Homicídio em Patrocínio: mulher que matou ex-companheiro no último dia 9 é liberada e segue investigada
Mulher de 43 anos que matou o ex-companheiro a facadas foi liberada após depor, mas segue investigada pela Polícia Civil.

Homicídio em Patrocínio na tarde da última quinta-feira (9) terminou com um homem morto a golpes de faca. A ex-companheira dele, de 43 anos, é apontada como autora. Dias depois, a Polícia Civil veio a público esclarecer que a mulher foi liberada após depor, mas continua sendo investigada.

O que se sabe sobre o homicídio em Patrocínio
Segundo a Polícia Militar, o caso aconteceu por volta das 17h20 na Rua Maria Correia de Queiroz, no bairro Enéas Aguiar. Durante uma discussão, a mulher desferiu golpes de faca contra Marcos Ferreira de Melo, de 27 anos. Um dos golpes atingiu o tórax da vítima e foi fatal. O corpo foi levado ao Instituto Médico-Legal (IML) para necropsia.
Ainda de acordo com a corporação, foi a própria autora quem chamou a Polícia Militar e se entregou. No depoimento, ela disse que sofria agressões e que temia uma nova investida do ex-companheiro. Os celulares dos dois foram apreendidos para ajudar na apuração.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Com a repercussão do caso na cidade, a Polícia Civil se manifestou para esclarecer a situação da mulher. Ela foi ouvida pela 2ª Central Estadual do Plantão Digital e, depois de prestar depoimento, foi liberada. A corporação fez questão de reforçar que ela segue investigada e que a liberação não significa arquivamento do caso.
A Polícia Civil informou ainda que requisitou perícia técnica, que o exame de necropsia foi feito no Posto Médico-Legal e que os celulares da vítima e da autora foram apreendidos. As investigações sobre o homicídio em Patrocínio continuam para apurar todas as circunstâncias que levaram ao desfecho fatal.
Histórico de violência doméstica no relacionamento
Segundo as informações repassadas pelas polícias, o relacionamento já tinha um histórico de registros ligados à violência doméstica. A vítima respondia por agressão e por descumprimento de medida protetiva, prevista na Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), e o casal era acompanhado pela Rede de Proteção. A versão da mulher, de que agiu com medo de uma nova agressão, será apurada ao longo do inquérito.
O que ainda será apurado
Até agora, nada foi confirmado como legítima defesa. Caberá à investigação e, depois, à Justiça definir o enquadramento do caso. Por isso, a Folha preserva a identidade da autora, que não teve o nome divulgado oficialmente e responde apenas na condição de investigada.
Alpha for MenMais notícias policiais de Patrocínio e região estão na editoria de Policial, e mais notícias da cidade estão na editoria de Patrocínio. As informações oficiais sobre inquéritos e delegacias ficam no site da Polícia Civil de Minas Gerais.
Onde buscar ajuda
Quem vive uma situação de violência doméstica pode e deve pedir ajuda. A Central de Atendimento à Mulher atende pelo telefone 180, de graça e em sigilo, 24 horas por dia. Em caso de emergência, o número da Polícia Militar é o 190. As denúncias também podem ser registradas na Delegacia de Polícia Civil de Patrocínio.
O que é a medida protetiva
Prevista na Lei Maria da Penha, a medida protetiva é uma ordem judicial que pode, entre outras providências, proibir o agressor de se aproximar ou de manter contato com a vítima. O descumprimento é crime e pode levar à prisão. No caso, segundo as polícias, havia registro anterior de descumprimento dessa medida, ponto que também deve ser considerado ao longo da investigação em curso.
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