A APAE de Patrocínio está construindo uma sala de acolhimento para as mães que esperam pelo atendimento dos filhos. A obra é voltada principalmente a quem vem da zona rural e dos bairros mais distantes, e o espaço vai ter televisão, ar-condicionado e lanche.
A informação é da diretora da instituição, Cláudia Nunes. O problema que a sala de acolhimento resolve é conhecido por quem depende de atendimento especializado na cidade: a mãe que mora a 30 ou 40 quilômetros do Centro não tem como ir embora e voltar depois, então fica esperando, às vezes por horas, sem lugar adequado para isso.

Por que uma sala de acolhimento faz diferença
Patrocínio tem uma área rural extensa, com distritos e comunidades a dezenas de quilômetros da sede, e o transporte entre eles não é de hora em hora. Uma família que traz uma criança para terapia na APAE normalmente organiza o dia inteiro em torno daquele atendimento. O acompanhante passa boa parte desse tempo esperando.
É por isso que uma sala de acolhimento com ar-condicionado e lanche não é conforto decorativo. Ela muda a conta de quem decide se vale a pena fazer a viagem, e falta de acompanhante é uma das razões mais comuns de abandono de tratamento em reabilitação. A instituição não informou prazo para a conclusão da obra nem o valor investido.
Festival Paralímpico no dia 19, no UNICERP
Além da obra, a APAE tem dois compromissos marcados no calendário. O primeiro é o Festival Paralímpico, no dia 19 de setembro, nas instalações do UNICERP. O evento é realizado em parceria com o Governo Municipal e a Secretaria Municipal de Esportes, e na instituição quem conduz o esporte paralímpico é o profissional Bruno.
O Festival Paralímpico é uma iniciativa do Comitê Paralímpico Brasileiro que acontece simultaneamente em dezenas de cidades, com atividades de experimentação de modalidades adaptadas para crianças e jovens com e sem deficiência. Em Patrocínio, as inscrições da edição 2026 foram abertas em agosto.
Capacitação sobre autismo em 30 de setembro
O segundo compromisso é uma capacitação sobre autismo com a especialista Juliana Batistella, no dia 30 de setembro às 17h, na própria APAE. Essa é fechada: destina-se exclusivamente aos profissionais da instituição, e não é aberta ao público nem às famílias.
A formação entra num esforço mais amplo que a APAE de Patrocínio vem fazendo em quatro frentes, segundo a direção: saúde, educação, assistência social e gestão. Investir em capacitação de equipe é o tipo de gasto que não aparece em foto de inauguração, mas é o que determina a qualidade do atendimento que a criança recebe na sala de terapia.
Demanda por atendimento especializado em autismo não falta na cidade. O CRTEA de Patrocínio soma 5.704 atendimentos a crianças com autismo desde abril de 2025, número que dá a dimensão do volume com que a rede local trabalha.
O que a APAE faz em Patrocínio
A APAE atende pessoas com deficiência intelectual e múltipla com educação especial, terapias de reabilitação, assistência social e esporte adaptado. É uma entidade filantrópica, sustentada por convênio com o poder público, doações e eventos próprios, como a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência e a tradicional feijoada, que chegou à 33ª edição em agosto.
Quem quiser conhecer o trabalho, se voluntariar ou doar pode procurar a instituição na Rua Marechal Floriano, 170, no Cidade Jardim. A sala de acolhimento em construção é obra da própria APAE, e contribuição de material ou mão de obra é o tipo de ajuda que entidade assim costuma aceitar.
As informações desta reportagem foram apuradas na entrevista concedida pela direção da APAE à Rádio Difusora 95.3 FM.
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