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Policial

Ossada humana é encontrada às margens da BR-354, em Rio Paranaíba

A Polícia Militar de Arapuá foi acionada por um transeunte no domingo (6). A perícia da Polícia Civil de Patos de Minas vai tentar descobrir de quem são os restos mortais e o que causou a morte.

Placa de entrada de Arapuá no trevo da BR-354, região onde foi encontrada a ossada humana
Foto: Tiago Firmino Boaventura/Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

Um transeunte que passava pela BR-354, no trecho entre o trevo de Arapuá e o distrito de Chaves, em Rio Paranaíba, deu de cara neste domingo (6) com uma ossada humana às margens da rodovia. Ele acionou a Polícia Militar de Arapuá, que esteve no local e isolou a área.

Segundo a corporação, o estado em que os restos foram encontrados impediu, em um primeiro momento, até mesmo definir o sexo da pessoa. Não há, por enquanto, informação oficial sobre a identidade, a causa da morte ou há quanto tempo o corpo estava naquele ponto da rodovia.

O que se sabe até agora

A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar e encaminhada à Polícia Civil de Patos de Minas, responsável pela análise técnica do caso. Cabe à Civil determinar se houve crime, reunir os vestígios recolhidos no local e conduzir a investigação a partir do laudo pericial.

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Depois de concluídos os trabalhos periciais na rodovia, os restos mortais seguem para exames que possam contribuir com a identificação. Enquanto a polícia não souber quem é a pessoa, não há como reconstruir os últimos passos dela nem cruzar o achado com registros de desaparecimento.

Até a publicação desta reportagem, a Polícia Civil não havia divulgado nota sobre a ocorrência, e não existe versão oficial sobre o que aconteceu naquele trecho. Sem laudo, qualquer afirmação sobre a causa da morte é especulação.

Onde fica o trecho da rodovia

A BR-354 corta o Alto Paranaíba e liga a região a municípios do Centro-Oeste mineiro. O ponto citado na ocorrência fica entre o trevo de Arapuá, na entrada da cidade, e o distrito de Chaves, em Rio Paranaíba. É uma faixa de rodovia cercada por área rural, com lavoura de café e pastagem dos dois lados.

É a mesma região de um acidente registrado em 30 de agosto no distrito de Chaves, que deixou um morto e dois feridos. Rio Paranaíba e Arapuá ficam no Alto Paranaíba, a mesma região de Patrocínio, e o trecho da ocorrência liga as duas cidades.

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Zona rural de Arapuá às margens da BR-354, trecho onde a ossada humana foi localizada
Zona rural de Arapuá, no trecho em que a BR-354 segue para o distrito de Chaves, em Rio Paranaíba. Foto de arquivo: Tiago Firmino Boaventura/Wikimedia Commons (CC BY 3.0).

Como a perícia trabalha uma ossada humana

Quando um corpo chega em estágio que não permite identificação por impressão digital, documento ou característica física, o caso vai para o Serviço de Antropologia Forense da Polícia Civil. O trabalho é descrito pela própria instituição em quatro etapas: confirmar que os ossos são de origem humana, montar o perfil antropológico da pessoa (sexo, estatura aproximada, faixa etária, sinais de doença ou de fratura antiga), buscar a causa da morte e chegar ao reconhecimento.

Uma ossada humana raramente é identificada de imediato. O caminho mais comum é a arcada dentária, comparada com prontuário odontológico, e o exame de DNA, confrontado com material genético de familiares que registraram o desaparecimento. Esse confronto é feito na rede nacional de bancos de perfis genéticos, e depende de existir, do outro lado, uma família que procurou a polícia.

No interior de Minas, os exames ficam concentrados nos Postos Médico-Legais regionais. Para o Alto Paranaíba, a referência é Patos de Minas, e foi por isso que a ocorrência de Rio Paranaíba seguiu para lá.

Onde buscar ajuda

Quem tem um parente ou conhecido desaparecido não precisa esperar 24 horas para registrar o caso. O boletim de ocorrência pode ser feito na delegacia de Polícia Civil mais próxima ou pela Delegacia Virtual, e é ele que permite à polícia comparar dados de desaparecidos com achados como o deste domingo. Fotos recentes, informação sobre roupas, sinais particulares, cicatrizes e o nome do dentista da pessoa ajudam diretamente nessa comparação.

Informações que possam ajudar a identificar a ossada humana encontrada na BR-354 podem ser repassadas ao Disque Denúncia Unificado, no 181, que recebe denúncia anônima em Minas Gerais, ou diretamente à Polícia Civil de Patos de Minas. Em situação de emergência, o número é o 190.

Em agosto, um corpo encontrado em Perdizes passou pelo mesmo caminho: achado sem identificação, perícia e comparação com registro de desaparecimento. A Folha atualiza esta reportagem quando a Polícia Civil divulgar o resultado dos exames sobre a ossada humana de Rio Paranaíba.

Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.

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