A pressão para que o senador Cleitinho volte a ser cotado ao governo de Minas Gerais ganhou um novo capítulo, com uma alegação de pressão de prefeitos dentro do próprio Republicanos. Segundo publicação da conta que apoia a pré-candidatura do senador ao Senado, prefeitos filiados ao partido em Minas estariam ameaçando deixar a sigla caso a direção nacional não reverta a decisão de barrar Cleitinho na disputa pelo Palácio da Liberdade.

A informação não foi confirmada pela direção estadual ou nacional do Republicanos até a publicação desta matéria, e a Folha de Patrocínio trata a alegação como isso: uma alegação de uma conta ligada à campanha do senador, não um comunicado oficial da legenda. O que já é fato verificado, e vem sendo noticiado por diferentes veículos, é que a pressão interna sobre o presidente nacional do partido, Marcos Pereira, é real e cresce desde o fim de julho.

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Senador Cleitinho discursa em evento do Republicanos, cenário da suposta pressão de prefeitos
Senador Cleitinho discursa em evento do Republicanos em Minas Gerais. Foto: Reprodução/Redes sociais

A pressão de prefeitos entra na conta, sem confirmação oficial

O post que deu origem a esta cobertura afirma que o Republicanos elegeu 83 prefeitos em Minas Gerais, o maior número do partido em qualquer estado do país, e que parte desses prefeitos estaria disposta a romper com a sigla se Cleitinho ficar de fora da disputa ao governo. Não há, até agora, nenhuma lista de nomes, nota assinada ou declaração pública que sustente essa suposta pressão de prefeitos.

Prefeitos filiados a um partido têm peso real numa eleição estadual, porque comandam a estrutura local de campanha, então uma debandada dessa magnitude, se de fato ocorrer, mudaria o tabuleiro eleitoral mineiro. Por enquanto, a suposta pressão de prefeitos é relatada apenas por um canal favorável ao senador, e a Folha de Patrocínio vai atualizar esta matéria assim que a direção do partido ou os próprios prefeitos se manifestarem sobre o assunto.

O que já está confirmado sobre a crise no Republicanos

Independentemente da questão dos prefeitos, a crise em torno da candidatura de Cleitinho é real e documentada. A Executiva Nacional do Republicanos negou o pedido do senador para disputar o governo de Minas, decisão mantida por Marcos Pereira mesmo diante da pressão de aliados. Gleidson Azevedo, irmão do senador e pré-candidato a deputado federal pelo mesmo partido, chegou a cogitar publicamente desistir da própria candidatura e “sair da política” caso a legenda não reveja a posição, e outros candidatos a deputado também ameaçaram abandonar a disputa.

Nas redes sociais, o descontentamento de eleitores já tinha gerado o movimento “Sem Cleitinho, sem voto”, com milhares de comentários cobrando a candidatura do senador em publicações oficiais do partido, como a Folha de Patrocínio já mostrou. O PL também entrou na disputa interna, pressionando o Republicanos a manter Cleitinho na corrida para não fragilizar o campo bolsonarista em Minas Gerais, movimentação detalhada pela CartaCapital na cobertura sobre os bastidores do impasse.

Por que a candidatura de Cleitinho pesa tanto nas pesquisas

O motivo de tanta pressão aparece nos números. Levantamento da RealTime Big Data mostrou que, num cenário sem Cleitinho na disputa, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) lidera as intenções de voto para o governo de Minas, seguido pelo deputado federal Patrus Ananias (PT). Entre os nomes ligados à direita, o ex-secretário Marcelo Aro (PP) aparece como principal alternativa ao senador, mas com desempenho inferior ao que Cleitinho registrava quando ainda era cotado.

É esse cenário que fundamenta o receio de parte da base do Republicanos: sem o senador na disputa, a direita mineira corre o risco de entrar fragmentada na eleição, dividida entre Marcelo Aro, o senador Carlos Viana e o influenciador Marco Antônio Costa, como a Folha de Patrocínio mostrou na cobertura sobre a candidatura de Superman ao Senado.

Para acompanhar todos os capítulos dessa novela política e outras notícias sobre a corrida ao governo de Minas Gerais, acesse a editoria de Política da Folha de Patrocínio.


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Retrato oficial do prefeito de Patrocínio, Gustavo Brasileiro
Gustavo Brasileiro, prefeito de Patrocínio. Foto: Prefeitura de Patrocínio/Divulgação

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