A Prefeitura de Patrocínio confirmou, através da Secretaria Municipal de Saúde, que segue acompanhando a investigação na UPA de Patrocínio sobre a denúncia de importunação sexual registrada no último fim de semana. O caso envolve um médico de 65 anos, preso pela Polícia Militar, e uma paciente de 18 anos.
O que a Prefeitura informou sobre a investigação na UPA de Patrocínio
Em nota, a Prefeitura informou que a Secretaria Municipal de Saúde está em contato com a jovem e seus familiares, “prestando o suporte necessário e acompanhando a situação”. O Município destacou que os fatos estão sendo apurados pelas autoridades competentes e que aguarda a conclusão das investigações para o devido esclarecimento do ocorrido.
Segundo a nota, o profissional permanece afastado de suas atividades até a conclusão da apuração. A Prefeitura afirmou ainda que “permanece à disposição para colaborar com as autoridades, respeitando o processo de investigação e o direito de todos os envolvidos”.

Relembre o caso
A denúncia veio à tona no sábado (22), quando a paciente relatou à Polícia Militar ter sofrido contatos físicos de natureza sexual, sem consentimento, durante um atendimento na UPA 24 Horas. O médico negou as acusações, afirmando ter realizado apenas procedimentos de exame clínico de rotina. Com base no relato inicial, a PM deu voz de prisão ao profissional e o conduziu à sede do 46º Batalhão de Polícia Militar. A Folha de Patrocínio já havia noticiado a prisão em flagrante no mesmo fim de semana.
Nem o médico nem a paciente foram identificados publicamente pelas autoridades, e a Folha de Patrocínio mantém a mesma cautela: prisão em flagrante não é condenação, e as acusações seguem sob apuração.
O que diz a lei sobre importunação sexual
A importunação sexual é crime desde 2018, tipificado pelo artigo 215-A do Código Penal, incluído pela Lei 13.718/2018. A pena prevista é de reclusão de um a cinco anos para quem praticar ato libidinoso contra alguém, sem consentimento, com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro. Antes da lei, condutas desse tipo eram tratadas apenas como contravenção penal, com punição bem mais branda.
UPA 24 Horas é a principal porta de urgência do município
A unidade onde ocorreu o episódio, localizada na Praça Dr. Olímício Garcia Brandão, passou a se chamar oficialmente UPA 24 Horas em julho, depois de décadas conhecida como Pronto Socorro Municipal Terezinha Josefa Barra Nova. A mudança de nome atendeu a uma exigência do Ministério da Saúde para que o serviço fosse reconhecido dentro do modelo nacional de Unidades de Pronto Atendimento, com acesso a repasses federais próprios da categoria. A unidade funciona no modelo Fast Track, que prioriza o atendimento conforme a gravidade do caso, e é a principal porta de urgência da rede municipal de saúde, recebendo pacientes de Patrocínio e também de cidades da região.
É justamente por concentrar boa parte do atendimento de urgência do município que a investigação na UPA de Patrocínio ganhou repercussão rápida entre moradores, com a Secretaria Municipal de Saúde optando por se manifestar publicamente já nos primeiros dias do caso, antes mesmo da conclusão do inquérito policial.
Profissional segue afastado até conclusão da apuração
Enquanto a investigação corre, o médico segue afastado de suas atividades na rede municipal de saúde, conforme confirmado pela Prefeitura. A UPA 24 Horas continua funcionando normalmente para o atendimento da população, e a Secretaria Municipal de Saúde reforçou que segue prestando suporte à paciente e à família dela ao longo do processo.
A Folha de Patrocínio segue acompanhando os desdobramentos da investigação na UPA de Patrocínio e atualiza esta matéria assim que houver nova posição oficial da Polícia Militar ou da Prefeitura.
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