Caminhão-tanque com álcool pega fogo e destrói cabine na MG-187
Bombeiros usaram duas linhas de combate e câmera térmica para conter as chamas; o motorista, de 66 anos, saiu sem ferimentos e a carga ficou com a transportadora.

Um caminhão-tanque com álcool pegou fogo na noite de quarta-feira (30), na MG-187, perto de Patrocínio, e a cabine foi tomada pelas chamas. O motorista, um homem de 66 anos, conseguiu sair a tempo e não se feriu. O Corpo de Bombeiros montou duas linhas de combate para impedir que o fogo comprometesse os tanques e, segundo a corporação, a situação foi controlada sem explosão nem vazamento da carga.
Como foi o incêndio no caminhão-tanque com álcool
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a equipe foi acionada por volta das 19h30 para atender a ocorrência no quilômetro 36 da MG-187, próximo ao Clube Mutema. O veículo era um bitrem, conjunto formado por cavalo mecânico e duas carrocerias, e levava álcool, um líquido inflamável.
O relato repassado pelos militares é que o fogo começou depois de o condutor ouvir um estrondo vindo do motor. As chamas tomaram toda a cabine e avançaram em direção às composições que transportavam o combustível. Quando a guarnição chegou, o homem já havia deixado o caminhão e não apresentava ferimentos.
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Corpo e Alma MotelSeu momento, com toda a discrição.A causa do estrondo e do início do fogo não foi detalhada pelos Bombeiros nas informações divulgadas até aqui. Também não há, nesses relatos, indicação de responsável pelo problema, e a Folha não atribui culpa a ninguém. O que se sabe vem da própria corporação.
O que os Bombeiros fizeram para evitar o pior
A prioridade da equipe, segundo o relato, foi proteger a estrutura dos tanques. Os militares armaram rapidamente duas linhas de combate a incêndio para controlar as chamas e evitar que a estrutura cedesse, o que poderia provocar uma explosão ou o extravasamento do líquido inflamável na pista.
Depois da extinção do fogo, a guarnição usou câmeras térmicas para acompanhar a temperatura da estrutura dos tanques e dos líquidos armazenados. O monitoramento serve para verificar se o metal continua quente o bastante para representar risco e se há chance de o fogo voltar. Com a ocorrência sob controle, coube à transportadora fazer o transbordo da carga, isto é, passar o álcool para outro veículo ou reservatório em condições seguras.

Por que o transporte de álcool exige tanto cuidado
O álcool usado como combustível, o etanol, é um líquido inflamável. Seus vapores se acumulam perto do recipiente e podem pegar fogo com facilidade, por isso um incêndio em caminhão-tanque com álcool preocupa mais do que o fogo em um veículo comum. Em tanque aquecido, o líquido e os vapores sofrem aumento de pressão, e é esse risco que as equipes de resgate tentam afastar quando resfriam a carroceria com água.
Por se tratar de produto perigoso, o transporte rodoviário de cargas como essa segue regras próprias previstas na legislação federal, que tratam de sinalização do veículo, documentação e preparo do motorista. A fiscalização da atividade é feita por órgãos como a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que reúne em seu site as normas do setor.
Na prática, quando há fogo em um caminhão-tanque com álcool ou carga parecida, quem passa pelo local deve ficar longe. É preciso obedecer ao isolamento feito pelos militares e evitar parar o carro para olhar ou tentar apagar o fogo por conta própria. O álcool queima com chama pouco visível à luz do dia, o que aumenta o perigo de aproximação, e o clarão pode surgir de uma hora para outra se houver vazamento.
Rodovias da região e o trabalho do Corpo de Bombeiros em Patrocínio
Patrocínio é um dos principais polos agrícolas de Minas Gerais, e as estradas do município e do entorno recebem todos os dias caminhões que levam insumos, combustíveis e a produção do campo. Com tanto caminhão na estrada, ocorrências com veículos pesados, inclusive as com carga inflamável, pedem uma equipe treinada para agir rápido.
No caso de um caminhão-tanque com álcool em chamas, o Corpo de Bombeiros Militar de Patrocínio é a corporação que atende esse tipo de chamado na cidade e na região. Em situações com risco de explosão ou vazamento, a atuação segue uma sequência conhecida: isolar a área, resfriar a estrutura atingida, controlar o fogo e só então liberar a pista e passar a responsabilidade pela carga ao dono. É o que o relato dos militares descreve neste caso.
Em caso de emergência na estrada, como incêndio em veículo, vazamento de produto ou acidente com carga perigosa, o telefone do Corpo de Bombeiros é o 193. Informar o quilômetro da rodovia, o sentido e o tipo de carga, quando for possível ver, ajuda a equipe a chegar mais depressa e com o equipamento certo.
O que ainda não foi informado
Até a publicação desta matéria, os Bombeiros não divulgaram a quantidade de álcool que o bitrem levava, o tempo que a pista ficou com a circulação afetada nem a origem e o destino da carga. Também não foi informado o nome da transportadora responsável. A Folha segue acompanhando o caso do caminhão-tanque com álcool e atualiza o texto se houver novas informações oficiais.
Com informações e fotos do Corpo de Bombeiros, segundo o Patrocínio Online e o Patrocínio Fácil. Mais ocorrências em Policial.
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