Juarez da TekPix morre aos 54 anos em São Paulo
O vendedor ficou famoso nos anos 2000 com o bordão "Vamos falar de coisa boa?". Segundo a prima, o IML apontou miocardiopatia isquêmica, e o sepultamento foi no sábado.

Juarez da TekPix, o vendedor que ficou conhecido nos anos 2000 por perguntar “Vamos falar de coisa boa?” nos comerciais de uma câmera digital, morreu aos 54 anos em São Paulo. A morte foi anunciada na sexta-feira (9) por familiares nas redes sociais e pela apresentadora Sônia Abrão, durante o programa “A Tarde É Sua”, da RedeTV!. O nome dele era Juarez Aparecido Pontes Fernandes, e ele nasceu em 23 de março de 1972.
Você lembra dele? Quem acompanhou a TV aberta no começo dos anos 2000 provavelmente ainda ouve a voz e vê o dedo apontado para a câmera. O apresentador virou rosto de um produto que juntava fotografia e gravação de vídeo, a TekPix, vendida pela Tecnomania, e transformou uma frase curta em marca pessoal.
Como foi a morte de Juarez da TekPix
Juarez da TekPix foi encontrado morto na quinta-feira (8), na casa onde morava, no bairro de Santo Amaro, na zona sul da capital paulista. Amigos foram procurá-lo depois de três dias sem notícias dele. A causa da morte não foi divulgada de forma oficial. Segundo a prima do apresentador, Eloana Pontes, um documento do Instituto Médico Legal entregue à família aponta miocardiopatia isquêmica, uma doença do músculo do coração ligada à falta de circulação de sangue nas artérias. Ela contou que não sabia se ele já tinha recebido esse diagnóstico antes, e que os pais dele também morreram de infarto.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.O filho, Rudson Matos, escreveu nas redes sociais que o pai “faleceu ontem, após passar por um longo período triste mal”, e disse que ele fará falta a todos que conseguia encantar “com o seu jeito honesto e divertido”. Em nota, a família pediu que as pessoas falem “de coisa boa” em homenagem a ele e lembrou da perseverança, da criatividade e da determinação que marcaram a trajetória de Juarez.
O velório e o sepultamento
A despedida aconteceu no sábado (10), na capela do Cemitério de Santo Amaro, na zona sul de São Paulo. O velório foi aberto ao público, às 11h30, e o sepultamento estava marcado para as 12h, no mesmo cemitério, conforme informações da família e do Grupo Velar. A prima o descreveu como uma pessoa trabalhadora, criativa e animada, que costumava se exercitar numa academia do bairro.
De vendedor por telefone a rosto da TV
Antes da televisão, Juarez trabalhou com vendas por telefone. A virada veio quando passou a estrelar os comerciais da TekPix, que iam ao ar na TV aberta nos anos 2000. O formato era direto: ele aparecia de terno, olhava para a câmera, apontava o dedo e convidava o espectador a falar de coisa boa antes de listar o que a câmera fazia. O bordão grudou, e Juarez virou um dos garotos-propaganda mais lembrados da época.
A TekPix era uma câmera que registrava fotos e vídeos. Com a chegada dos celulares com câmera cada vez melhor, o aparelho perdeu espaço no mercado. O apresentador, porém, não saiu da memória do público. Anos depois, trechos antigos dos comerciais voltaram a circular na internet, em vídeos de humor e memes, e apresentaram o estilo dele a quem era criança ou nem tinha nascido quando as propagandas passavam na TV.
Alpha for MenEm 2024, Juarez voltou à RedeTV!, onde participou de ações comerciais e de atividades ligadas ao “A Tarde É Sua”. Nos últimos meses, segundo a prima, ele fazia apenas trabalhos eventuais, sem contrato fixo.
Por que o bordão de Juarez da TekPix ficou tão conhecido
O sucesso de Juarez da TekPix tem a ver com o jeito de fazer propaganda daquele período, quando a televisão aberta ainda era a principal vitrine de qualquer produto e um bordão bem escolhido valia mais que um roteiro longo. A frase era curta, simpática e fácil de repetir, e funcionava justamente porque vinha de um vendedor que parecia falar com o público de casa, sem pressa.
Sobre a saúde do coração, a Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda acompanhamento médico regular, principalmente para quem tem histórico familiar de infarto, como o que a prima descreveu no caso de Juarez. A Folha de Patrocínio lamenta a morte e se solidariza com a família e os amigos. Outras notícias do país estão na editoria Nacional.




