Indicadores de 2022 a 2026: dívida, déficit e situação de rua pioram; desemprego e inflação caem
Dívida bruta foi de 71,7% para 82,9% do PIB e o superávit de R$ 126 bi virou déficit de R$ 82 bi; o desemprego caiu de 7,9% para 5,3%, segundo o IBGE.

Quatro indicadores oficiais pioraram entre o fim de 2022, último ano do governo Bolsonaro, e o dado mais recente de 2026, no governo Lula (PT). A Folha comparou os indicadores de 2022 a 2026 em situação de rua, dívida pública, contas do governo e pedidos de recuperação judicial, e também olhou dois que melhoraram no mesmo período: desemprego e inflação. A cinco dias do 2º turno, o quadro das intenções de voto está na página das pesquisas do 2º turno.

Situação de rua: quase o dobro no CadÚnico
O Cadastro Único tinha 389.372 pessoas em situação de rua em maio de 2026, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, em resposta a um pedido de informação da Câmara dos Deputados. Um levantamento feito com os dados brutos do mesmo cadastro aponta 198,7 mil pessoas em dezembro de 2022. O Observatório da população de rua da UFMG, que usa outra contagem, chegou a 388.855 em maio.
O número de 2022 varia conforme a base: outros recortes do mesmo ano vão de 175,6 mil a 236,4 mil. O próprio MDS lembra que o CadÚnico não é censo e que parte da alta vem de mais gente cadastrada.
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A dívida bruta do governo geral fechou 2022 em 71,7% do PIB, na série revisada do Banco Central, e chegou a 82,9% em agosto de 2026, o equivalente a R$ 11,1 trilhões. O dado mais recente foi divulgado em 30 de setembro. Os juros altos pesam nessa conta, porque encarecem a dívida que já existe.
Nas contas do setor público consolidado, que somam União, estados, municípios e estatais, 2022 terminou com superávit primário de R$ 126 bilhões, 1,25% do PIB. Nos 12 meses até agosto de 2026, o resultado virou déficit de R$ 82,1 bilhões, 0,62% do PIB. Só em agosto, o rombo foi de R$ 10 bilhões. Minas também discute as próprias contas na transição, como a Folha mostrou na reportagem sobre os salários dos servidores de Minas.
Recuperação judicial e a troca de metodologia
A Serasa Experian registrou 833 pedidos de recuperação judicial em 2022 e 2.273 em 2024, recorde na metodologia que usava até então. Em abril de 2026, a empresa mudou o indicador e passou a contar as empresas envolvidas em cada processo. Na série nova, 2025 bateu o recorde, com 2.466 empresas em 977 processos. De janeiro a maio de 2026 foram 346 processos, com 878 empresas.

O que melhorou no período
Dois indicadores foram no sentido contrário. O desemprego medido pelo IBGE caiu de 7,9% no último trimestre de 2022 para 5,3% no trimestre de junho a agosto de 2026, com 103,5 milhões de pessoas ocupadas, o maior número da série. A inflação em 12 meses, que era de 5,79% em dezembro de 2022, estava em 4,58% em setembro de 2026.
Alpha for MenOs quatro indicadores do card e os dois acima apontam em direções diferentes. Todos os números acima vêm de bases públicas e podem ser conferidos nas estatísticas fiscais do Banco Central e nas séries do IBGE.
A disputa no domingo
Lula e Flávio Bolsonaro (PL) se enfrentam no 2º turno no domingo (25). As pesquisas da semana mostram distâncias pequenas, como a Folha detalhou na matéria sobre a diferença entre Flávio e Lula. Em Patrocínio, no 1º turno, Flávio teve 61,18% dos votos válidos, e Lula, 30,44%, segundo o TSE. A contagem estará na página de apuração em tempo real.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






