Cleitinho fora do governo de Minas: o senador (Republicanos) não vai mais disputar o Executivo estadual em 2026. A confirmação foi dada pelo próprio partido nesta segunda-feira (3), num vídeo em que o presidente nacional da sigla, deputado federal Marcos Pereira, aparece ao lado de Cleitinho, visivelmente abalado, anunciando a decisão.

Cleitinho fora do governo por decisão pessoal, diz Republicanos

Segundo Marcos Pereira, a saída de Cleitinho da corrida ao governo mineiro partiu de uma decisão pessoal do senador, tomada em meio ao luto pela morte do irmão, Matheus Augusto Azevedo, no dia 18 de julho. “Demos toda a oportunidade para que ele pudesse ser candidato, mas ele tem uma decisão pessoal que ele precisa dizer, por causa desse momento que ele está passando”, afirmou o presidente do partido.

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Pereira relatou que o Republicanos chegou a se reunir por cinco horas com o senador em São José dos Campos depois da última quarta-feira (29), buscando reverter a situação. Ele também voltou a mencionar a ausência de Cleitinho na convenção do partido, realizada em 25 de julho, e disse que havia pedido que o senador gravasse um vídeo confirmando a candidatura até a noite de terça-feira (28), o que não chegou a acontecer.

Marcos Pereira e Cleitinho emocionados no anúncio em que Cleitinho fica fora do governo de Minas
Marcos Pereira e Cleitinho Azevedo durante o anúncio da decisão. Foto: Redes sociais

Cleitinho pede desculpas em vídeo emocionado

No mesmo registro, Cleitinho aparece chorando ao lado de Pereira e pede desculpas aos apoiadores. “Queria pedir perdão, porque o momento não está fácil para mim e para minha família. Não adianta entrar numa campanha do jeito que eu estou. Não adianta eu querer cuidar de vocês se eu não estou cuidando de mim e da minha família. Tenho que ser honesto com vocês e falar a verdade”, disse o senador.

A saída chama atenção porque acontece num momento em que Cleitinho aparecia à frente nas pesquisas de intenção de voto para o governo de Minas. No levantamento mais recente do Instituto Quaest, divulgado em 28 de julho, ele despontava como favorito tanto no primeiro quanto num eventual segundo turno diante dos principais adversários.

Ascensão rápida como senador antecedia a corrida ao governo

Cleitinho havia se tornado um dos nomes mais comentados da política mineira desde que se elegeu senador em 2022, com forte presença nas redes sociais e discurso de oposição ao establishment partidário tradicional do estado. Filiado ao Republicanos, ele soma poucos anos de mandato no Senado, mas construiu base eleitoral suficiente para aparecer à frente nas pesquisas para o governo antes mesmo de qualquer partido oficializar candidaturas para 2026.

O que muda na disputa ao governo de Minas agora que Cleitinho está fora

Com Cleitinho fora do governo, o Republicanos e os partidos aliados precisam recompor o desenho da chapa em Minas Gerais. Até a semana passada, a sigla discutia o nome do senador como cabeça de uma coligação que uniria Republicanos, União Brasil, PP e PL, com vagas ao Senado reservadas a nomes como Marcelo Aro e o deputado federal Domingos Sávio.

Com Cleitinho fora do governo e sem substituto natural indicado até agora, o próprio Marcelo Aro volta a ser cotado por parte dessas siglas como uma alternativa ao comando da chapa majoritária, não apenas como candidato ao Senado, embora nenhum partido tenha formalizado essa mudança até a publicação desta matéria. O cenário eleitoral mineiro, que parecia relativamente definido havia poucos dias, volta a ficar em aberto a menos de dois meses do início oficial da propaganda eleitoral.

Para acompanhar os desdobramentos anteriores dessa novela política, veja também as matérias sobre a confirmação anterior da candidatura de Cleitinho e sobre o nome de Marcelo Aro ao Senado, ambas na editoria de Política da Folha de Patrocínio.


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Gustavo Brasileiro, prefeito de Patrocínio. Foto: Prefeitura de Patrocínio/Divulgação

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