A Polícia Militar procura um homem de 27 anos apontado como autor de uma tentativa de homicídio na BR-365, em Patrocínio. Segundo o registro policial, ele atacou um colega de trabalho com uma faca dentro de uma empresa instalada às margens da rodovia e fugiu antes da chegada das guarnições. A vítima sofreu cerca de 16 perfurações e foi socorrida ao Pronto-Socorro Municipal.
O que começou o ataque, de acordo com o que os militares registraram, foi uma discussão banal no próprio serviço: os dois se desentenderam por causa de uma pistola de higienização usada no trabalho. No meio da troca de palavras, ainda conforme a versão que consta do registro, o suspeito partiu para cima do colega com uma faca.
A vítima tentou escapar. Segundo o relato policial, foi perseguida dentro da área da empresa e atingida de novo, já em fuga. O número de golpes, em torno de 16, é o que sustenta o enquadramento de tentativa de homicídio na BR-365 em vez de lesão corporal. Nenhuma das duas partes teve o nome divulgado pela corporação.

O que se sabe sobre a tentativa de homicídio na BR-365
A vítima chegou ao Pronto-Socorro Municipal de Patrocínio, e até a publicação desta matéria não houve divulgação oficial do quadro de saúde dela. Também não foi informada a hora exata em que o ataque aconteceu, nem o nome da empresa onde tudo se deu. A Polícia Militar registrou apenas que o local fica às margens da rodovia federal.
O que a corporação detalhou foi o esforço de achar o suspeito. Depois de deixar o local, ele não voltou para casa, e as guarnições passaram a percorrer endereços de parentes. Em Patrocínio, os militares estiveram na residência da mãe dele e nos endereços de dois irmãos. Em Guimarânia, cidade vizinha, houve diligência na casa de um terceiro irmão. Em Patos de Minas, os policiais procuraram no endereço de um quarto familiar.
Em nenhum desses lugares o homem foi encontrado. Os familiares, segundo a Polícia Militar, disseram não saber onde ele está. As buscas seguem em andamento.
Buscas em três cidades ao mesmo tempo
O raio das diligências diz muito sobre o que a corporação considera provável. Patrocínio, Guimarânia e Patos de Minas são ligadas justamente pela BR-365 e pelas estradas que a cruzam, e a hipótese que a polícia trabalha é a de fuga por rodovia, com apoio de parentes espalhados pela região. No Alto Paranaíba isso é fácil: a distância entre as três cidades se cobre em menos de uma hora de carro.
Enquanto o suspeito não é localizado, o caso segue registrado como tentativa de homicídio na BR-365. Se ele for preso ou se apresentar, a apuração passa à Polícia Civil, que conduz o inquérito e ouve vítima, testemunhas e o próprio investigado antes de o Ministério Público decidir se oferece denúncia.
Como a lei trata a tentativa
No Código Penal, tentativa de homicídio não é um crime separado. É o homicídio do artigo 121 combinado com o artigo 14, inciso II, que trata do crime começado e não consumado por circunstância alheia à vontade de quem agiu. A pena é a do homicídio, reduzida de um a dois terços, e o tamanho dessa redução depende de quanto o autor chegou perto do resultado. Em casos com muitos golpes e perseguição da vítima, a redução costuma ser a menor possível.
O que decide o enquadramento é a intenção que a conduta demonstra, e é sobre isso que a investigação vai se debruçar. Número de golpes, região do corpo atingida, uso de instrumento cortante e o fato de a vítima ter sido perseguida depois de tentar fugir são os elementos que a Polícia Civil costuma reunir para sustentar que havia intenção de matar, e não só de ferir.
Outros casos recentes em Patrocínio
Não é o primeiro registro desse tipo na cidade neste semestre. Em 23 de agosto, uma tentativa de homicídio em Patrocínio deixou um homem na UTI e terminou com dois presos. Em 7 de setembro, um patrocinense foi morto a facadas numa república de Patos de Minas, também depois de uma discussão sem importância.
Nos três casos, incluindo a tentativa de homicídio na BR-365, o motivo declarado é pequeno e a reação é desproporcional, sempre com arma branca. É também o tipo de ocorrência que quase nunca envolve planejamento, o que costuma encurtar o tempo de fuga: sem plano, o autor tende a procurar quem conhece, e é exatamente aí que a polícia vai bater.
Quem tiver informação que ajude a localizar o suspeito pode acionar o 190, da Polícia Militar, ou o 181, o Disque Denúncia Unificado de Minas Gerais, que aceita informação anônima. As informações desta reportagem foram apuradas a partir do registro policial divulgado pela Rádio Difusora 95.3 FM e de consulta às demais fontes policiais da região.
A Folha de Patrocínio procurou a Polícia Militar para confirmar o estado de saúde da vítima e uma eventual prisão do suspeito da tentativa de homicídio na BR-365. Esta matéria será atualizada quando houver resposta.
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