Mecânico faz a devolução do pacote de R$ 10 mil a entregador
Ronaldo Gonçalves Ferreira viu o saco cair da moto de Gustavo Dias da Silva e entregou o material na oficina; a lei prevê até recompensa a quem acha coisa perdida.

A devolução do pacote com produtos avaliados em mais de R$ 10 mil virou assunto em Patrocínio. O mecânico Ronaldo Gonçalves Ferreira viu o saco cair da moto de um entregador de aplicativo na Avenida Faria Pereira, guardou o material e, ao saber que o dono o procurava, entregou tudo na própria oficina, no bairro São Vicente. O entregador é Gustavo Dias da Silva.
Como foi a devolução do pacote
O caso aconteceu no início desta semana. Gustavo fazia entregas quando o saco com as compras caiu do baú da moto na Avenida Faria Pereira, no sentido da rotatória do Boa Esperança. Uma mulher viu a queda e gritou para avisá-lo. Quando ele voltou ao local, o saco já não estava no chão.
Ronaldo também tinha visto a queda e tentou chamar a atenção do motociclista, sem conseguir. O pacote ficou com ele. Mais tarde, Ronaldo viu uma publicação sobre um objeto perdido naquele trecho da avenida, ligou os fatos e avisou que estava com o material. A devolução do pacote foi feita na oficina dele, na Rua Inácio de Oliveira Campos, número 233, no São Vicente. Segundo o relato, Gustavo costuma fazer entregas na casa do mecânico.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.O valor da mercadoria não foi divulgado no início por segurança. Depois, o total foi estimado em mais de R$ 10 mil em produtos comprados por aplicativo. A Folha não teve acesso à lista dos itens, e o relato não diz se Ronaldo recebeu alguma recompensa.
O relato original situa a queda numa terça-feira, 7 de outubro. Como 7 de outubro de 2026 caiu numa quarta-feira, a Folha usa a expressão “nesta semana” e não cravou o dia.
O que diz a lei sobre achar objeto perdido

A atitude do mecânico é o que o Código Civil espera de quem encontra coisa alheia. O artigo 1.233 determina que quem achar coisa perdida deve restituí-la ao dono ou ao legítimo possuidor e, se não souber quem é, entregá-la à autoridade competente. O artigo 1.234 prevê que o dono deve pagar uma recompensa de no mínimo 5% do valor da coisa, além de indenizar as despesas do achador, a menos que o proprietário prefira abandonar o bem.
A lei também prevê consequências para quem fica com o que não é seu. O Código Penal trata como crime, no artigo 169, a apropriação de coisa alheia achada, quando a pessoa deixa de restituir o bem ou de entregá-lo à autoridade no prazo de 15 dias. A pena é de detenção de um mês a um ano, ou multa. Os dois dispositivos estão no Código Civil, no portal do Planalto.
Alpha for MenEsse não é o caso aqui: o relato mostra que o mecânico avisou que estava com o material e o devolveu ao dono.
A rotina dos entregadores e a devolução do pacote na Faria Pereira
A Faria Pereira é uma das avenidas de maior movimento de Patrocínio, e a rotatória do Boa Esperança concentra o fluxo de quem entra e sai do centro. A Folha já mostrou problemas de trânsito no mesmo trecho, como no capotamento na Faria Pereira, registrado no começo deste mês. Para quem trabalha com entregas, qualquer solavanco com o baú mal fechado pode derrubar a carga, e perder a encomenda significa prejuízo e risco de ficar sem trabalho.
Em caso de queda de carga, a orientação básica é parar assim que possível, voltar ao local com segurança e, se não achar o material, avisar a polícia pelo 190 e registrar o desaparecimento. Quem encontrar algo de valor pode procurar a Polícia Militar ou a delegacia, que fazem a guarda até a devolução.
Por que a história chama atenção
O que decide uma história como esta é a escolha feita nos primeiros minutos, quando o pacote estava no chão e ninguém esperava que alguém fosse devolvê-lo. Ronaldo guardou o material e, ao saber de quem era, entregou na oficina, no bairro onde trabalha.
A Folha atualiza esta matéria sobre a devolução do pacote se o entregador ou o mecânico quiserem acrescentar informações, como o valor exato e o que havia no saco.
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