Fabrício Fernandes Miranda, de 19 anos e natural de Patrocínio, morreu na tarde deste sábado (19) após um afogamento no bairro Congonhas. Ele estava com um grupo de amigos numa represa da região quando entrou na água e não conseguiu voltar à superfície.

O nome completo da vítima foi confirmado pelo Corpo de Bombeiros de Patrocínio em nota oficial enviada à Folha de Patrocínio. Mais cedo, a Rádio Difusora FM e o Patrocínio Online já haviam noticiado o caso, mas divergiam sobre o sobrenome da vítima; a nota da corporação confirma a versão publicada pelo Patrocínio Online.

Represa no bairro Congonhas, em Patrocínio, onde ocorreu o afogamento que matou um jovem de 19 anos
Equipamento de mergulho usado no resgate ficou na margem da represa no bairro Congonhas. Foto: Patrocínio Online

O que se sabe até agora sobre o afogamento no bairro Congonhas

Em nota enviada à Folha de Patrocínio, o Corpo de Bombeiros de Patrocínio detalhou a ocorrência: a equipe foi acionada pela regulação do SAMU por volta das 17h15 para atender uma vítima de afogamento. Ao chegar ao local, os militares encontraram um grupo de adolescentes que acompanhava Fabrício e que indicou o ponto exato onde ele havia submergido.

Diante do tempo já decorrido desde a submersão, os bombeiros iniciaram buscas em apneia e, após cerca de cinco minutos, localizaram a vítima a uma profundidade aproximada de cinco metros, em um trecho da represa sem visibilidade dentro d’água. Depois de retirar Fabrício da água, a ocorrência foi assumida pela equipe da Unidade de Suporte Avançado (USA) do SAMU, que iniciou manobras de ressuscitação cardiopulmonar. Apesar dos esforços das equipes, ele não resistiu e o óbito foi constatado ainda no local.

Após a confirmação do óbito, a perícia técnica foi acionada e avaliou o local. Não foram constatados indícios ou sinais de crime no afogamento no bairro Congonhas, e a perita de plantão autorizou a liberação do corpo para remoção pela funerária de plantão. Uma guarnição da Polícia Militar também esteve no local para reforçar a segurança durante o atendimento.

A funerária responsável ainda não informou o horário de velório e sepultamento de Fabrício. A Folha de Patrocínio vai atualizar esta matéria assim que a família ou a funerária divulgarem os detalhes da despedida.

O bairro Congonhas fica na região do perímetro urbano de Patrocínio onde moradores costumam frequentar represas e áreas de lazer às margens de cursos d’água, sobretudo aos finais de semana. Assim como aconteceu no afogamento no bairro Congonhas registrado neste sábado, esse tipo de local costuma reunir grupos de jovens e famílias em dias de calor, o que aumenta a exposição ao risco quando não há sinalização de profundidade nem supervisão de guarda-vidas.

Represas na região exigem atenção redobrada, reforça o Corpo de Bombeiros

Casos de afogamento em represas e açudes se repetem na região do Alto Paranaíba com alguma frequência, geralmente em locais sem sinalização, sem guarda-vidas e com variações bruscas de profundidade perto da margem, como no caso registrado nesta tarde no bairro Congonhas. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais mantém uma cartilha de prevenção a afogamentos com recomendações como nunca nadar sozinho, evitar entrar na água após consumo de álcool, respeitar placas de proibição em represas e barragens e testar a profundidade aos poucos antes de mergulhar, já que o fundo de uma represa pode variar bruscamente a poucos metros da margem. A corporação também recomenda manter sempre alguém fora d’água observando o grupo e nunca tentar salvar uma pessoa se afogando sem equipamento de flutuação, para não transformar o resgate em um segundo afogamento.

Em julho deste ano, a Folha de Patrocínio já havia registrado outro caso fatal de afogamento envolvendo um morador de Patrocínio, então com 34 anos, no Rio Paranaíba. A recorrência desse tipo de acidente na região reforça a importância de cuidados básicos antes de entrar em represas, rios e açudes, mesmo em locais frequentados habitualmente por moradores da cidade.

Corpo de Bombeiros e SAMU atuaram em conjunto

A atuação conjunta entre Corpo de Bombeiros e SAMU no bairro Congonhas seguiu o protocolo padrão para ocorrências de afogamento: enquanto os militares fazem a busca e o resgate dentro d’água, a equipe médica fica pronta na margem para assumir o atendimento assim que a vítima é retirada. Foi o que aconteceu neste caso, quando a Unidade de Suporte Avançado assumiu Fabrício assim que ele chegou à superfície.

Bombeiros costumam reforçar que, em qualquer afogamento, os primeiros minutos são decisivos: quanto mais tempo a vítima passa submersa, menor a chance de reanimação bem-sucedida mesmo com atendimento médico imediato na sequência. É por isso que a orientação da corporação insiste tanto em prevenção, e não apenas em resposta rápida, para reduzir o número de casos como o afogamento no bairro Congonhas.

A Folha de Patrocínio lamenta a morte de Fabrício Fernandes Miranda e se solidariza com a família e os amigos do jovem neste momento de luto.