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Derrite e André do Prado são os senadores eleitos em São Paulo; Tebet fica em 3º

Ex-secretário da Segurança de Tarcísio e presidente da Alesp somam 25,9 milhões de votos; Simone Tebet e Marina Silva, aliadas de Haddad, ficam fora do Senado.

Os senadores eleitos em São Paulo lado a lado: Guilherme Derrite de terno cinza em retrato oficial e André do Prado discursando ao microfone
Os senadores eleitos em São Paulo lado a lado: Guilherme Derrite de terno cinza em retrato oficial e André do Prado discursando ao microfone

Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) são os senadores eleitos em São Paulo na eleição deste domingo (4). Com 99,99% das seções totalizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 21h51, Derrite somava 13.271.916 votos, ou 30,59% dos válidos, e André do Prado tinha 12.701.161, ou 29,28%. Os dois concorreram pela mesma coligação, Coragem para Seguir Avançando, que juntou PP, PL, Republicanos, União, MDB, PSD e mais quatro partidos.

No horário desse dado, o TSE ainda não tinha marcado a situação de eleito para nenhum dos dois. A Folha trata o resultado como definido porque a conta já fecha: André do Prado, o segundo colocado, tinha 4.359.148 votos a mais que a terceira, Simone Tebet (PSB), e o eleitorado das seções que faltavam totalizar somava 4.487 pessoas. Ainda que todos esses eleitores votassem em Tebet, a ordem não mudaria.

Votação dos senadores eleitos em São Paulo

Nesta eleição cada eleitor votou duas vezes para o Senado, porque São Paulo, como os demais estados e o Distrito Federal, renovou duas das três cadeiras. Por isso os percentuais são calculados sobre a soma dos dois votos de cada eleitor: eram 43.372.101 votos válidos às 21h51, para um comparecimento de 26.390.745 eleitores. Juntos, os dois senadores eleitos em São Paulo tinham 25.973.077 votos, 59,88% dos válidos. Derrite ficou 570.755 votos à frente do colega de coligação.

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Simone Tebet, ex-ministra do Planejamento e Orçamento do governo Lula, ficou em terceiro, com 8.342.013 votos (19,23%). Marina Silva (Rede), ex-ministra do Meio Ambiente, veio logo atrás, com 7.861.529 (18,12%). As duas disputaram pela coligação Desperta São Paulo, de PT, PSB, Rede, PSOL, PDT, PCdoB e PV, aliadas de Fernando Haddad (PT), que perdeu para Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo governo. Tebet, que já foi senadora por Mato Grosso do Sul e disputou a Presidência em 2022, transferiu o domicílio eleitoral para concorrer em São Paulo.

Mais atrás vieram Guto Schiavetto (Missão), com 392.884 votos (0,91%), o empresário Geraldo Rufino (Podemos), com 386.439 (0,89%), e Soninha Francine (Cidadania), com 165.702 (0,38%). Os outros seis candidatos tiveram menos de 0,25% cada. Os números de todos estão no portal de resultados do TSE.

Guilherme Derrite, um dos senadores eleitos em São Paulo, em retrato oficial de terno cinza
Guilherme Derrite (PP), deputado federal e ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo, em retrato oficial de 2023. Foto: Governo do Estado de São Paulo (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons

Quem é Guilherme Derrite

Dos dois senadores eleitos em São Paulo, Derrite é o mais votado e o mais novo. Guilherme Muraro Derrite tem 41 anos e nasceu em Sorocaba, segundo o perfil dos candidatos publicado pela Agência Senado. Entrou na Polícia Militar em 2003, formado pela Academia do Barro Branco, e passou pela Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) a partir de 2010. Também se formou em direito. Foi para a reserva como capitão em 2018, ano em que se elegeu deputado federal pelo PP.

Reeleito para a Câmara em 2022, já pelo PL, foi chamado por Tarcísio de Freitas para comandar a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo em janeiro de 2023. Em novembro de 2025, licenciado da secretaria, voltou à Câmara para relatar o projeto de lei antifacção, enviado pelo governo Lula. Depois de seis versões do relator, o texto foi aprovado pelos deputados por 370 votos a 110. Derrite deixou o governo paulista em dezembro de 2025 e voltou ao PP para disputar o Senado, de acordo com a CNN Brasil e a rádio Itatiaia.

André do Prado, um dos senadores eleitos em São Paulo, discursa ao microfone no Palácio dos Bandeirantes
André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, discursa no Palácio dos Bandeirantes em junho de 2024. Foto: Mônica Andrade/Governo do Estado de SP (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons

Quem é André do Prado

André Luis do Prado tem 57 anos, nasceu em Guararema, na Grande São Paulo, e é analista de sistemas formado pela Universidade de Mogi das Cruzes. Começou na política aos 23 anos, eleito vereador da cidade natal em 1992, e cumpriu dois mandatos na Câmara Municipal. Depois foi vice-prefeito e, de 2005 a 2008, prefeito de Guararema.

Elegeu-se deputado estadual pela primeira vez em 2010 e está no quarto mandato seguido na Assembleia Legislativa. Assumiu a presidência da Alesp em março de 2023 e foi reconduzido em 15 de março de 2025, com 88 votos, conforme o registro da própria Assembleia. Lançou a pré-candidatura ao Senado em 20 de junho, em Guarulhos, num ato com Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro, e o PL confirmou o nome dele em convenção no fim de julho.

Quem deixa as cadeiras de São Paulo no Senado

Os senadores eleitos em São Paulo vão ocupar as vagas conquistadas em 2018 por Mara Gabrilli, então no PSDB, e por Major Olimpio, do PSL. Olimpio morreu em 18 de março de 2021, vítima da covid-19, e a cadeira passou ao primeiro suplente, o empresário Alexandre Giordano, que tomou posse no dia 31 daquele mês. Giordano, hoje no Podemos, não aparece entre os candidatos ao Senado registrados no TSE; o partido lançou Geraldo Rufino para a vaga.

Mara Gabrilli trocou o PSDB pelo PSD e confirmou em março, ao Poder360, que deixaria Brasília para concorrer a deputada estadual. O nome dela está na lista de candidatos à Assembleia Legislativa nesta eleição. Os mandatos de Mara Gabrilli e de Giordano terminam em 31 de janeiro de 2027. A terceira cadeira paulista continua com o astronauta Marcos Pontes (PL), eleito em 2022 para um mandato que vai até 2031.

O que muda a partir de 2027

Os senadores eleitos em São Paulo tomam posse em 1º de fevereiro de 2027, para mandatos de oito anos, até 2035. Em 2026 o Senado renovou dois terços das cadeiras, 54 das 81, sempre duas por estado. Cada eleito leva dois suplentes, que assumem se o titular deixar o cargo, como aconteceu com Giordano em 2021. Os suplentes de Derrite são Vicente Santini (Republicanos) e Julio Serson (PP). Os de André do Prado são Fernando Godoy e Rute Costa, ambos do PL.

Com os dois senadores eleitos em São Paulo, a bancada do estado a partir de 2027 terá Derrite (PP), André do Prado (PL) e Marcos Pontes (PL). Os votos finais ainda podem variar um pouco até o TSE fechar a totalização das últimas seções. A Folha também publicou a reeleição de Tarcísio de Freitas no primeiro turno e acompanha os resultados no painel de apuração em tempo real.


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