válidos no 1º turno, e Lula, 30,44%, segundo o TSE.
O que os números permitem dizer
A fala de Soller é uma leitura das tendências das pesquisas. As pesquisas registradas desta semana mostram Flávio numericamente à frente na maioria delas, mas com diferenças dentro da margem de erro ou no limite dela. Uma delas, a pesquisa Data Ranking, põe Lula com 50,4% a 49,6%, empate técnico.
Os mercados de previsão vão na mesma direção da avaliação do CEO: as apostas no Polymarket davam 77% de chance a Flávio nesta terça. Nenhum desses indicadores substitui o voto. O registro de cada pesquisa, com o questionário e o plano amostral, pode ser consultado no sistema de pesquisas eleitorais do TSE.
A votação é no domingo (25), das 8h às 17h. A Folha acompanha a contagem na página de apuração em tempo real.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






