Um alerta disparado no grupo de mensagens que liga lojistas do centro à Polícia Militar terminou em prisão por furto em Patrocínio na sexta-feira (21). Um homem de 39 anos foi abordado na Avenida Faria Pereira com um óculos de sol e um lenço que, segundo a corporação, haviam saído de uma loja da região sem passar pelo caixa.
A ocorrência foi registrada por volta do meio-dia. De acordo com a Polícia Militar, a guarnição recebeu a denúncia pela Rede de Comércios Protegidos, canal que reúne comerciantes e militares num mesmo grupo de mensagens, com a informação de que um homem havia levado produtos de um estabelecimento comercial da avenida.
Durante o patrulhamento na área indicada, os militares localizaram o suspeito. Com ele estavam os dois itens descritos na denúncia: um óculos de sol e um lenço, também descrito como bandana. O material foi apreendido e o homem foi preso e levado à Delegacia de Polícia Civil, que dá seguimento ao caso.

O que se sabe sobre o furto em Patrocínio
Parte dos dados sobre o furto em Patrocínio segue sem divulgação oficial. A Polícia Militar não informou o nome do estabelecimento nem o valor dos produtos levados, nem esclareceu se o homem já respondia por outras ocorrências na cidade. O nome do suspeito não foi divulgado, como é padrão da corporação em registros desse tipo.
Até a publicação desta reportagem, a Folha não teve acesso ao boletim de ocorrência. Nenhuma acusação formal havia sido apresentada, e o homem segue na condição de suspeito até que a Justiça avalie o caso. Cabe à Polícia Civil concluir o procedimento e encaminhá-lo ao Ministério Público.
Como funciona a Rede de Comércios Protegidos
O programa é uma das frentes de policiamento comunitário da Polícia Militar de Minas Gerais. Comerciantes de uma mesma região entram num grupo de mensagens junto com os militares responsáveis pelo setor e usam o canal para avisar sobre movimentações suspeitas, descrever pessoas e repassar imagens de câmeras enquanto o fato ainda está acontecendo.
A vantagem é de tempo. Quem está atrás do balcão costuma perceber o problema antes de qualquer viatura passar pela rua, e o aviso chega à guarnição com o suspeito ainda nas imediações. Foi assim na sexta-feira: a denúncia saiu do grupo, a guarnição foi até o trecho indicado e encontrou os produtos com o homem abordado.
A PM mantém programa parecido voltado a áreas residenciais, a Rede de Vizinhos Protegidos. A adesão é voluntária e o comerciante ou morador interessado precisa procurar a companhia responsável pelo seu setor.
Avenida Faria Pereira concentra o comércio central
A Avenida Faria Pereira é o principal corredor comercial de Patrocínio. Lojas de vestuário, óticas, farmácias e agências bancárias ocupam o trecho central, que também recebe boa parte do fluxo de pedestres da cidade em horário comercial. Foi nesse pedaço da avenida que se deu o furto em Patrocínio registrado na sexta.
A segurança da região vem sendo tratada pelo poder público. A Prefeitura anunciou a ampliação do sistema de videomonitoramento em Patrocínio, com novas câmeras em pontos de maior movimento. As imagens servem tanto para acompanhar o trânsito quanto para apoiar as polícias em ocorrências como essa.
Furto e roubo têm penas diferentes
O uso cotidiano confunde os dois termos, mas a lei separa bem as situações. O Código Penal define furto, no artigo 155, como subtrair coisa alheia móvel sem violência ou grave ameaça, com pena de um a quatro anos de reclusão e multa. O roubo, previsto no artigo 157, envolve violência ou ameaça contra a vítima e tem pena mínima de quatro anos.
Quando o objeto é de pequeno valor e o autor é primário, o juiz pode aplicar o chamado furto privilegiado, substituindo a reclusão por detenção, reduzindo a pena ou aplicando somente a multa. Essa avaliação não cabe à polícia. Depende do andamento do inquérito e da decisão da Justiça.
Comerciantes que passarem por situação parecida devem acionar a Polícia Militar pelo 190 e preservar as imagens das câmeras, que costumam ser a prova mais direta em casos de furto em Patrocínio. Denúncias anônimas também podem ser feitas pelo Disque Denúncia Unificado, no 181.
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