
A Justiça decidiu a favor dos jornalistas processados por suposta difamação em uma matéria que abordava fatos de interesse público. A sentença, proferida nesta semana, reconheceu que a reportagem não ultrapassou os limites legais da liberdade de expressão e apenas cumpriu o dever de informar a sociedade.
No processo, os autores alegavam que o conteúdo da matéria os prejudicava, mas o tribunal entendeu que a divulgação seguiu os princípios do jornalismo, apresentando informações baseadas em fatos e sem intenção de denegrir a imagem dos citados. O juiz destacou na decisão que não há crime em relatar acontecimentos verídicos e de interesse coletivo.
A defesa dos jornalistas celebrou o resultado e reiterou a importância da imprensa livre e independente. “Essa vitória não é apenas nossa, mas de todos que acreditam na importância do jornalismo para a democracia”, afirmou um dos advogados da equipe.
Com a decisão, o caso se encerra sem penalizações aos profissionais da imprensa, reforçando o papel fundamental da liberdade de expressão na fiscalização dos atos públicos.
O processo segundo o Folha de Patrocínio em sua visão foi uma tentativa do ex-prefeito Deiró Marra de silenciar denúncias sobre sua gestão.
Entre os casos questionados pela imprensa, estava a aplicação financeira que resultou em um prejuízo de quase R$ 3 milhões para os cofres públicos de Patrocínio.
A falta de transparência no Portal da Transparência e a decisão arriscada com dinheiro público levantaram suspeitas sobre má administração, tornando a reportagem alvo da ação judicial agora rejeitada pela Justiça.
Deiró Marra vem acumulando derrotas judiciais consecutivas. Em menos de 48 horas, já são três decisões contrárias a ele, além das ações que também perdeu contra Juliano Alan Quirino. Essas reviravoltas judiciais evidenciam um momento difícil para o ex-prefeito, que enfrenta crescente desgaste jurídico e político.