Fila de tomografia deve zerar com 1.000 exames por mês
Prefeitura amplia a oferta em outubro: a fila de ressonância, com 1.459 pacientes, deve acabar em cerca de dois meses. Lista inclui endoscopia e ultrassom.

Quem espera por uma tomografia na rede pública de Patrocínio pode ver a fila acabar já no primeiro mês da ampliação. A Prefeitura anunciou que, a partir de outubro, a Secretaria Municipal de Saúde passa a fazer 1.000 tomografias por mês. Hoje, cerca de 200 pacientes aguardam pelo exame, e esse número cabe inteiro na nova capacidade.
Segundo o Governo Municipal, a meta é manter a fila de tomografia zerada nos meses seguintes, de acordo com a demanda regulada. A ressonância magnética, com espera muito maior, também entra no pacote.
Ressonância tem 1.459 pacientes na fila, sete vezes a de tomografia
A oferta de ressonâncias magnéticas sobe para 1.000 exames por mês. Atualmente, 1.459 pacientes esperam pelo procedimento. Com a nova capacidade, a previsão da Secretaria é zerar essa fila em cerca de dois meses, considerando a programação e a demanda regulada.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Os números mostram por que a ampliação tem duas velocidades. A fila de tomografia é pequena perto da capacidade anunciada e some rápido. A de ressonância é mais de sete vezes maior que a de tomografia, e por isso o prazo é de dois meses, e não de um.

Lista inclui endoscopia, ultrassom e cirurgias
A ampliação não se limita aos exames de imagem mais procurados. A Prefeitura informou que também passam a ser feitos, por mês:
- 425 densitometrias ósseas;
- 160 endoscopias;
- 105 ultrassonografias;
- 100 ecocardiogramas;
- 100 gasometrias;
- 50 aparelhos ortodônticos infantis;
- 30 colonoscopias;
- 20 eletroneuromiografias;
- 12 urodinâmicas.
Estão previstas ainda biópsias de próstata e de tireoide e cirurgias de pterígio. A eletroneuromiografia e as cirurgias de pterígio já aparecem em outras ações da saúde municipal: a rede pública começou a fazer eletroneuromiografia em Patrocínio na segunda-feira (28), e o mutirão do CEAE subiu de 30 para 50 as cirurgias de pterígio.
O que dizem o prefeito e a secretária
O prefeito Gustavo Brasileiro afirmou que a saúde “precisa estar preparada para atender a população com agilidade”. Segundo ele, o município amplia a quantidade de exames por mês para enfrentar as filas existentes e criar uma estrutura capaz de manter os procedimentos em dia. “O objetivo é que o cidadão não fique esperando por meses para realizar um exame necessário”, disse.
A secretária municipal de Saúde, Luciana Rocha, disse que a capacidade maior serve para atender quem já espera e evitar que novas filas se formem. “A partir de outubro, a prioridade é avançar rapidamente na demanda reprimida e manter os atendimentos dentro de uma programação que permita filas zeradas”, declarou.
O que a Prefeitura ainda não detalhou sobre a fila de tomografia
A nota oficial não informa como os pacientes que já estão na fila serão chamados, nem em que datas exatas cada exame começa a ser oferecido em outubro. Também não diz onde as tomografias e as ressonâncias serão realizadas, se na estrutura própria do município ou por meio de contratação de serviços. O texto fala apenas em “ampliação imediata” das tomografias e dos demais exames a partir do primeiro mês do mês que vem.
O conceito de demanda regulada, citado pela Secretaria, significa que os exames são marcados a partir dos pedidos médicos encaminhados pela regulação do sistema de saúde, e não por procura direta ao serviço. Na prática, quem está na fila já tem pedido médico registrado no sistema.
A ampliação vem na sequência de outras notícias do setor. Em julho, a Folha mostrou que a saúde em Patrocínio zerou a fila de cinco procedimentos, segundo o balanço do governo. Se a meta de outubro for cumprida, a fila de tomografia sai da lista de espera já no primeiro mês, e a de ressonância deve sair até o fim de novembro. O município ainda precisa comprovar os números mês a mês.
As informações são da Prefeitura de Patrocínio, divulgadas na terça-feira (29).
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