A rede municipal de Patrocínio contabiliza 138.273 atendimentos e procedimentos em saúde bucal, segundo balanço divulgado pelo Governo Municipal. O número reúne o que foi feito nas unidades básicas, no centro de especialidades, na UPA 24h, na APAE e na unidade móvel que atende a zona rural.

Junto com o balanço, o município anunciou a contratação de oito novos dentistas, uma nova sede para o Centro de Especialidades Odontológicas e a oferta de tratamento ortodôntico gratuito.

Os números da saúde bucal, abertos

O total se divide assim: 98.367 consultas e procedimentos nas Unidades Básicas de Saúde, 28.293 atendimentos no Centro de Especialidades Odontológicas, 7.424 atendimentos na UPA 24h, 3.679 na APAE e 396 pela Unidade Odontológica Móvel.

Somando esses cinco itens chega-se a 138.159. A diferença até os 138.273 informados vem dos 102 atendimentos em ortodontia e dos 12 pacientes especiais atendidos na Santa Casa, que o balanço contabiliza à parte.

Vale ler o número pelo que ele é: são atendimentos e procedimentos, não pessoas. Um mesmo paciente que faz três consultas e duas restaurações aparece cinco vezes na conta. Isso não diminui o dado, apenas muda o que ele mede: volume de serviço prestado, não cobertura populacional.

Consultório da rede de saúde bucal do município de Patrocínio
Foto: Prefeitura de Patrocínio/Divulgação.

O que mudou na estrutura

A contratação de oito dentistas amplia as equipes de Saúde Bucal, que atuam vinculadas às unidades básicas. É o ponto de entrada da rede, onde entram prevenção, restauração, extração simples e encaminhamento.

O Centro de Especialidades Odontológicas, o CEO, ganhou sede nova. É para lá que vai o caso que a unidade básica não resolve: endodontia, periodontia, cirurgia oral, estomatologia e atendimento a pacientes com necessidades especiais. Sem um CEO funcionando, o paciente da rede pública fica com duas saídas, esperar ou pagar.

A Unidade Odontológica Móvel passou a atender comunidades rurais, com 396 atendimentos registrados. O ganho aqui não é só o procedimento em si, é o deslocamento que o morador deixa de fazer. Para quem mora a 40 quilômetros da sede e depende de carona, a diferença entre ter e não ter o serviço perto costuma ser a diferença entre tratar e não tratar.

Ortodontia gratuita e pacientes especiais

O tratamento ortodôntico gratuito é o serviço mais incomum da lista. Aparelho ortodôntico raramente entra na oferta pública municipal, e os 102 atendimentos registrados indicam um programa em fase inicial.

O município também passou a realizar cirurgias odontológicas para pacientes especiais na própria cidade, além de 12 pacientes atendidos na Santa Casa. Esse grupo depende, em muitos casos, de procedimento sob sedação ou anestesia geral, o que exige estrutura hospitalar. Quando o município não tem esse arranjo, a família encara fila de referência regional e viagem para outra cidade.

O gargalo que os números não mostram

Balanço de saúde bucal costuma ter um ponto cego: a fila. O total de atendimentos diz quanto foi feito, não quanto tempo alguém esperou para ser atendido nem quantos desistiram no caminho. São dois indicadores diferentes, e o segundo é o que a população sente.

A proporção entre os números dá uma pista de como a rede está organizada. Para cada atendimento no CEO houve cerca de três e meio nas unidades básicas, o que sugere que a maior parte da demanda está sendo resolvida na porta de entrada, sem precisar de especialista. É o desenho que se espera de uma rede funcionando.

Já os 7.424 atendimentos na UPA 24h merecem leitura própria. Urgência odontológica é quase sempre dor que chegou tarde, e volume alto nesse item costuma indicar demanda reprimida na atenção básica, não excesso de acidentes.

Onde procurar atendimento

A porta de entrada continua sendo a Unidade Básica de Saúde do bairro, onde o paciente é avaliado e, se necessário, encaminhado ao CEO. Urgência odontológica é atendida na UPA 24h.

A organização dos serviços de saúde bucal no SUS segue as diretrizes da política nacional, detalhadas na página do Brasil Sorridente, do Ministério da Saúde.

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Gustavo Brasileiro, prefeito de Patrocínio. Foto: Prefeitura de Patrocínio/Divulgação

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