Apreensão em Coromandel: possível crânio, drogas e carteira
Segundo a Polícia Militar, o homem tentou fugir ao ver a viatura e foi achado em casa; o objeto segue para perícia e a carteira será analisada pela autoridade competente.

Um homem foi preso em Coromandel, no Alto Paranaíba, depois que a Polícia Militar encontrou duas barras de uma substância parecida com maconha, uma balança de precisão e um objeto com aparência de crânio humano dentro de uma casa do bairro Jardim Vitória. No carro dele, os policiais acharam ainda uma carteira com o brasão da Polícia Civil de Minas Gerais. A apreensão em Coromandel aconteceu na quarta-feira (7), segundo a PM, e o material segue para perícia.
Como foi a apreensão em Coromandel
De acordo com a Polícia Militar, a equipe agiu depois de denúncias anônimas que apontavam tráfico de drogas e uso indevido de identificação da Polícia Civil. Ao perceber a aproximação da guarnição, o suspeito tentou fugir e se escondeu dentro da própria residência. Os militares cercaram o imóvel e o localizaram. A busca na casa foi feita com a autorização do morador.
Na apreensão em Coromandel, a PM levou da casa duas barras de substância semelhante à maconha, uma balança de precisão e materiais usados para fracionar e embalar entorpecentes. Num dos cômodos, estava o objeto com características de crânio humano. A foto da apreensão divulgada pela corporação mostra ainda celulares, fita adesiva, rolos de filme plástico e uma faca sobre a mesa, itens que a Polícia Militar não detalhou no relato.
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O homem recebeu atendimento médico de praxe e foi levado, com o material apreendido, à delegacia de Polícia Civil, onde o delegado ratifica ou não o flagrante. O nome e a idade dele não foram divulgados.
O que ainda depende de perícia
Há dois pontos em aberto, e a própria Polícia Militar trata os dois com cautela. O primeiro é o objeto. Ele foi recolhido para análise técnica, que vai dizer se é osso humano, osso de animal ou uma réplica. Até a conclusão do laudo, a Folha o descreve como “objeto semelhante a um crânio humano”. Se a perícia confirmar que é osso humano, a Polícia Civil precisará investigar de onde ele veio, e só aí será possível falar em crime ligado a ele.
O segundo é a carteira. Ela tem o brasão da Polícia Civil e documentos ligados à instituição, e a PM informou que o material será analisado pela autoridade competente, para apurar a provável tentativa de usurpação de função pública ou o uso indevido de símbolos oficiais. A Polícia Militar não afirmou que o documento é falso, e essa conclusão cabe à Polícia Civil. Quem se passa por agente público responde pelo crime de usurpação de função pública, previsto no Código Penal, com pena de detenção de três meses a dois anos e multa. O enquadramento exato, porém, depende do que a investigação apurar.
O que diz a lei sobre o tráfico
Quanto às drogas, a substância apreendida passa por exame preliminar na hora e por laudo definitivo depois. A Lei de Drogas prevê reclusão de cinco a quinze anos e multa para o tráfico, enquanto o porte para uso próprio, que não leva à prisão, tem tratamento distinto. A diferença é decidida pelo conjunto das provas: quantidade, forma de embalagem, presença de balança e de materiais para fracionar, e as denúncias que levaram os policiais até a casa. Como o homem foi preso em flagrante, ele deve passar por audiência de custódia, em que um juiz avalia a legalidade da prisão e decide se ele responde ao processo preso ou solto.
Alpha for MenEsses elementos aparecem no relato da PM, mas nada disso equivale a condenação. Até a conclusão do inquérito e a decisão da Justiça, o homem é suspeito, e a Folha não o identifica porque a corporação não divulgou o nome.
Outras ocorrências na região
A Folha também noticiou, nos últimos dias, que a Polícia Militar Rodoviária prendeu dois foragidos na MG-190 e que uma disputa familiar terminou em tiros em Monte Carmelo. Em Coromandel, o caso mais recente é este, que nasceu de denúncias anônimas feitas à polícia.
Quem tiver informações sobre tráfico de drogas pode acionar a Polícia Militar pelo 190 ou registrar a denúncia de forma anônima, sem precisar se identificar. A Folha acompanha a apreensão em Coromandel e atualiza a matéria quando a perícia ou a Polícia Civil divulgarem o resultado do laudo sobre o objeto e sobre a carteira.
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