A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu preventivamente um casal de 21 e 22 anos suspeito de provocar a morte de bebê recém-nascido em São Gonçalo do Abaeté, cidade do Alto Paranaíba. Segundo a corporação, a criança tinha menos de dois meses e morreu por asfixia, depois de engasgar durante a amamentação. A casa da família estava em condições precárias de higiene, segundo o registro policial.

O caso chegou à polícia depois que os próprios pais levaram o recém-nascido a uma unidade de saúde do município, já sem vida, relatando que ele havia engasgado com leite materno. A partir daí, uma investigação foi aberta para apurar as circunstâncias da morte e checar se houve negligência por parte do casal.

Publicidade
Viatura da Polícia Civil de Minas Gerais, responsável pela investigação sobre a morte de bebê no Alto Paranaíba
Viatura da Polícia Civil de Minas Gerais. Foto: Polícia Civil/Divulgação (imagem ilustrativa)

Cronologia da morte de bebê em São Gonçalo do Abaeté

De acordo com a Polícia Civil, a Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência na unidade de saúde, para onde os pais haviam levado a criança após o engasgo. Um laudo pericial concluiu que a causa da morte foi asfixia mecânica, decorrente da ingestão do leite materno. A partir desse resultado, a investigação passou a tratar o caso como possível homicídio, e não apenas como uma fatalidade.

Diante dos primeiros indícios reunidos pelos investigadores, a Justiça autorizou a prisão preventiva do casal, cumprida nos dias seguintes à morte do bebê. Os dois seguem à disposição da polícia enquanto a apuração avança.

Condições encontradas na casa da família

Durante as diligências, policiais civis foram até a residência onde o casal morava com o filho recém-nascido. No local, foram encontrados sinais de insalubridade: acúmulo de lixo, restos de comida em estado de decomposição e um ambiente descrito pela corporação como impróprio para abrigar um bebê. Também foram apreendidos recipientes de bebida alcoólica e indícios de uso de drogas, entre eles bitucas de cigarro e uma pequena quantidade de substância semelhante à maconha.

Esses elementos, segundo a Polícia Civil, reforçam a hipótese de negligência dos pais nos cuidados com o recém-nascido nos dias que antecederam a morte.

Como o casal responde pelo crime

O homem e a mulher são investigados por homicídio na modalidade de dolo eventual: quando, mesmo sem a intenção direta de matar, o agente assume o risco de provocar a morte ao agir (ou deixar de agir) de forma consciente sobre um perigo evidente. É essa a tese que a Polícia Civil está apurando neste caso, com base no quadro de negligência identificado na residência.

O inquérito segue em andamento, com a expectativa de novos laudos periciais que devem detalhar melhor as circunstâncias da morte do bebê. Até o momento, a Polícia Civil não divulgou os nomes do casal nem da criança, e a Folha de Patrocínio também opta por não identificá-los enquanto a apuração não é concluída.

A reportagem apurou que o caso já repercute na região do Alto Paranaíba, onde episódios de violência contra crianças costumam gerar forte comoção. Outros veículos, como o Hoje em Dia, também confirmaram os principais elementos do caso junto à Polícia Civil.

Onde denunciar suspeita de negligência infantil

Casos de suspeita de maus-tratos, abandono ou negligência contra crianças e adolescentes podem ser denunciados ao Conselho Tutelar do município ou pelo Disque 100, serviço gratuito do governo federal que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive de forma anônima. A denúncia também pode ser feita diretamente a uma delegacia de polícia ou ao Ministério Público. Especialistas em proteção à infância reforçam que sinais como falta de higiene, ambiente insalubre ou abandono recorrente da criança justificam o acionamento dos órgãos de proteção antes que a situação se agrave.

Casos como este integram o noticiário policial que a Folha de Patrocínio acompanha na editoria Policial, com atualizações sempre que a investigação avançar.


Enquete: avalie a gestão do prefeito de Patrocínio

Retrato oficial do prefeito de Patrocínio, Gustavo Brasileiro
Gustavo Brasileiro, prefeito de Patrocínio. Foto: Prefeitura de Patrocínio/Divulgação

A Folha de Patrocínio quer ouvir você: como está sendo, na sua avaliação, este 1 ano e 6 meses de gestão do prefeito Gustavo Brasileiro à frente da Prefeitura de Patrocínio? Vote na enquete abaixo.