Colisão entre caminhões na MGC-452 em Perdizes deixa um morto
Os dois condutores deram versões diferentes à PM Rodoviária: um diz que o outro caminhão estava parado na pista, o outro afirma que estava em pare e siga sinalizado.

Uma colisão entre caminhões na MGC-452, em Perdizes, deixou um homem morto e outro gravemente ferido na quarta-feira (7). O acidente ocorreu por volta das 14h40, no quilômetro 258 da rodovia, segundo a Polícia Militar Rodoviária. A vítima que morreu, de 48 anos, era passageira de um dos caminhões. Os dois condutores deram versões diferentes sobre como a batida aconteceu.
O que a PM Rodoviária informou sobre a colisão entre caminhões
A PM Rodoviária e a concessionária que administra a via, a EPR Triângulo, foram acionadas para o acidente com dois caminhões no quilômetro 258 da MGC-452, em Perdizes, na região do Triângulo Mineiro. Um dos veículos transportava guarda-roupas, e o outro, peixes.
No caminhão de guarda-roupas viajavam três pessoas: o condutor, de 47 anos, e dois passageiros, de 48 e 40 anos. No caminhão de peixes estava apenas o condutor, de 39 anos. O passageiro de 48 anos morreu no local. O de 40 anos ficou gravemente ferido, com várias fraturas na perna direita, entre elas uma fratura exposta, e estava consciente e orientado quando a polícia chegou.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Os dois condutores recusaram atendimento médico e não tinham ferimentos aparentes. A polícia não divulgou o nome de nenhum dos envolvidos, e a Folha também não os identifica.
As duas versões dos motoristas

Segundo o relato do condutor do caminhão de guarda-roupas, que seguia no sentido decrescente da rodovia, o caminhão que estava à frente convergiu à direita para entrar numa estrada vicinal. Ao ver o outro veículo parado na pista, ele não conseguiu evitar a batida.
O condutor do caminhão de peixes deu outra descrição. Ele disse à polícia que estava parado no sistema de pare e siga, uma sinalização que alterna a passagem de veículos em trechos de obra ou de pista interditada, e que o ponto estava sinalizado.
As duas versões foram registradas pela PM, mas a causa do acidente não foi definida. Cabe à perícia da Polícia Civil, que esteve no local, esclarecer a dinâmica da colisão. A Folha não afirma de quem foi a responsabilidade.
Alpha for MenO relato do passageiro que sobreviveu
O passageiro de 40 anos, que ficou gravemente ferido, contou à polícia que o condutor do caminhão em que viajavam apresentava sinais de sonolência. Segundo ele, o motorista recusou que ele assumisse a direção. Depois, o sobrevivente dormiu, assim como a vítima que morreu, e disse não se lembrar do momento da colisão.
Esse é o relato de uma pessoa ferida, recolhido pela PM no local, e ainda precisa ser confrontado com outras provas. O que a perícia e o inquérito apurarem, inclusive sobre a velocidade, a sinalização e o tempo de direção do motorista, é que dirá se houve falha humana. Até lá, nenhuma conclusão pode ser dada como certa.
Rodovia liberada e os próximos passos
Depois da perícia, a via foi liberada, e a colisão entre caminhões deixou de bloquear o trânsito. A EPR Triângulo e a PM Rodoviária atenderam a ocorrência, e a perícia da Polícia Civil esteve no local. A polícia não informou o estado de saúde atual do passageiro ferido nem o hospital para onde ele foi levado.
Acidentes com caminhões em rodovias do Alto Paranaíba e do Triângulo costumam ter consequências graves, porque os veículos pesados levam muito tempo para frear e a carga aumenta o impacto. Algumas medidas básicas reduzem o risco: respeitar a sinalização de obra e de pare e siga, manter distância segura do veículo da frente e parar para descansar em viagens longas.
O que diz a lei sobre direção sonolenta
O Código de Trânsito Brasileiro não trata o sono como infração específica, mas obriga o condutor a ter domínio do veículo e atenção permanente (artigo 28). Para motoristas profissionais, a Lei 13.103, de 2015, a chamada Lei do Motorista, fixa tempos máximos de direção e pausas obrigatórias, justamente para reduzir acidentes por cansaço. A Folha acompanha os acidentes na região e atualiza esta matéria sobre a colisão entre caminhões se a PM ou a Polícia Civil divulgarem novas informações.






