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Detento Renato Ordelario, de 40 anos, morre na UPA de Patrocínio

Preso na penitenciária desde maio, ele teve febre e um furúnculo que teria evoluído para infecção; a causa oficial da morte ainda depende de exames.

Vista aérea da penitenciária de Patrocínio, onde estava preso o detento Renato Ordelario. Foto: reprodução
Vista aérea da penitenciária de Patrocínio, onde estava preso o detento Renato Ordelario. Foto: reprodução

O detento Renato Ordelario Ferreira de Carvalho, de 40 anos, morreu na madrugada de quarta-feira (30), na UPA de Patrocínio, depois de passar três dias doente na Penitenciária Deputado Expedito de Faria Tavares. Ele estava preso na unidade desde 20 de maio. A causa da morte ainda não foi confirmada.

Febre, furúnculo e internação na UPA

Segundo as informações divulgadas pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o detento apresentou febre no domingo (27). Ele também tinha um furúnculo nas costas, que teria evoluído para um quadro infeccioso. Na segunda-feira (28), foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Patrocínio, onde ficou internado. A morte foi registrada por volta das 3h47 de quarta.

A hipótese de infecção generalizada aparece nas informações divulgadas sobre o caso, mas não é uma conclusão oficial. A causa da morte depende dos exames feitos depois do óbito, e o resultado ainda não foi informado.

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Quem era o detento Renato Ordelario

De acordo com a Sejusp, Renato Ordelario era natural de Prata e já tinha quatro passagens anteriores pelo sistema prisional, a primeira delas em 2004. A Folha não encontrou, nas informações divulgadas, o motivo da prisão atual nem a situação processual dele. Os familiares não aparecem nas informações divulgadas.

Pavilhões da penitenciária de Patrocínio, unidade do detento Renato Ordelario
Penitenciária Deputado Expedito de Faria Tavares, em Patrocínio. Foto: reprodução.

Mortes recentes na mesma unidade

A morte desta semana se soma a outras que a Folha de Patrocínio noticiou na penitenciária nas últimas semanas. Em agosto, um detento foi encontrado morto na unidade. No início de setembro, o presídio registrou a segunda morte de detento em um mês, e a perícia apontou estrangulamento num homicídio dentro da penitenciária.

Os casos têm origens diferentes. O desta semana, pelas informações disponíveis, envolve uma doença, e não violência, o que deve ser confirmado pela perícia. A comparação serve para situar o leitor sobre o histórico recente da unidade.

Por que o laudo importa

Quando um preso morre sob a guarda do Estado, a causa precisa ser esclarecida por exame médico-legal, que esclarece se a morte foi natural ou se houve violência ou omissão. É esse laudo que define se o caso é registrado como morte natural ou se segue para investigação. Em Patrocínio, a perícia depende do Instituto Médico-Legal, que, como a Folha mostrou em setembro, ficou sem legista na cidade, o que pode atrasar a conclusão de laudos.

A Lei de Execução Penal assegura ao preso assistência à saúde, de caráter preventivo e curativo, com atendimento médico, farmacêutico e odontológico. Em unidades sem estrutura própria, a lei prevê que o atendimento seja feito em outro local, mediante autorização da direção. Foi o que aconteceu neste caso, com a internação na UPA.

A Folha explica o quadro clínico em termos gerais: um furúnculo, que é uma infecção de pele, costuma ser tratado com higiene local e, em casos mais graves, com antibiótico e drenagem. Quando evolui para infecção que atinge a corrente sanguínea, a sepse, exige internação, e o risco aumenta com a demora no atendimento. A Folha não tem, até agora, informação sobre quando o preso foi examinado pela primeira vez nem sobre o tratamento recebido na penitenciária e não foi divulgada.

O que ainda não foi informado

Ainda faltam os resultados dos exames, o histórico de atendimento médico dentro da unidade e o horário em que ele chegou à UPA na segunda-feira. A reportagem sobre o detento Renato Ordelario será atualizada quando a Sejusp ou a perícia divulgarem novos dados. A família pode procurar a direção da penitenciária ou a Defensoria Pública para pedir informações sobre o caso.

O caso do detento Renato Ordelario entra na lista de ocorrências que a Folha acompanha no sistema prisional da cidade. Ele estava havia pouco mais de quatro meses na penitenciária: a entrada foi em 20 de maio, e a morte, em 30 de setembro.

Com informações da Sejusp e do Patrocínio Online.

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