Casal morto em Paracatu é achado dentro de carro no bairro JK
Mulher de 41 anos estava no banco do passageiro e homem de 39 ao volante; revólver calibre .38 foi recolhido pela perícia, e família diz não saber de ameaças.

O casal morto em Paracatu na madrugada deste domingo (27) foi encontrado por uma patrulha da Polícia Militar dentro de um Volkswagen Gol branco, estacionado numa rua pouco movimentada do bairro JK, perto da concessionária Planeta Chevrolet. Os dois tinham ferimentos de arma de fogo e já estavam sem sinais vitais quando os militares se aproximaram. A Polícia Civil abriu investigação para esclarecer o que aconteceu dentro do carro.
Segundo as informações da PM repassadas à imprensa local, as vítimas são Elisângela Pereira de Mello, de 41 anos, e Euclides Alves Ferreira Júnior, de 39. Ela estava no banco do passageiro. Ele estava no banco do motorista. Um revólver calibre .38 foi encontrado junto ao homem e recolhido pela perícia.

O que a PM encontrou no bairro JK
A equipe do Tático Móvel fazia patrulhamento de rotina pela região quando viu o carro parado num trecho afastado da via. Ao abordar o veículo, os policiais encontraram os dois ocupantes baleados. A perícia técnica foi acionada, a arma foi apreendida e os corpos seguiram para o Instituto Médico Legal (IML). O Gol foi guinchado para o pátio credenciado.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.De acordo com o registro da Polícia Militar citado pelos portais GMOR News e Paracatu News, a ocorrência foi lançada como homicídio consumado, com registros ligados a violência doméstica. O boletim fala, em caráter inicial, numa possível motivação passional. A própria PM ressalta que a dinâmica dos disparos ainda será apurada pela Polícia Civil, e nenhuma autoridade atribuiu a autoria do crime até a publicação desta reportagem.
Casal morto em Paracatu tinha se separado havia pouco tempo
Familiares ouvidos no local contaram aos policiais que Elisângela e Euclides mantinham um relacionamento e tinham se separado recentemente. Ainda segundo o relato registrado pela PM, a família disse não saber de ameaças ou de brigas por causa do término.
Uma loja perto do ponto onde o carro estava tem câmeras de segurança. Como o estabelecimento estava fechado na madrugada, as imagens não foram recolhidas na hora. As gravações podem ajudar a Polícia Civil a reconstruir as últimas horas do casal morto em Paracatu.
O que a investigação ainda precisa responder
O caso do casal morto em Paracatu segue sob investigação. A Polícia Civil deve ouvir parentes e conhecidos, analisar o laudo do IML, o exame de balística do revólver e a origem da arma. Também deve verificar se havia registro anterior de violência doméstica envolvendo os dois, se existia medida protetiva e de quem era o carro. O enquadramento final do crime depende desse material.
Até o fechamento desta matéria, não havia informação sobre velório e sepultamento. A Folha vai atualizar o texto se as famílias ou a funerária divulgarem horário e local.
Paracatu fica no Noroeste de Minas, região vizinha ao Alto Paranaíba. Nas últimas semanas, a Folha noticiou outros casos de violência entre ex-companheiros na região. Em Patos de Minas, a PM prendeu um homem que descumpriu medida protetiva e invadiu com uma faca a casa da ex-companheira.
Onde pedir ajuda em caso de violência doméstica
Quem sofre ameaça ou agressão de companheiro ou ex-companheiro, ou sabe de alguém nessa situação, pode denunciar pelo Ligue 180. A Central de Atendimento à Mulher funciona 24 horas, a ligação é gratuita e a denúncia pode ser anônima. Em emergência, com risco imediato, o número é o 190 da Polícia Militar.
A denúncia não precisa partir da vítima. Vizinhos, parentes e colegas também podem acionar a polícia. Em Patrocínio e nas cidades da região, a vítima pode pedir medida protetiva de urgência na delegacia da Polícia Civil, que encaminha o pedido ao Judiciário. A Lei Maria da Penha prevê que o juiz decida sobre o pedido em até 48 horas.







