Feminicídio em Patos de Minas: mulher de 39 anos é achada morta em casa
Rosineide Bispo dos Santos foi achada por familiares na tarde de terça-feira, e a PM faz buscas ao companheiro, que teria fugido de moto, segundo a imprensa local.

A Polícia Militar procura o companheiro de uma mulher de 39 anos encontrada morta dentro de casa na tarde desta terça-feira (6), em Patos de Minas. A vítima, identificada pela imprensa local como Rosineide Bispo dos Santos, morava na Rua Eli Moreira de Souza, no bairro Padre Eustáquio. A Polícia Civil abriu investigação, e o caso é tratado por veículos da região como feminicídio em Patos de Minas, tipificação que só se confirma depois de concluída a apuração.

O que se sabe até agora
De acordo com o Patos Notícias, familiares chegaram à casa e encontraram a mulher já sem vida. A suspeita inicial da polícia é de estrangulamento, mas a causa da morte ainda depende de exame. O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Patos de Minas.
Segundo o mesmo veículo, a vítima mantinha um relacionamento com o homem havia cerca de um mês. Ele é apontado como principal suspeito. Ainda conforme as informações divulgadas na região, o homem teria contado a um colega de trabalho o que aconteceu antes de fugir de moto, e a PM fazia buscas para localizá-lo no fim da tarde. O Patos Hoje relata ainda que familiares disseram que ela havia discutido com o companheiro por mensagens de celular horas antes. Essas versões vêm de parentes e de fontes ouvidas pela imprensa, não de um documento oficial.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.A Folha de Patrocínio não localizou, até a publicação desta matéria, nota da Polícia Militar ou da Polícia Civil com a versão oficial. Por isso, o nome do suspeito não é citado aqui. Ele só pode ser responsabilizado depois de investigação concluída e julgamento, e qualquer atualização sobre prisão ou depoimento será acrescentada a este texto.
Como a investigação costuma andar
Em casos de morte violenta dentro de casa, o primeiro passo é a perícia no local. Os peritos fotografam o ambiente, recolhem objetos e registram vestígios que ajudem a reconstituir o que houve. Em paralelo, o IML examina o corpo para apontar a causa e a forma da morte. Esse laudo é uma das principais provas do inquérito conduzido pela Polícia Civil.
A Polícia Civil também ouve familiares, colegas e vizinhos, analisa mensagens e ligações do celular da vítima e verifica se havia registro anterior de ameaça ou de briga entre o casal. Enquanto isso, a PM mantém buscas e bloqueios para localizar o suspeito. Quando ele é encontrado, a prisão em flagrante só vale se houver situação de flagrante; fora disso, a polícia precisa representar à Justiça por um mandado de prisão preventiva.
O que diz a lei sobre o feminicídio
O feminicídio é o assassinato de uma mulher por razões da condição de sexo feminino, o que inclui a violência doméstica e familiar e o menosprezo ou a discriminação contra a mulher. A figura entrou no Código Penal em 2015, pela Lei 13.104. Desde 2024, com a Lei 14.994, o feminicídio é crime autônomo e tem pena de 20 a 40 anos de reclusão, maior que a do homicídio simples.
Na prática, a classificação como feminicídio depende do que a investigação demonstrar sobre a motivação. A Justiça define a pena apenas ao fim do processo, depois de a defesa ser ouvida.
Outros casos recentes na região
No fim de setembro, a Folha mostrou o caso de um homem que descumpriu medida protetiva e invadiu a casa da ex com uma faca em Patos de Minas. Em Patrocínio, a Folha também explicou como funciona o Sinal Vermelho, campanha em que a mulher pede ajuda mostrando um X vermelho na palma da mão em farmácias e outros estabelecimentos parceiros.
Onde pedir ajuda
Quem sofre ameaça, agressão ou percebe que uma vizinha, parente ou colega está em risco pode pedir ajuda por estes canais:
- 190: Polícia Militar, para situações de emergência e agressão em andamento;
- 180: Central de Atendimento à Mulher, gratuita e com atendimento 24 horas, inclusive por WhatsApp;
- Delegacia de Polícia Civil: para registrar boletim de ocorrência e pedir medida protetiva de urgência, prevista na Lei Maria da Penha.
A denúncia pode ser feita por qualquer pessoa, e quem liga para o 180 não precisa se identificar. Familiares e amigos costumam ser os primeiros a perceber sinais de risco, como ciúme excessivo, controle do celular, ameaças e isolamento da mulher. Nesses casos, o aviso à polícia antes de a agressão acontecer ainda é possível.
A Folha de Patrocínio acompanha o caso e atualiza esta matéria quando a polícia divulgar informações oficiais sobre a prisão do suspeito e a conclusão do inquérito.







