
Um vereador de Patrocínio está no centro de uma grave acusação envolvendo estelionato e assédio contra uma cliente.
A denúncia que será apresentada à Justiça e disse que ele vendeu um carro com vício oculto, descumpriu um acordo financeiro e ainda tentou intimidar a cliente para evitar repercussões legais.
Dívida só foi quitada após cobrança judicial
A consumidora adquiriu um Hyundai HB20 na loja do parlamentar e entregou um Hyundai Tucson como parte do pagamento.
O combinado era que o financiamento do veículo deixado na troca seria quitado imediatamente.
No entanto, mesmo após revender o carro, o vereador não realizou o pagamento da dívida.
A situação só foi resolvida depois que a vítima tomou medidas legais e executou a cobrança de forma extrajudicial.

Problemas mecânicos e tentativa de coação
O HB20 adquirido apresentou defeito no motor em pouco mais de um mês, caracterizando um vício oculto conforme o Código de Defesa do Consumidor.
Ao tentar solucionar o problema, segundo a cliente, existe algo ainda mais grave, uma nova irregularidade: gravações anexadas ao processo e Boletim de Ocorrência na Polícia Militar indicam que o vereador tentou assediá-la e intimidá-la para evitar a exposição do caso.
A cliente relatou que ele teria usado sua posição de poder para manipular a situação, buscando evitar consequências legais.
O abuso de autoridade e a tentativa de coerção se for confirmado, tornam o caso ainda mais grave, levantando questionamentos sobre a conduta ética do parlamentar.
Pedido de indenização e possível investigação do MP
Diante dos prejuízos financeiros e do assédio, a cliente denunciou o caso no Folha de Patrocínio e foi orientada a acionar o Procon e está ingressando uma ação judicial para exigir indenização por danos materiais e morais.
O Ministério Público também pode investigar o caso, uma vez que há indícios de fraude financeira e práticas abusivas contra o consumidor.
Credibilidade em xeque
A denúncia coloca em dúvida a credibilidade do vereador, que já ocupou o cargo de no Procon, órgão que deveria justamente proteger os consumidores de situações como essa.
O caso pode gerar desdobramentos políticos e judiciais.