O caso da bebê Helena teve uma mudança nesta segunda-feira (20): Francisco Ray Magalhães, de 22 anos, apontado como “ficante” da mãe da criança, foi solto depois que a Polícia Civil do Ceará decidiu não indiciá-lo. A menina, de 10 meses, morreu no dia 13 de julho, no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza, e o inquérito sobre sua morte terminou concluindo que a mãe e um outro homem devem responder por homicídio culposo.

Quem é Francisco Ray Magalhães, o homem solto no caso da bebê Helena

Francisco Ray foi preso ainda no dia da morte de Helena, junto com o primo Roberto Levy Magalhães, de 26 anos. Segundo a defesa de Francisco Ray, ele não estava no mesmo quarto em que a criança dormia no momento do óbito e se apresentou de forma voluntária para coleta de material genético durante a investigação.

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Com o fim do inquérito, em 17 de julho, a Polícia Civil não encontrou elementos para indiciá-lo, e ele deixou a prisão nesta segunda-feira.

caso da bebê Helena: Francisco Ray Magalhães e a mãe da criança, Ysabelle Rodrigues
Francisco Ray Magalhães, solto sem indiciamento, e Ysabelle Rodrigues, mãe de Helena, indiciada por homicídio culposo. Foto: Reprodução/redes sociais

Quem foi indiciado no caso da bebê Helena

Ainda de acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a mãe da menina, Ysabelle Rodrigues, foi indiciada por homicídio culposo comissivo por omissão. Roberto Levy Magalhães, primo de Francisco Ray, também foi indiciado, por homicídio culposo.

Em depoimento, Ysabelle relatou que dormia em uma rede com a filha quando decidiu levá-la para um quarto, por causa da tosse provocada pelo ar-condicionado. Discutiu com Roberto Levy e, segundo contou à polícia, “apagou” logo em seguida. Ao acordar, percebeu a filha em outra posição e afirmou ter visto Roberto Levy sobre a criança, momento em que o empurrou e saiu correndo para pedir ajuda.

O inquérito já foi encaminhado ao Ministério Público, que agora decide se apresenta ou não denúncia formal contra os indiciados. Na prática, homicídio culposo é aquele em que não há intenção de matar, mas o resultado morte decorre de negligência, imprudência ou imperícia; a expressão “comissivo por omissão”, usada no indiciamento da mãe, se refere a quem tinha o dever legal de cuidar da vítima e não agiu para evitar o resultado.

A repercussão do caso e o pedido de justiça do pai

O pai de Helena, Erisvaldo Almeida, estava viajando quando a filha morreu e publicou uma carta aberta nas redes sociais pedindo justiça, na qual descreveu a dor de perder a criança. Em depoimentos à imprensa, ele questionou a versão dada pela mãe sobre os fatos daquela noite.

A repercussão do caso nas redes levou a ameaças contra Ysabelle Rodrigues, atribuídas a perfis ligados a facções criminosas, o que motivou a concessão de uma medida protetiva em favor dela pela Justiça do Ceará.

Relembre o caso da bebê Helena

Nos primeiros dias após a morte, chegou a circular a suspeita de que Helena teria sido vítima de violência sexual. A perícia do Instituto de Perícia Forense do Ceará (Pefoce) descartou essa hipótese e apontou asfixia mecânica indireta como causa da morte, conforme a Folha de Patrocínio já havia noticiado.

Mais detalhes sobre os indiciamentos e a defesa dos envolvidos podem ser conferidos na cobertura do O Povo, jornal de Fortaleza que acompanha o caso desde o início.