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Boca de urna: 46º BPM terá 253 militares nas eleições

Batalhão reforça o policiamento no 1º turno com todas as viaturas, sem militares de férias, e explica o que o eleitor pode e não pode fazer perto das seções.

Militares da Polícia Militar do 46º BPM em Patrocínio, foto de arquivo sobre a boca de urna nas eleições
Militares da Polícia Militar do 46º BPM em Patrocínio, foto de arquivo sobre a boca de urna nas eleições

Quem for votar em Patrocínio no domingo (4) vai encontrar mais farda perto das seções. O 46º Batalhão da Polícia Militar montou um esquema de segurança para o primeiro turno das eleições com 253 militares, reforço de outras frações e todas as viaturas disponíveis do batalhão. Entre as prioridades, segundo a corporação, está a repressão à boca de urna e a prevenção de conflitos entre eleitores por causa de política.

As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (30) e detalham como a PM pretende trabalhar na cidade e na área de atuação do batalhão durante o pleito.

Nenhum militar de férias e reforço de fora

O efetivo anunciado é de 253 policiais militares. O número inclui homens e mulheres do próprio 46º BPM e o reforço de Patos de Minas e de outras frações, que vão atuar em conjunto com a tropa local. Segundo o batalhão, nenhum militar estará de férias no período da eleição, e todas as viaturas disponíveis serão colocadas nas ruas.

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A operação cobre o dia da votação, quando as seções eleitorais funcionam das 8h às 17h, e o entorno dos locais de votação, onde costumam se concentrar os episódios de aglomeração e de discussão entre eleitores. O comando também faz um alerta sobre o consumo de bebida alcoólica no período.

O que a PM chama de boca de urna

A boca de urna é uma das principais preocupações do batalhão. O subcomandante do 46º BPM, major Herbert, explicou a diferença entre o que é permitido e o que é proibido no dia da votação. “O eleitor pode comparecer ao local de votação utilizando camisa, broche ou outro elemento que demonstre sua preferência política, mas não pode tentar convencer outros eleitores”, afirmou.

Na prática, o eleitor tem o direito de se manifestar de forma individual e silenciosa, com camiseta, boné, adesivo ou broche do candidato de sua escolha. O que a lei veda é a atividade de aliciar votos: abordar pessoas na fila, distribuir santinhos, pedir voto ou fazer propaganda em voz alta perto das seções. A regra está na Lei das Eleições (Lei 9.504/1997), que trata a boca de urna como crime eleitoral, com pena de detenção e multa.

Como a boca de urna é crime, quem insistir na prática pode responder por ela perante a Justiça Eleitoral. O alerta da PM, portanto, vale tanto para quem faz campanha no dia da votação quanto para o eleitor que, sem perceber, passa da manifestação silenciosa para o convencimento de outras pessoas.

Militar do 46º BPM em Patrocínio, que reforça a fiscalização da boca de urna
Militar do 46º BPM em cerimônia no município. Foto: Prefeitura de Patrocínio (arquivo).

Foco nos conflitos políticos

Outra frente da operação é evitar que a divergência política termine em briga. A reta final da campanha esquentou a cidade, com agenda de candidatos como a visita de Nikolas Ferreira a Patrocínio, na terça-feira (29). Nesse clima, o foco da PM é a prevenção: impedir que uma divergência entre eleitores vire agressão perto dos locais de votação.

A organização da votação e a fiscalização da propaganda cabem à Justiça Eleitoral. À PM cabe garantir a ordem no entorno das seções e agir quando houver crime, como no caso da boca de urna, sem interferir no funcionamento da votação.

O que o eleitor precisa saber

Para evitar problemas no domingo, vale seguir algumas orientações que constam da legislação e do alerta feito pela PM:

  • usar camisa, boné ou broche com a cor ou o número do candidato é permitido, desde que a manifestação seja individual e silenciosa;
  • não pedir voto, não distribuir material de campanha e não fazer propaganda em voz alta perto das seções, o que caracteriza boca de urna;
  • evitar discussões políticas na fila e nas imediações do local de votação;
  • evitar o consumo de bebida alcoólica, conforme orientou o batalhão;
  • denunciar irregularidades ao 190 ou diretamente aos mesários e à Justiça Eleitoral.

O cuidado vale para o próprio eleitor: uma discussão que sai do controle ou uma abordagem irregular perto da urna pode acabar em ocorrência policial e atrasar o voto de quem só quer votar.

Eleição de cinco cargos

No dia 4 de outubro, os eleitores de Patrocínio escolhem presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. A votação vai das 8h às 17h, no horário de Brasília. Com o efetivo nas ruas, a PM quer que todo mundo vote em paz.

A Folha de Patrocínio acompanha o esquema de segurança e traz as informações do dia da votação conforme forem sendo divulgadas pelas autoridades. Com informações do Patrocínio Online e do 46º BPM.


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Retrato oficial do prefeito de Patrocínio, Gustavo Brasileiro
Gustavo Brasileiro, prefeito de Patrocínio. Foto: Prefeitura de Patrocínio/Divulgação

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