Fato ou Boato: a charge do print sem data
Nova série de charges da Folha estreia com o Print Sem Data, personagem que mostra como boato político velho e cortado volta a circular em Patrocínio.

Ele sobe no caixote, liga o megafone e anuncia que tem a prova de que a cidade está um caos. A prova é um print amassado, amarelado e cheio de teia de aranha, que tenta avisar o dono de que é de 2019 e de que alguém cortou justamente a parte que desmentia a história. Ninguém escuta, porque o megafone está ligado.

O que é o Fato ou Boato
Fato ou Boato é a nova série de charges de humor da Folha, com duas publicações por semana. O alvo é o boato político que circula em Patrocínio: o print sem data, o vídeo cortado no meio, o áudio de quatro minutos que ninguém sabe quem gravou, a corrente de WhatsApp que chega com “urgente” no começo e sem fonte nenhuma no fim.
A cada charge nasce um personagem novo, e quase sempre o personagem é o próprio boato. Hoje estreia o Print Sem Data. Os tipos humanos que aparecem, como o reclamão do megafone, são inventados e não representam nenhuma pessoa real.
Drogaria CentroAqui tem cuidado para todos.
Disk Cerveja do RenatinhoCerveja gelada na sua porta.
Monteiro Casa de CarnesO corte certo para o seu churrasco e o dia a dia.
OnNet TelecomMuito mais opções para viver cada história do seu jeito.
Digital Comunicação VisualFachadas, placas, adesivos e impressão.
Zé do LancheBateu a fome? O Zé resolve.
Rivelini DesentupidoraDesentupimento em Patrocínio e região
Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Fazer oposição é legítimo e faz parte da democracia. Vereador, ex-secretário ou morador que cobra a Prefeitura está fazendo o que se espera dele. O problema começa quando a cobrança vem montada em informação velha, tirada de contexto ou simplesmente falsa. É desse tipo de ataque que a série vai rir.
A criação e os textos são de Eric Fernando, redator-chefe da Folha. A ilustração foi feita com inteligência artificial, a partir do roteiro de cada charge.
Como saber se um print é fato ou boato
O Print Sem Data da charge tem defeitos que dá para ver em qualquer print que chega pelo celular. Antes de compartilhar, vale fazer cinco perguntas.
- Tem data? Print sem data, ou com a data cortada, é o primeiro sinal de alerta. Notícia velha de outra gestão, de outro ano ou de outra cidade costuma voltar assim.
- Tem fonte? Quem publicou aquilo pela primeira vez? Um órgão oficial, um jornal, uma pessoa identificada? Se ninguém assina, desconfie.
- O print está inteiro? Um recorte pode esconder a frase seguinte, a resposta de quem foi acusado ou a correção publicada depois.
- Dá para confirmar em outro lugar? Ato da Prefeitura sai no Diário Oficial do município e no portal da transparência. Projeto e votação da Câmara ficam registrados no sistema do Legislativo. Se a informação não aparece em lugar nenhum além do print, o mais provável é que não exista.
- Quem ganha com isso? Todo boato político tem um objetivo. Perguntar a quem ele interessa ajuda a entender por que ele chegou até você.
Vídeo e áudio também enganam
As mesmas perguntas valem para vídeo cortado e para áudio de WhatsApp. Um trecho de dez segundos pode mudar o sentido de uma fala de dez minutos. Um áudio sem nome e sem data pode ter sido gravado em qualquer lugar, por qualquer pessoa. Quando a gravação é de sessão da Câmara, a íntegra fica disponível no canal oficial do Legislativo, e dá para conferir o que foi dito antes e depois do recorte.
Na dúvida, não compartilhe
Compartilhar um boato, mesmo sem intenção, ajuda a espalhar a mentira e pode causar problema para quem passa adiante. Se a informação é verdadeira, ela vai continuar verdadeira depois de cinco minutos de checagem. Se recebeu um print, um vídeo ou um áudio sobre Patrocínio e ficou em dúvida, mande para a Folha. A redação confere e publica o que é fato.
E se você conhece um boato que merece virar charge, pode mandar também. O próximo personagem pode sair dele.
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