Endereço de Lulinha na procuração dos sigilos: Flávio cita imóvel ligado a Suassuna
Flávio Bolsonaro disse no debate da Globo que o endereço dado por Lulinha na procuração dos sigilos é de apartamento ligado a Jonas Suassuna. Não há prova de irregularidade.

Flávio Bolsonaro (PL) disse no debate da Globo, na noite desta sexta-feira (23), que o endereço de Lulinha informado na procuração dos sigilos é um imóvel em São Paulo que “pode valer R$ 15 milhões” e pertence a Jonas Suassuna, o mesmo nome ligado ao sítio de Atibaia. Lula (PT) não respondeu a esse ponto no trecho que a Folha conferiu. Até agora, ninguém apresentou documento que prove irregularidade.
O que Flávio disse sobre o endereço de Lulinha
A fala saiu por volta de 1h59 de debate, quando os dois discutiam os pedidos de abertura de sigilos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Flávio afirmou que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, deu como endereço, na procuração dos sigilos, um apartamento que teria esse valor e cujo dono seria Jonas Suassuna, “o mesmo do sítio de Atibaia”. Ele também chamou Suassuna de sócio de Lulinha.
Na sequência, Lula falou da papelada entregue ao TSE. Segundo o presidente, a equipe dele levou os documentos na véspera, e a turma de Flávio “não apareceu” ou só entregaria depois de ver o material do petista. O presidente não comentou o apartamento nem o nome de Suassuna.
Drogaria CentroAqui tem cuidado para todos.
Disk Cerveja do RenatinhoCerveja gelada na sua porta.
Monteiro Casa de CarnesO corte certo para o seu churrasco e o dia a dia.
OnNet TelecomMuito mais opções para viver cada história do seu jeito.
Digital Comunicação VisualFachadas, placas, adesivos e impressão.
Zé do LancheBateu a fome? O Zé resolve.
Rivelini DesentupidoraDesentupimento em Patrocínio e região
Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.
Como o caso chegou ao debate
O ex-procurador Deltan Dallagnol divulgou o assunto antes, em vídeo publicado na sexta-feira. Ele disse que o endereço de Lulinha na procuração, apresentada no processo de abertura dos sigilos, corresponde a um apartamento em São Paulo avaliado em R$ 15 milhões e ligado a Suassuna. No mesmo vídeo, pediu voto em Flávio. A Folha não localizou, nas informações públicas, o número do processo nem a data da procuração, e não teve acesso ao documento.
Segundo reportagens sobre o caso, a procuração dá poderes a Lula e ao advogado Marco Aurélio de Carvalho para tratar do sigilo bancário de Lulinha. Anúncios de unidades no mesmo prédio, ainda segundo essas reportagens, aparecem entre R$ 10 milhões e R$ 16 milhões. O valor de R$ 15 milhões citado por Flávio e por Deltan é, portanto, uma estimativa, e não uma avaliação oficial do imóvel.
Quem é Jonas Suassuna e o que a Lava Jato registrou
Suassuna foi sócio de Lulinha na Gamecorp. Ele e Fernando Bittar constaram como proprietários formais do sítio de Atibaia, imóvel que ficou conhecido pela Operação Lava Jato e que a acusação atribuía, na prática, a Lula. O petista sempre negou ser o dono. As condenações de Lula nesse caso foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal em 2021, e parte das provas e dos procedimentos da Lava Jato foi invalidada depois pela Justiça.
Segundo registros da Lava Jato noticiados na época, o apartamento foi comprado por Suassuna em 2009 por cerca de R$ 3 milhões e passou por reforma estimada em R$ 1,6 milhão. Lulinha teria passado a morar ali em 2013. Esses valores vêm de investigações antigas, e a Folha não conferiu o registro atual do imóvel em cartório.
Alpha for MenO que não está provado
Informar o endereço de um imóvel que pertence a outra pessoa não comprova irregularidade por si só. Quem aluga ou empresta um apartamento pode usá-lo como endereço sem que isso configure crime. Em março, quando os extratos de Lulinha chegaram à CPMI do INSS, reportagens registraram transferências de cerca de R$ 704 mil para Suassuna entre 2022 e 2025, em 17 operações, e a defesa as explicou como aluguel de uma casa em São Paulo onde ele morava. A defesa também afirmou que as fontes de renda de Lulinha são legais e declaradas.
A Folha não localizou, até a publicação, manifestação de Lula, de Lulinha ou de Suassuna sobre a fala de Flávio e o vídeo de Deltan. O texto será atualizado se algum deles responder.

Os sigilos de Lulinha na reta final da campanha
O tema volta a dois dias do segundo turno, no domingo (25). A Folha já mostrou que os extratos de Lulinha somam R$ 19,5 milhões entre 2022 e 2026, que a defesa entregou dados ao ministro André Mendonça sete meses depois de a quebra da CPMI ser anulada por Flávio Dino, e que Deltan foi escalado por Flávio para falar dos sigilos de Lula.
Para acompanhar o que mais foi dito na noite de sexta, veja a página dos debates do segundo turno. O resultado do domingo sai na apuração em tempo real da Folha. O texto da procuração, quando juntado ao processo, é público no portal do Tribunal Superior Eleitoral.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






