O Senado Federal em Minas Gerais ganhou mais um nome na disputa de 2026. Marco Antônio Costa, o influenciador conhecido como “Superman”, teve a candidatura ao cargo viabilizada na noite desta quarta-feira (5/8), depois de uma reviravolta no acordo entre partidos que sustentam a reeleição do governador Mateus Simões (PSD).
A confirmação veio depois que a federação União-PP voltou atrás e decidiu retomar o apoio a Simões no governo de Minas Gerais. Esse movimento abriu espaço para o Novo, partido de Marco Antônio Costa, reorganizar sua posição na chapa e lançá-lo ao Senado.


Como a candidatura de Marco Antônio Costa foi destravada
Até então, o Novo negociava a vaga de vice-governador na chapa de Mateus Simões. Com o retorno da federação União Progressista ao apoio ao governador, essa posição passou a ser disputada por Danilo de Castro, e o Novo perdeu o espaço na vice. Em troca, o partido do ex-governador Romeu Zema conseguiu viabilizar a candidatura própria de Marco Antônio Costa ao Senado.
Na prática, Minas Gerais chega perto do prazo de definição das candidaturas com três nomes de perfil bolsonarista disputando as duas vagas ao Senado pela via independente: Marco Antônio Costa pelo Novo, o senador Carlos Viana pelo PSD e o ex-secretário Marcelo Aro pelo PP. Nenhum dos três terá o apoio oficial de Simões, que mantém o respaldo do governo restrito a Carlos Viana.
Quem é “Superman”
Marco Antônio Costa é professor de Direito Constitucional e comentarista político, conhecido nas redes sociais por analisar a política nacional sob um viés bolsonarista. Ele ficou conhecido do público por seu trabalho como comentarista da Jovem Pan News, onde acumulou o apelido “Superman da Jovem Pan”.
Em maio de 2025, ele deixou São Paulo e se mudou para Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para construir uma candidatura ao Senado por Minas Gerais em 2026. A filiação ao Novo veio depois de resistência inicial no PL, partido pelo qual ele também avaliou disputar a vaga.
Nas redes sociais, soma mais de 1 milhão de seguidores, base que passa a ser um dos principais ativos da campanha, já que ele não contará com estrutura de apoio governista na disputa.
O que muda na chapa de Mateus Simões
Com a federação União Progressista de volta ao bloco governista, a disputa pela vice-governadoria em Minas Gerais volta a ficar concentrada entre nomes ligados a essa federação, enquanto o Novo abre mão da vice para garantir espaço próprio no Senado. O desenho final da chapa majoritária deve ser fechado nos próximos dias, conforme os partidos avançam para o prazo das convenções partidárias.
Segundo o Estado de Minas, a movimentação desta quarta-feira consolida um cenário de disputa fragmentada na direita mineira, com candidaturas independentes de Aro, Viana e Superman, sem uma coalizão única em torno do governo estadual.
Contexto: a novela política mineira de 2026
A confirmação da candidatura de Marco Antônio Costa é mais um capítulo de uma sequência de rupturas que se arrasta há meses no campo da direita mineira. O senador Cleitinho, cotado como principal nome bolsonarista para o Senado ou até para o governo do estado, acabou afastado das negociações em torno da chapa de Mateus Simões, rompimento que a Folha de Patrocínio acompanhou em reportagens anteriores.
Marcelo Aro, hoje um dos três candidatos independentes ao Senado ao lado de Marco Antônio Costa e Carlos Viana, também rompeu formalmente com Simões depois de meses como aliado próximo do governador, disputa que já tinha sido registrada em outra matéria do site sobre a definição da chapa governista. A sequência de acordos desfeitos e refeitos em poucos dias mostra a dificuldade da direita mineira em consolidar um único nome de consenso para a disputa estadual de 2026.
Com o prazo de convenções partidárias se aproximando, o Novo optou por assegurar espaço próprio no Senado em vez de insistir na disputa pela vice-governadoria, mesmo sabendo que Marco Antônio Costa entra na corrida sem o apoio explícito do Palácio da Liberdade. A aposta do partido é no 1 milhão de seguidores que ele acumulou como comentarista político nas redes, um capital eleitoral que ainda não foi testado nas urnas em Minas Gerais.
Para acompanhar outros desdobramentos da corrida ao governo de Minas Gerais e ao Senado, confira a cobertura da editoria de Política da Folha de Patrocínio.
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