Acidente aéreo mata 3 policiais militares em Minas
Aeronave da PMMG caiu perto do aeroporto de Ipatinga durante voo de rechecagem. O Governo de Minas decretou luto de três dias e a causa será apurada pelo Cenipa.

Um acidente aéreo na tarde desta sexta-feira (9) matou três policiais militares da PMMG em Santana do Paraíso, no Vale do Aço, perto do aeroporto regional de Ipatinga. Morreram o tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre e as tenentes Gabriela Emília Soares Lacerda Resende e Alice dos Santos Oliveira Almeida, todos do Comando de Aviação do Estado (Comave). O Governo de Minas decretou luto oficial de três dias em todo o estado.
A causa da queda não foi determinada. A PMMG pediu que ninguém tire conclusões antes do trabalho dos investigadores.
O que se sabe sobre o acidente aéreo
A aeronave, um bimotor turboélice Beechcraft King Air de prefixo PP-EJO, decolou do aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, por volta das 15h15, com chegada prevista a Ipatinga às 16h. Depois de uma nova decolagem na cidade, o avião caiu às margens da BR-458, na altura do quilômetro 43, perto do aeroporto. O Corpo de Bombeiros foi chamado por volta das 16h20.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Os três militares a bordo eram a tripulação. Segundo a nota de pesar do Governo de Minas, o voo era um treinamento periódico e obrigatório de rechecagem de habilitação, previsto no plano de treinamento operacional da corporação. Em entrevista coletiva, o coronel Flávio Santiago, diretor de Comunicação Organizacional da PMMG, disse que um instrutor avaliava um piloto, que a corporação está de luto e que as famílias foram avisadas e recebem apoio psicológico. Também afirmou que nenhuma causa pode ser apontada antes da conclusão da investigação.
O avião não levava órgãos nem estava em missão de socorro. Era um exercício de rotina, exigido de quem pilota as aeronaves da corporação para manter as habilitações em dia.

Luto oficial e despedida
O governador Mateus Simões anunciou o luto oficial de três dias, contado a partir de sexta-feira (9). O governo se solidarizou com famílias, amigos e com a Polícia Militar. A nota de pesar da PMMG leva a assinatura da comandante-geral, coronel Cleide Barcelos dos Reis Rodrigues, e descreve os três como oficiais dedicados à missão, inclusive nos céus de Minas.
Os corpos passaram pelo Instituto Médico-Legal de Belo Horizonte e foram liberados às famílias. A despedida está prevista para este domingo (11), na capital. A Folha não encontrou horário oficial confirmado até a publicação desta matéria e atualiza o texto se a corporação divulgar.
Alpha for MenComo funciona a investigação
Quem apura um acidente aéreo desse tipo é o Cenipa, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, órgão da Força Aérea Brasileira. A equipe regional de investigação (Seripa) foi acionada para as primeiras diligências: registra os destroços, recolhe documentos da aeronave e da tripulação e ouve testemunhas. Peças recuperadas podem seguir para análise técnica.
O objetivo do Cenipa é prevenir novos acidentes, não apontar culpados. Por isso o trabalho olha vários fatores ao mesmo tempo: estado do avião, manutenção, fator humano, meteorologia e condições do aeroporto. O relatório definitivo costuma levar meses. Até lá, qualquer explicação para a queda é palpite.
A PMMG afirmou que manutenção, habilitação dos pilotos e experiência do instrutor estavam em ordem, ponto que também cabe ao Cenipa verificar. Segundo a corporação, o tenente-coronel Silvestre comandou esse mesmo avião em boa parte das missões de transporte de órgãos para transplante.
O trabalho do Comave que chega ao interior
O Comando de Aviação do Estado cuida de resgate, apoio a operações policiais e transporte aeromédico. Em maio de 2026, a PMMG anunciou a marca de dois mil órgãos transportados em apoio à Secretaria de Estado de Saúde, número que o coronel Santiago lembrou ao falar dos colegas mortos. É um serviço que quase não aparece e depende de aeronaves e pilotos prontos a qualquer hora.
Patrocínio já viu esse trabalho de perto. Em agosto, uma aeronave do Comando de Aviação do Estado pousou no aeroporto da cidade para trazer de Belo Horizonte a equipe que fez a captação de órgãos de uma doadora, na Santa Casa. A Folha não confirmou se algum dos três militares mortos participou daquela missão.
A Folha segue acompanhando as conclusões sobre o acidente aéreo. O que sair de novo aparece nas notícias de segurança e polícia. Nomes e patentes seguem a nota do Governo de Minas e da PMMG. Idades e outros dados pessoais variam entre os comunicados e não foram incluídos.






