PublicidadeOnNet Telecom

Muito mais opções para viver cada história do seu jeito.Internet e OnNet TV · OnNet Telecom

Corpo e Alma Motel

Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.

Nacional

Nikolas diz que o Brasil acordou e nomeia 16 derrotados

Em vídeo de quase dois minutos, o deputado nomeia 16 políticos e Haddad como derrotados. A Folha confrontou cada fala com a apuração do primeiro turno.

Deputado Nikolas Ferreira na tribuna da Câmara, onde afirmou que o Brasil acordou após o primeiro turno
Deputado Nikolas Ferreira na tribuna da Câmara, onde afirmou que o Brasil acordou após o primeiro turno

O Brasil acordou, afirma o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) em um vídeo de 1min54s publicado na segunda-feira (5) no Instagram. Como prova, ele recita 16 nomes da política que, nas palavras dele, “estão desempregados” depois do primeiro turno de domingo (4). A Folha de Patrocínio assistiu ao vídeo inteiro e conferiu o que dá para conferir.

O que Nikolas diz no vídeo

O deputado fala olhando para a câmera, de camiseta branca, com legenda queimada na tela. Ele abre prometendo o vídeo mais esperançoso da campanha, com uma prova de que o país mudou, e dispara a lista: Randolfe Rodrigues, Fabiano Contarato, Soraya Thronicke, Eliziane Gama, Marina Silva, Simone Tebet, Gleisi Hoffmann, Benedita da Silva, Erika Kokay, Renan Calheiros, Aécio Neves, José Dirceu, Jean Wyllys, João Campos, Paulo Pimenta e Manuela d’Ávila. Em seguida cita Fernando Haddad “tomando uma surra histórica em São Paulo”.

Depois da lista, ele passa para o Congresso. Diz que o PL terá a maior bancada do Senado em quatro décadas, que o partido finalmente terá votos para pedir o impeachment do ministro Alexandre de Moraes e que um partido não passou a cláusula de barreira, sem dizer qual. Fala ainda da bancada de Minas, de Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Lula (PT) no estado e de uma conversa de 2021 com Olavo de Carvalho, a quem teria perguntado o que precisava fazer. Na legenda do post, escreveu “Agora vamos pra missão final”, numa referência ao segundo turno de 25 de outubro.

Publicidade
Drogaria CentroDrogaria CentroAqui tem cuidado para todos.
Disk Cerveja do RenatinhoDisk Cerveja do RenatinhoCerveja gelada na sua porta.
Monteiro Casa de CarnesMonteiro Casa de CarnesO corte certo para o seu churrasco e o dia a dia.
OnNet TelecomOnNet TelecomMuito mais opções para viver cada história do seu jeito.
Digital Comunicação VisualDigital Comunicação VisualFachadas, placas, adesivos e impressão.
Zé do LancheZé do LancheBateu a fome? O Zé resolve.
Rivelini DesentupidoraRivelini DesentupidoraDesentupimento em Patrocínio e região
Corpo e Alma MotelCorpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.
Nikolas Ferreira em comissão da Câmara; no vídeo, ele diz que o Brasil acordou
Nikolas Ferreira em comissão da Câmara dos Deputados, em 2025. Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados (CC BY 3.0)

O Brasil acordou? O que as urnas mostram sobre cada nome

A Folha comparou cada nome citado com a apuração do primeiro turno publicada pela imprensa e pelos tribunais eleitorais. Os dados abaixo são de 5 de outubro e, em alguns casos, de apuração parcial. Os senadores citados seguem no cargo até 31 de janeiro de 2027, então “desempregados” vale a partir de fevereiro.

  • Renan Calheiros (MDB-AL) ficou fora das duas vagas de Alagoas, com 22,24% dos votos válidos, e deixa o Senado depois de 32 anos seguidos.
  • Randolfe Rodrigues (PT-AP) terminou em terceiro no Amapá, com 18,55%. Estava no Senado desde 2011.
  • Fabiano Contarato (PT-ES) teve 12,94% dos votos válidos, com 99,65% das urnas apuradas, e não se reelegeu.
  • Eliziane Gama (PSD-MA) está entre os senadores que tentaram a reeleição e não conseguiram.
  • Soraya Thronicke (PSB-MS) somava cerca de 12,9% na apuração parcial. As duas vagas do Mato Grosso do Sul foram para Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, ambos do PL.
  • Gleisi Hoffmann (PT-PR) ficou em quarto lugar no Paraná, com 13,35%.
  • Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) ficaram em terceiro e quarto em São Paulo, com cerca de 19% e 18%. Os eleitos foram Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).
  • Aécio Neves (PSDB-MG) foi o sétimo em Minas, com 4,08%.
  • Benedita da Silva (PT-RJ), Paulo Pimenta (PT-RS) e Manuela d’Ávila (PSOL-RS) também disputaram o Senado e não foram eleitos.
  • Erika Kokay (PT-DF) teve cerca de 19% no Distrito Federal, na apuração parcial, atrás de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL.
  • José Dirceu (PT-SP) recebeu 78.450 votos para deputado federal e não conseguiu vaga. Jean Wyllys (PT-SP) teve 18.073 e também ficou de fora.
  • João Campos (PSB) perdeu o governo de Pernambuco para a governadora Raquel Lyra (PSD), reeleita com 53,28% contra 44,78% dele, com 98,16% das urnas apuradas.

Haddad também perdeu: Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito em São Paulo no primeiro turno, com cerca de 62,8% dos votos válidos contra 36,2% do petista. “Surra histórica” é adjetivo de Nikolas. Em 2022, no segundo turno, Tarcísio venceu Haddad por 55,3% a 44,7%.

Os 16 nomes de fato ficaram sem os cargos que disputavam. A leitura de que o Brasil acordou é do deputado. Marina Silva e Simone Tebet, por exemplo, nem tinham mandato no Senado, e os senadores citados continuam no cargo por mais alguns meses.

Senado, Câmara e a cláusula de barreira

Se o Brasil acordou, como diz Nikolas, o dado mais sólido está no Senado, e a frase sobre ele confere. O PL elegeu 19 dos 54 senadores em disputa e, somados aos 9 que seguem no cargo, chega a 28 das 81 cadeiras em 2027, como a Folha já mostrou em Senado em 2027: PL terá a maior bancada. Segundo o Poder360, é a maior bancada de um partido no início de uma legislatura desde 1988. O recorde anterior era do então PMDB, com 27 senadores em 1999. Na Câmara, o PL fez 121 dos 513 deputados e o PT, 70, segundo levantamentos da imprensa.

O trecho sobre o impeachment de Alexandre de Moraes é outra coisa. A condenação de um ministro do Supremo exige dois terços do Senado, ou 54 dos 81 votos, e o PL sozinho tem 28. O processo também depende de a denúncia ser aceita pela Presidência da Casa. A Folha não encontrou lista de senadores que sustente a frase de que os votos “finalmente” existem.

Publicidade
Alpha for MenAlpha for Men

Sobre a cláusula de barreira, Nikolas diz que “o pessoal” não passou e perdeu fundo partidário e tempo de rádio e TV. Levantamentos preliminares da imprensa apontam a federação PSOL-Rede abaixo do mínimo, com 15 deputados eleitos em seis estados, quando a regra pede 13 em nove. A totalização do TSE ainda precisa confirmar.

Minas, Flávio e a “missão final”

Em Minas, o PL elegeu 21 dos 53 deputados federais e 21 dos 77 estaduais, segundo o TSE, como mostra a reportagem sobre a reunião do PL com Flávio Bolsonaro. Nikolas fala em 20 cadeiras na Assembleia, um a menos que o número do TSE. Ele diz ainda que lançou nove candidatos estaduais por região e elegeu sete, uma lista que a Folha não tem como conferir.

A vantagem de “5 pontos” de Flávio sobre Lula em Minas é correta: 48,24% a 43,33% com 100% das urnas do estado apuradas, segundo painel de apuração baseado em dados do TSE. No país, o candidato do PL somou cerca de 47% dos votos válidos e Lula, cerca de 45%. O deputado também afirma que “quem ganha em Minas ganha no Brasil”. A imprensa trata o estado como termômetro nacional, mas Minas não decide a eleição sozinha.

Para Nikolas, o Brasil acordou primeiro em Minas. Em Patrocínio, a votação foi ainda mais folgada. Nikolas teve 16.152 votos, 33,08% dos válidos, como mostra o balanço do deputado federal em Patrocínio, e Flávio chegou a 61,18% na cidade.

O que a Folha não conseguiu confirmar

A conversa com Olavo de Carvalho em 2021, a “surra histórica” de Haddad, a ideia de que o Brasil acordou e a existência de votos para o impeachment de Moraes são afirmações ou opiniões dele. Os números de Contarato, Soraya, Kokay e Jean Wyllys vêm de apurações parciais e podem mudar na totalização final. O vídeo é de um parlamentar do partido que disputa o segundo turno contra Lula, e a Folha o reproduz como declaração dele, não como endosso. Se o Brasil acordou na direção que ele descreve, só o segundo turno de 25 de outubro vai mostrar.


Enquete: avalie a gestão do prefeito de Patrocínio

Retrato oficial do prefeito de Patrocínio, Gustavo Brasileiro
Gustavo Brasileiro, prefeito de Patrocínio. Foto: Prefeitura de Patrocínio/Divulgação

A Folha de Patrocínio quer ouvir você: como está sendo, na sua avaliação, este 1 ano e 6 meses de gestão do prefeito Gustavo Brasileiro à frente da Prefeitura de Patrocínio? Vote na enquete abaixo.


Nossa linha editorial

Somos um jornal de direita. E não escondemos isso.

Na reportagem, a regra vale para todos: fato checado, fonte citada e espaço para o outro lado. Na opinião, a Folha defende o que acredita.

Conheça nossos princípios →
  • Liberdade de expressãoOpinião não é crime.
  • FamíliaA base de uma cidade forte.
  • Livre iniciativaQuem empreende gera emprego.
  • Segurança públicaLei cumprida e polícia respeitada.
  • Menos EstadoImposto baixo e dinheiro público bem gasto.

Quem anuncia na Folha

Anuncie na Folha →
OnNet TelecomCorpo e Alma MotelDrogaria CentroMonteiro Casa de CarnesRestaurante GuritaZé do LancheDisk Cerveja do RenatinhoDigital Comunicação VisualACIP e CDL PatrocínioRivelini DesentupidoraAlpha for Men