Apostas no Polymarket dão 77% de chance a Flávio e 22,5% a Lula; em agosto, Lula liderava
O contrato de Flávio chegou a 89% em 10 de outubro, depois do 1º turno, e caiu desde então. O volume negociado na disputa passa de US$ 188 milhões.

As apostas no Polymarket davam a Flávio Bolsonaro (PL) 77% de chance de vencer a eleição para presidente na tarde desta terça-feira (20), contra 22,5% de Lula (PT). O número sai do preço que os participantes do mercado de previsão aceitam pagar por um contrato que só vale alguma coisa se o candidato ganhar, e por isso não se compara a pesquisa ou intenção de voto. As pesquisas registradas no TSE estão no quadro da Folha com todas as pesquisas do 2º turno.
A vantagem é grande, mas já foi maior. Em 10 de outubro, seis dias depois do 1º turno, o contrato de Flávio chegou a 89%, o ponto mais alto desde que o mercado abriu, em setembro de 2025. Desde então caiu cerca de 12 pontos.
Como funcionam as apostas no Polymarket
O Polymarket é uma plataforma de mercados de previsão. Cada candidato tem um contrato que paga US$ 1 se ele vencer e nada se perder. Quando o contrato de Flávio é negociado a 77 centavos, o mercado está dizendo que, na média de quem compra e vende, a chance de vitória dele é de 77%.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.O volume negociado na disputa brasileira passava de US$ 188,9 milhões nesta terça, somando todos os nomes que já fizeram parte da lista, como Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro e Ratinho Júnior, cujos contratos foram encerrados quando ficaram fora da disputa. Só nos contratos de Lula e Flávio, que seguem abertos, foram cerca de US$ 50,5 milhões.
O próprio mercado informa que o resultado será definido pelo consenso da imprensa e, em caso de dúvida, pelos números oficiais do Tribunal Superior Eleitoral.

A virada de setembro e o salto depois do 1º turno
A série de preços mostra que Lula era o favorito até agosto. Em 1º de agosto, o contrato do presidente valia 64,5%, e o de Flávio, 24%. A diferença foi caindo ao longo de agosto, e a troca de posição aconteceu na primeira quinzena de setembro: em 15 de setembro, Flávio já aparecia com 52% e Lula com 45,5%. Foi nessa época que a Folha mostrou, em reportagem de 20 de setembro, que Flávio tinha aberto vantagem no Polymarket.
Na véspera do 1º turno, em 3 de outubro, os dois estavam mais próximos: 56,5% para Flávio e 43,5% para Lula. O resultado das urnas mudou o quadro. Flávio terminou o 1º turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, e no dia seguinte o contrato dele já valia 83,5%.
Alpha for MenNas pesquisas registradas desta semana, Flávio aparece à frente, com diferença pequena em alguns institutos. A BTG/Nexus, por exemplo, registrou 50,3% a 49,7% nos válidos, empate técnico. Já a pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça deu 52% a 48% para Flávio.
O que o número diz e o que ele não diz
Mercado de previsão mede a expectativa de quem aposta dinheiro. A vontade do eleitor aparece na pesquisa registrada e, no domingo, na urna. Quem compra contrato pode morar fora do Brasil, não votar e decidir com base em pesquisas, notícias ou palpite. Os 77% se referem à chance de vitória, e não à fatia de votos: para quem negocia ali, Flávio vence em cerca de três de cada quatro cenários.
Esses números também mudam a todo momento. O preço desta reportagem foi conferido às 14h35 desta terça, no próprio Polymarket, e pode estar diferente quando o leitor abrir a página da disputa brasileira no Polymarket.
Simuladores e projeções que circulam nas redes seguem a mesma lógica: servem de termômetro, mas não substituem a pesquisa registrada nem o voto. A Folha já explicou a diferença na matéria sobre o Global Election Simulator e na reportagem sobre por que os trackings não valem como pesquisa.
Quando é o 2º turno
A votação é no domingo (25), das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Em Patrocínio, Flávio teve 61,18% dos votos válidos no 1º turno, e Lula, 30,44%, segundo o TSE. A contagem do país e da cidade estará na página de apuração em tempo real a partir do fechamento das urnas.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






