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Nacional

Pesquisa Gerp de setembro amplia vantagem de Flávio sobre Lula no 2º turno

O instituto mediu 47% a 40% no confronto direto, a maior distância entre os dois desde agosto. Seis dias antes, o Datafolha havia apontado o resultado invertido.

Senador Flávio Bolsonaro discursa na tribuna do Senado Federal, protagonista da pesquisa Gerp de setembro sobre o segundo turno de 2026
Senador Flávio Bolsonaro discursa na tribuna do Senado Federal, protagonista da pesquisa Gerp de setembro sobre o segundo turno de 2026

A pesquisa Gerp de setembro, divulgada nesta quarta-feira (9), colocou o senador Flávio Bolsonaro (PL) sete pontos à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numa eventual disputa de segundo turno em 2026: 47% contra 40%. É a maior distância que o instituto já registrou entre os dois. Também é o contrário do que o Datafolha mediu seis dias antes, ouvindo eleitores praticamente na mesma semana.

O que mostra a pesquisa Gerp de setembro

No confronto direto, Flávio Bolsonaro soma 47% das intenções de voto e Lula, 40%. Outros 11% dos entrevistados disseram que não votariam em nenhum dos dois, e 3% não souberam responder. A diferença de sete pontos está acima da margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O instituto ouviu 2.400 eleitores em todo o país entre os dias 3 e 8 de setembro. O nível de confiança declarado é de 95%, e o estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00251/2026, exigência legal para qualquer pesquisa eleitoral divulgada no Brasil. Desta vez o Gerp bancou o próprio trabalho, ao custo de R$ 15 mil, sem contratante externo. Na rodada anterior, quem pagou foi a Associação das Emissoras de Rádio e Televisão.

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No primeiro turno, a vantagem some

O quadro muda quando os entrevistados escolhem entre todos os nomes. Flávio Bolsonaro aparece com 37% e Lula com 34%. São três pontos de diferença, dentro da margem de erro, o que significa empate estatístico nesse cenário.

Atrás deles, o escritor Augusto Cury (Avante) marca 6%, o governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) tem 5%, Renan Santos (Missão) fica com 4%, Pablo Marçal (PRTB) com 2% e Romeu Zema (Novo) com 1%. Outros 4% dizem não querer nenhum deles e cerca de 8% ainda não sabem em quem votar, contingente maior que a soma dos votos de Caiado e Renan Santos.

O que mudou desde agosto

Uma rodada isolada diz pouco. Comparada às anteriores do mesmo instituto, a pesquisa Gerp de setembro mostra um movimento que vem se repetindo no cenário de segundo turno.

Em 11 de agosto, o Gerp mediu Flávio com 45% e Lula com 43%, dois pontos, dentro da margem. Em 26 de agosto, a distância subiu para cinco pontos, 47% a 42%. Agora são sete. O senador ficou parado nos mesmos 47% nas duas últimas rodadas. Quem se moveu foi Lula, que perdeu dois pontos.

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A rejeição segue o mesmo desenho. Lula é rejeitado por 49% dos entrevistados, contra 48% em agosto. A de Flávio Bolsonaro caiu de 44% para 40% no período. Na avaliação de governo, 52% desaprovam a gestão e 41% aprovam.

Gráfico da pesquisa Gerp de setembro comparando Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno nas rodadas de agosto e setembro
A vantagem de Flávio Bolsonaro no cenário de segundo turno passou de dois para sete pontos em um mês, segundo as três últimas rodadas do Instituto Gerp. Arte: Folha de Patrocínio

O Datafolha aponta o contrário

Nenhum desses números deve ser lido sozinho, e a pesquisa Gerp de setembro tem um contraponto direto. O Datafolha, publicado em 3 de setembro, deu Lula com 46% e Flávio Bolsonaro com 44% no segundo turno. No primeiro turno, Lula com 38% e Flávio com 33%.

Não é uma medição velha. O Datafolha ouviu 2.002 pessoas nos dias 1º e 2 de setembro, e o Gerp começou a coletar no dia seguinte. Os campos praticamente se encostam. Ainda assim, um instituto vê o presidente sete pontos atrás e o outro o vê dois pontos à frente. São nove pontos de distância entre os dois retratos.

Divergências desse tamanho costumam nascer do método: forma de coleta, desenho da amostra, ordem das perguntas, critério de ponderação. A Folha de Patrocínio já detalhou por que os institutos divergem tanto nesta eleição. Para quem acompanha de fora, funciona melhor observar a tendência de cada instituto ao longo das rodadas do que tratar um número avulso como placar.

O presidente Lula durante o desfile de 7 de Setembro em Brasília, semana em que saiu a pesquisa Gerp de setembro
Lula no desfile de 7 de Setembro, em Brasília. O Datafolha o coloca à frente no segundo turno; o Gerp, atrás. Foto: Ricardo Stuckert/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O que checar em qualquer pesquisa

Toda pesquisa eleitoral divulgada no país precisa estar registrada no TSE, com o número visível, cinco dias antes da publicação. O registro informa quem contratou, quanto custou, quantas pessoas foram ouvidas, quando e como. Esses dados são públicos e permitem separar um levantamento com metodologia declarada de um número solto circulando em grupo de mensagem.

A pesquisa Gerp de setembro mede intenção de voto num momento específico, a menos de um mês do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. O que ela registra é a fotografia desta semana.

Outros levantamentos recentes também mostram o quadro apertado. No começo do mês, o PoderData registrou empate técnico, 45% a 44%. Em Minas Gerais, a Quaest apontou os dois tecnicamente empatados no estado. Os números completos do levantamento do Gerp estão na cobertura do Poder360.

Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.

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