Escândalos nos governos do PT: o que a Justiça decidiu no mensalão, no petrolão, nas pedaladas e no Master
Mensalão, petrolão, pedaladas e Master circulam como uma lista só. A Folha separa o que virou condenação, o que foi anulado e o que ainda é investigação.

Os escândalos nos governos do PT foram os maiores da história do país? A pergunta voltou ao centro da campanha do segundo turno, em posts que juntam mensalão, petrolão, pedaladas fiscais e Banco Master numa lista só. A resposta depende do que cada caso virou na Justiça, e eles terminaram de formas muito diferentes: houve condenação definitiva, houve condenação anulada, houve impeachment sem condenação criminal e há um caso que ainda não foi julgado.
A Folha separa os quatro casos e diz, em cada um, o que está decidido e o que é só investigação, duas coisas que as listas de rede social costumam misturar.
Mensalão: 25 condenados pelo STF em 2012
O esquema veio a público em 2005, no primeiro mandato de Lula, com a denúncia de pagamentos a parlamentares em troca de apoio no Congresso. O caso virou a Ação Penal 470 no Supremo Tribunal Federal (STF), e o julgamento terminou em dezembro de 2012, depois de 53 sessões. A Corte condenou 25 dos 38 réus, entre eles dirigentes do PT, como José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, além de operadores financeiros e políticos de partidos aliados.
Drogaria CentroAqui tem cuidado para todos.
Disk Cerveja do RenatinhoCerveja gelada na sua porta.
Monteiro Casa de CarnesO corte certo para o seu churrasco e o dia a dia.
OnNet TelecomMuito mais opções para viver cada história do seu jeito.
Digital Comunicação VisualFachadas, placas, adesivos e impressão.
Zé do LancheBateu a fome? O Zé resolve.
Rivelini DesentupidoraDesentupimento em Patrocínio e região
Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Lula não foi réu no processo. Disse na época que havia sido traído e negou ter conhecimento do esquema. É o caso mais claro dos quatro: há sentença definitiva, com algumas penas reduzidas em recursos posteriores.
Petrolão: a Lava Jato e a anulação das condenações de Lula
A Operação Lava Jato começou em março de 2014 e revelou um sistema de propina em contratos da Petrobras, com executivos da estatal, empreiteiras e operadores. O dinheiro abastecia agentes públicos e partidos, e as investigações alcançaram políticos de várias legendas, como PP e MDB, além do PT. Houve condenações de empresários, ex-diretores e políticos.
No caso de Lula, a história é outra. Ele foi condenado em 2017 e preso em 2018, mas em março de 2021 o ministro Edson Fachin anulou as condenações da 13ª Vara Federal de Curitiba, por entender que o juízo não tinha competência para julgá-las. O plenário do STF manteve a decisão por 8 votos a 3 em abril daquele ano. A anulação não analisou se Lula era culpado ou inocente: tratou do tribunal que podia julgar. Por isso, quem diz que ele “foi condenado” ou que “foi inocentado” simplifica o que a Justiça decidiu.
Pedaladas: impeachment sem condenação criminal
As pedaladas fiscais foram atrasos nos repasses do Tesouro a bancos públicos, usados para melhorar as contas do governo. O Tribunal de Contas da União (TCU) rejeitou as contas de 2014 de Dilma Rousseff, e o tema foi um dos pilares do impeachment aprovado pelo Senado em 31 de agosto de 2016, por 61 votos a 20.
Alpha for MenO processo foi político e jurídico, e tratou de crime de responsabilidade, não de corrupção. Em votação separada, o Senado não alcançou os dois terços necessários para tirar os direitos políticos de Dilma, que ficaram preservados. A Folha não localizou condenação criminal dela por esse caso.

Banco Master: o caso que ainda não foi julgado
O Master é o único dos quatro que ocorre no governo atual. O Banco Central determinou a liquidação da instituição em novembro de 2025, e o ex-dono, Daniel Vorcaro, foi preso e investigado por suspeita de fraude financeira, lavagem de dinheiro e corrupção, no âmbito do STF e da Polícia Federal. O caso ainda está em investigação, sem sentença.
O que circula sobre ligação com o governo é, até agora, alegação ou mensagem de terceiros. Em reportagem sobre as mensagens do advogado Walfrido Warde, a Folha mostrou que o material cita o presidente, mas não mostra o que foi tratado nem se Lula sabia das conversas. Sobre o relato atribuído a Vorcaro a respeito de dinheiro para um filme, a Folha registrou que Lula, o PT e os citados negam, e que a PF e a PGR dizem que ele não prestou esse depoimento.
O que a lista não mostra
Não existe ranking oficial de escândalos, e “o maior” depende do critério: valor desviado, número de condenados, tempo de investigação. A própria Lava Jato alcançou outros partidos, e casos de corrupção em governos de outras siglas também chegaram ao STF e à Justiça comum, como o chamado mensalão mineiro, que terminou na condenação do ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB). Os quatro casos descrevem governos do PT, mas não permitem concluir que só eles tiveram escândalos.
Também é preciso separar governo de partido. No mensalão, o STF condenou dirigentes do PT, não o presidente. No Master, a investigação ainda não chegou a nenhum integrante do governo como réu. As decisões estão no site do STF, e os processos de contas, no portal do TCU.
O que o eleitor pode conferir antes de domingo
O segundo turno é no dia 25, e as duas campanhas usam o tema de corrupção contra o adversário. A página de pesquisas do segundo turno mostra como a disputa está, e a apuração em tempo real será atualizada na noite da votação. Antes de compartilhar uma lista de escândalos, vale checar se o caso tem sentença, se a sentença foi mantida e quem foi, de fato, o condenado.
Este texto foi redigido com apoio de inteligência artificial, a partir da pauta, das fontes e das regras do editor-chefe. Saiba mais em Como usamos inteligência artificial.






