Andréia Ribeiro, do Hospital do Câncer, conta sua infância de paquita em Patrocínio
Superintendente lembra brincadeiras de rua, shows na garagem e os dias na funerária da família, em vídeo da ACIP/CDL para a Semana das Crianças.

Andréia Ribeiro de Almeida passou boa parte da infância entre a rua, a garagem de casa e uma funerária. Hoje superintendente do Hospital do Câncer de Patrocínio, ela contou essa história num vídeo de pouco mais de três minutos que a ACIP/CDL publicou nesta quinta-feira (8), dentro da programação da Semana das Crianças.
Sentada numa sala do hospital, Andréia Ribeiro começa pelas brincadeiras: pique-esconde, queimada, pular elástico, salada de fruta. Diz que teve uma infância muito boa, cercada de primos, amigos e vizinhos, brincando na rua mesmo, como se fazia antes.
A garagem virava palco de paquita
Segundo Andréia Ribeiro, ela pegou o auge da Xuxa, e o sonho da turma inteira era ser paquita. A garagem de casa virou palco: as crianças organizavam o show para os vizinhos, e ela, literalmente, se transformava numa paquita. No meio do vídeo aparece uma foto antiga dela, ainda criança, de jaqueta e short brancos com detalhes dourados e um microfone na mão.
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Uma infância dentro da funerária da família
O detalhe que ela mesma considera diferente na própria história é onde passava os dias. O pai e o tio tinham uma funerária ao lado da casa da avó. As crianças passavam o dia na casa da avó e, sem perceber, já estavam na funerária também. Andréia Ribeiro conta que atendia telefone, tirava a poeira das urnas, limpava o chão e brincava de esconde-esconde dentro delas. Para os primos que vinham de fora, era novidade, e todos pediam para conhecer o lugar.
Apesar da bagunça, ela diz que sempre houve muito respeito com os pais e os avós. Desde pequena também ajudava o pai no comércio, que além da funerária tinha papelaria e floricultura. Foi assim que aprendeu a decorar igrejas para casamentos e salões de festa, e a montar enfeites de réveillon e de carnaval.
Do câncer na família ao Hospital do Câncer
A parte final do depoimento explica como Andréia Ribeiro chegou ao hospital, onde trabalha há 16 anos. Ela lembra que a família teve vários casos de câncer, entre tios e pessoas mais velhas, até que um dia a doença atingiu uma priminha. Foi aí que decidiu que precisava ajudar. Para ela, o câncer é uma doença muito difícil, com burocracia grande e pacientes que ficam perdidos. Fez o curso de enfermagem e começou na área de gestão do hospital.
Alpha for MenAntes de terminar, deixou um recado às crianças: aproveitem a infância dentro do que é possível hoje, porque ela mudou muito, e respeitem pai e mãe. A superintendente admite que a infância atual é mais moderna, mas diz que ela merece ser aproveitada do mesmo jeito.

O hospital que Andréia Ribeiro comanda
O Hospital do Câncer de Patrocínio, também chamado de Hospital de Amor, tem sede nova entregue em 3 de julho. O atendimento, porém, continua num espaço cedido pela Santa Casa. Em entrevista à Rádio Difusora 95.3 FM, no começo de setembro, a própria Andréia Ribeiro explicou que a mudança depende de três liberações administrativas que ainda não saíram. A Folha detalhou cada uma delas na matéria sobre a nova sede do Hospital de Amor.
Enquanto isso, a unidade depende de campanhas da comunidade. A rifa Ação do Bem, sorteada na segunda-feira (5), arrecadou R$ 207.760 para o tratamento de câncer, e a campanha Direito de Viver, de Rio Paranaíba, entregou R$ 745 mil ao hospital em setembro.
A Semana das Crianças em Patrocínio
O vídeo da superintendente entra na programação da ACIP/CDL para a Semana das Crianças. A entidade abriu em 1º de outubro o Mês das Crianças, campanha em que quem compra nas lojas participantes concorre a vales de R$ 250 até 20 de outubro. A Prefeitura, por sua vez, marcou a festa municipal do Dia das Crianças para 24 de outubro, das 8h às 11h, na Praça da Bíblia, com entrada gratuita.
Fonte do depoimento: vídeo publicado pela ACIP/CDL Patrocínio no Instagram. As falas de Andréia Ribeiro foram reproduzidas com base no que ela disse na gravação.
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