Um nome com raízes no Alto Paranaíba entrou de vez na disputa pelo governo de Minas Gerais em 2026. O Republicanos confirmou Luís Eduardo Falcão, ex-prefeito de Patos de Minas, como candidato a vice na chapa que o partido pretende lançar ao Palácio da Liberdade, independentemente do que decidir o senador Cleitinho Azevedo, principal nome cotado para a cabeça de chapa.
Como Falcão chegou à indicação
Havia uma orientação da cúpula nacional do Republicanos para que Falcão integrasse a chapa estadual. O ex-prefeito também presidiu a Associação Mineira de Municípios (AMM), cargo que ampliou seu trânsito entre prefeitos de todo o estado, um capital político que o partido avalia como estratégico para uma disputa regional apertada.

A indicação teria o aval do senador Flávio Bolsonaro (PL), o que dá à movimentação um peso que vai além do próprio Republicanos e sinaliza articulação entre partidos da mesma base.
Os bastidores da disputa pelo governo mineiro
O nome de Falcão como candidato a vice não depende de uma decisão fechada sobre quem disputa o governo. Cleitinho Azevedo ainda não declarou oficialmente sua candidatura, e o cenário até aqui foi de idas e vindas: o senador já teria se comprometido em algum momento com Vittorio Medioli, ex-prefeito de Betim, e também acenou a Flávio Roscoe, presidente licenciado da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg).
Chegou a circular nos bastidores que Cleitinho anunciaria sua candidatura em um comício marcado para 5 de agosto, mas aliados do senador negaram que exista essa definição. Enquanto isso, o PL avalia lançar candidatura própria ao governo, encabeçada por Medioli ou por Roscoe. Isso tornaria Republicanos e PL concorrentes diretos na disputa estadual, mesmo integrando a mesma base de apoio em outras esferas.
Diante dessa indefinição, o Republicanos sinalizou um plano alternativo: se Cleitinho desistir de concorrer ao governo, o partido monta chapa própria, com Falcão na vice de qualquer forma. Ou seja, a aposta em seu nome não é apenas uma peça dentro do arranjo com o senador: é também um plano B que o partido já deixou pronto.
Próximos passos: a convenção estadual
A definição formal da chapa majoritária do Republicanos em Minas Gerais passa pela convenção estadual do partido, marcada para 25 de julho, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). É esse encontro que deve sacramentar, ou pelo menos deixar mais claro, quem estará ao lado de Falcão na disputa pelo governo do estado nas eleições de 2026.
Até lá, a expectativa é de que as tratativas em torno de Cleitinho, Medioli e Roscoe continuem em aberto, com reflexos diretos sobre como Republicanos e PL vão se posicionar nas urnas, um xadrez que interessa especialmente a quem acompanha de perto a política mineira fora da capital.
O que isso significa para o Alto Paranaíba
Falcão não é um nome qualquer para quem vive em Patrocínio e região: ele comandou a prefeitura de Patos de Minas, cidade-polo do Alto Paranaíba que funciona como referência econômica e política para boa parte do Triângulo Mineiro e Noroeste do estado. Ter um ex-prefeito da região concorrendo a um dos dois principais cargos do executivo estadual é, na prática, uma chance de a região ganhar peso extra nas discussões sobre investimentos e prioridades de Minas Gerais a partir de 2027, independentemente de qual legenda acabe levando a disputa.

Para acompanhar os próximos desdobramentos da corrida ao governo de Minas Gerais, siga a cobertura de política da Folha de Patrocínio.
