O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) foi acionado para o tombamento de um caminhão carregado com algodão na região de Patrocínio. A carga pegou fogo depois do acidente, e a guarnição precisou combater as chamas antes de liberar a via.

Segundo apurou a Folha, o motorista transportava a carga de Pirapora, no norte de Minas, com destino a Limeira, no interior de São Paulo, quando o veículo tombou. Ele sofreu ferimentos leves e foi levado pelo SAMU a uma unidade de saúde.

Como foi o combate às chamas após o tombamento de caminhão

Depois do tombamento de caminhão, o fogo se espalhou pela carga de algodão, material que pega fogo com facilidade por ser leve e poroso. A guarnição do CBMMG combateu as chamas no local e, em seguida, fez o rescaldo, etapa em que os bombeiros vistoriam a área para eliminar focos de calor que podem reacender o incêndio horas depois.

Com os focos remanescentes eliminados, a ocorrência foi encerrada pela guarnição. Não há registro, até o momento, de interdição total da via ou de outros veículos envolvidos. O CBMMG orienta que, em casos de incêndio em carga transportada, outros motoristas mantenham distância e sigam a sinalização de trânsito montada no local, já que o calor e a fumaça reduzem a visibilidade e podem provocar novos acidentes.

O motorista foi levado pelo SAMU

O condutor sofreu ferimentos leves no tombamento e foi atendido no local antes de ser transportado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) a uma unidade de saúde da região. A Folha não teve acesso ao boletim de atendimento e ao estado de saúde atual do motorista.

Transporte de carga entre estados costuma envolver longas horas de viagem, e o cansaço do motorista é um dos fatores que as próprias transportadoras apontam como risco em rotas como a que liga o norte de Minas ao interior paulista. Não há confirmação oficial sobre a causa do tombamento até a publicação desta matéria.

Tombamento de caminhão com carga de algodão em chamas, combatido pelo CBMMG
Guarnição do CBMMG combate o incêndio na carga de algodão após o tombamento do caminhão. Foto: apuração da Folha de Patrocínio.

Por que caminhões de algodão pegam fogo com facilidade

A região do Cerrado Mineiro, mais conhecida pela produção de café, também é cortada por rotas de transporte de algodão vindo de outras áreas produtoras de Minas Gerais rumo a fiações e usinas de beneficiamento em outros estados, caso de Limeira, polo têxtil no interior de São Paulo. O material é leve, seco e altamente inflamável: um atrito nos freios, um curto-circuito elétrico ou o próprio impacto do tombamento podem ser suficientes para iniciar as chamas, que se espalham rápido pela carga solta.

Por isso, casos de tombamento de caminhão com carga de algodão seguido de incêndio já foram registrados outras vezes em rodovias da região, também com o motorista ferido. O CBMMG mantém, em seu portal oficial, orientações de prevenção a incêndios em veículos de carga, recomendando manutenção preventiva de freios e sistema elétrico como principal forma de reduzir o risco.

O que se sabe até agora

Até a publicação desta matéria, a Folha não teve acesso ao boletim de ocorrência oficial do CBMMG nem à identificação completa do motorista. A reportagem segue apurando informações adicionais, como o estado de saúde atualizado do condutor e o balanço de prejuízos com a carga perdida.

Limeira, cidade de destino da carga, é um dos principais polos têxteis do interior paulista, com fiações e tecelagens que recebem algodão de várias regiões produtoras do país, incluindo Minas Gerais. Já Pirapora, ponto de partida da viagem, fica às margens do Rio São Francisco, no norte do estado, região com produção agrícola relevante que inclui o algodão entre as culturas cultivadas.

Em caso de emergências como incêndio em veículos ou acidentes de trânsito, o CBMMG pode ser acionado pelo telefone 193, gratuito e disponível 24 horas em todo o estado.


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Gustavo Brasileiro, prefeito de Patrocínio. Foto: Prefeitura de Patrocínio/Divulgação

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