Jovem Érika saiu da UTI, mas quadro neurológico ainda preocupa
Família diz que traqueostomia e perna amputada evoluem bem; jovem sofreu um AVC, ainda não fala, mas aperta a mão dos parentes e responde a estímulos.

A jovem Érika, de Patrocínio, saiu da UTI e foi levada para um quarto, mas o estado de saúde dela ainda é considerado delicado. A informação está na atualização divulgada pela família nesta semana, que relata avanços na recuperação física e deixa claro que a maior preocupação agora é o quadro neurológico. Érika se feriu em um acidente de trânsito quando estava na garupa de uma motocicleta que, segundo o relato, foi atingida por um carro.
A família não informou em qual hospital ela está internada, nem a data e o local do acidente. O sobrenome da jovem também não foi divulgado. Por isso, esta reportagem se limita ao que os parentes tornaram público.
O que diz a atualização da família
De acordo com o boletim compartilhado pelos parentes, a traqueostomia feita em Érika foi bem-sucedida e o local está cicatrizando bem. A perna que precisou ser amputada também tem boa evolução, e ela segue recebendo antibióticos.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.Os rins, os pulmões e os demais órgãos funcionam normalmente, ainda segundo a família. Não há sinais de infecção, e a pressão arterial e os batimentos cardíacos estão dentro do esperado. Foi com esse conjunto de sinais estáveis que ela saiu da UTI e passou a ser acompanhada no quarto.
Quadro neurológico ainda preocupa
A notícia de que Érika saiu da UTI veio acompanhada de um alerta. A família conta que ela sofreu um AVC e que o despertar ainda não é considerado favorável pela equipe médica. Há momentos em que ela desperta e faz alguns movimentos, e esses sinais serão avaliados pelos neurologistas.
Érika ainda não fala. Mesmo assim, responde a estímulos, e os parentes contam que ela aperta a mão de quem está ao lado. Segundo a atualização, os médicos ainda não conseguem dizer se haverá sequelas nem até onde vai a recuperação. A família pede orações e agradece o apoio que tem recebido.

Érika saiu da UTI: o que isso significa
Quando um paciente deixa a terapia intensiva, isso costuma significar que as funções vitais estão estáveis o bastante para dispensar o monitoramento intensivo. Mas ainda não é alta: no quarto, o acompanhamento continua, com equipe de enfermagem, fisioterapia e visitas médicas diárias, e o paciente pode voltar para a terapia intensiva se houver piora.
A traqueostomia é um procedimento comum em pessoas que precisam de apoio para respirar por um período mais longo. Ela facilita os cuidados com as vias aéreas e, em muitos casos, é retirada quando o paciente recupera a capacidade de respirar sozinho.
Já o AVC, o acidente vascular cerebral, acontece quando o fluxo de sangue para uma parte do cérebro é interrompido ou quando um vaso se rompe. A recuperação varia muito de pessoa para pessoa e pode levar meses. O Ministério da Saúde lembra que a reabilitação, com fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional, é parte central do tratamento depois da fase aguda.
Reabilitação pelo SUS
Pessoas que passaram por amputação têm direito a acompanhamento de reabilitação pelo Sistema Único de Saúde, o que inclui avaliação para prótese e treino de marcha. Esse atendimento é feito em serviços especializados da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, com encaminhamento a partir da unidade de saúde de referência do paciente.
A família de Érika não falou, por enquanto, sobre os próximos passos do tratamento. Pelo que foi informado até agora, a atenção da equipe está concentrada na avaliação neurológica.
Trânsito e motocicletas em Patrocínio
A atualização sobre Érika recebeu dezenas de mensagens de apoio nas redes sociais e chega numa semana em que o trânsito está em pauta na cidade. Patrocínio recebeu nesta quarta-feira ações da Semana Nacional de Trânsito, com blitze educativas nas ruas.
Motociclistas e garupas estão entre as vítimas mais vulneráveis em colisões com carros, porque não contam com a proteção da carroceria. O uso de capacete afivelado, a velocidade compatível com a via e a atenção redobrada em cruzamentos valem tanto para quem pilota quanto para quem vai na garupa.
A Folha vai acompanhar a recuperação de Érika agora que ela saiu da UTI, sempre a partir das informações que a família decidir tornar públicas.





