Obituário

Morre João Lúcio Bastos, aos 61 anos, em Patrocínio

O velório começou às 13h na sede do Memorial Jardim dos Ipês, no sábado (19), e o sepultamento aconteceu às 18h, no mesmo local.

Retrato de João Lúcio Bastos, morador de Patrocínio que morreu aos 61 anos
Retrato de João Lúcio Bastos, morador de Patrocínio que morreu aos 61 anos

João Lúcio Bastos morreu no sábado (19), em Patrocínio, aos 61 anos. O Memorial Jardim dos Ipês comunicou o falecimento no começo da tarde do mesmo dia e conduziu as homenagens fúnebres ainda no sábado, sem intervalo entre o velório e o sepultamento.

A causa da morte não foi divulgada pela família nem pelo memorial. Nota de falecimento costuma omitir esse dado, que é informação de saúde da pessoa e só entra quando os familiares autorizam.

Retrato de João Lúcio Bastos, morador de Patrocínio que morreu aos 61 anos
Foto: arquivo pessoal/Memorial Jardim dos Ipês

Velório e sepultamento de João Lúcio Bastos aconteceram no sábado

O velório começou às 13h, na sede do Memorial Jardim dos Ipês. O sepultamento foi às 18h, no mesmo endereço, cinco horas depois da abertura da sala. Quem ficou sabendo da morte só no domingo não chegou a tempo de se despedir.

Cinco horas é apertado para o costume da cidade, onde velório que atravessa a madrugada ainda é comum. Com o comunicado saindo no começo da tarde e o sepultamento no fim do mesmo dia, sobra pouca janela para parente que mora fora chegar a Patrocínio.

Quem fica

João Lúcio Bastos deixa a esposa, Emília Maria de Rezende Bastos, e dois filhos, Nathália e João Vítor. A nota do memorial cita ainda o genro Arthur e os netos Felipe e Clara.

A mesma nota não traz profissão, bairro nem detalhe biográfico. Esse é o padrão do comunicado que funerária e memorial divulgam: ele existe para avisar a rede de convivência sobre horário e local. A vida de quem morreu fica por conta de quem conviveu com a pessoa, nos recados que aparecem nos comentários e nos grupos.

Quatro mortes comunicadas em Patrocínio no mesmo sábado

A morte de João Lúcio Bastos foi uma das quatro registradas por nota de falecimento em Patrocínio no sábado, e as outras três têm sepultamento marcado para este domingo (20). Leonice Maria de Lima morreu aos 48 anos, e o sepultamento dela acontece às 13h, no Cemitério Municipal. Humberto Correia, jornalista, radialista e cantor patrocinense, morreu aos 61 anos em Bragança Paulista, onde fazia tratamento, e é sepultado às 14h, no mesmo cemitério. Fabrício Fernandes Miranda, de 19 anos, morreu afogado numa represa perto do bairro Congonhas na tarde de sábado, e o sepultamento dele é às 15h.

Não há relação entre os quatro casos. Três foram comunicados pela Funerária Frederico Ozanam e o de João Lúcio Bastos pelo Memorial Jardim dos Ipês, que são operadores diferentes e atendem famílias diferentes na cidade.

O que chama atenção é a concentração num único dia, não o número no mês. Patrocínio tem pouco menos de 90 mil habitantes, segundo o Censo de 2022 do IBGE, e funciona como polo de saúde para municípios vizinhos, o que faz a cidade registrar também parte dos óbitos de moradores da região.

Como a Folha confirma uma nota de falecimento

A Folha só publica nota de falecimento depois de bater a informação em pelo menos duas fontes independentes. Neste caso foram três: o comunicado do Memorial Jardim dos Ipês reproduzido pelo portal Patrocínio Fácil, a publicação do Mais1Online e o card da página A Voz do Povo Patrocínio. As três trazem os mesmos nomes de familiares e os mesmos horários de velório e sepultamento.

Esse cuidado existe porque nome errado em nota de falecimento não tem conserto. Circula em grupo de WhatsApp em minutos e chega a quem não deveria receber a notícia daquele jeito. Correção nenhuma alcança depois todo mundo que leu a primeira versão.

Vale o mesmo para horário. Aviso de velório publicado com a janela já encerrada faz a pessoa sair de casa à toa, e é por isso que a redação confere a hora informada contra a hora real antes de cada publicação. No caso de João Lúcio Bastos, as duas cerimônias já haviam terminado quando esta matéria foi escrita.

Quem quiser comunicar um falecimento à redação pode procurar a Folha pelos canais de contato. A publicação é gratuita e não depende de vínculo com funerária nenhuma.