A família de José Eurípedes Gomes, atropelado por uma motocicleta na noite de sábado (30) e que não resistiu aos ferimentos no dia seguinte, confirmou os detalhes do velório e do sepultamento em Patrocínio.
Como serão o velório e o sepultamento
O corpo de José Eurípedes Gomes está sendo velado no Velório 02 da Funerária Irmãos Almeida, na Rua Cesário Alvim, 1311, no Centro de Patrocínio. O sepultamento vai acontecer nesta quarta-feira (2), às 8h, no Cemitério Municipal de Patrocínio.
Ele era casado com Maria Aparecida Alves Gomes e deixa as filhas Daniele Aparecida Alves Gomes e Juliana Alves Gomes, além de genro, netos e outros familiares e amigos. Em nota, a Funerária Irmãos Almeida registrou que a família agradece a todos que se fizerem presentes neste momento de despedida.
A Funerária Irmãos Almeida fica no Centro de Patrocínio e é uma das responsáveis pelo velório de moradores da cidade e região. O corpo segue no Velório 02 do local até o horário do sepultamento, marcado para o início da manhã desta quarta-feira no Cemitério Municipal, um dos principais espaços da cidade reservados para esse tipo de cerimônia.

Relembre o caso
José Eurípedes Gomes, de 66 anos, foi atingido por uma motocicleta Honda CG 150 Titan enquanto atravessava a Avenida Marciano Pires, no cruzamento com a Rua Pinto Dias. Segundo o relatório da Polícia Militar, o condutor da moto disse não ter visto a vítima a tempo de frear, atribuindo isso à baixa luminosidade do local e a uma árvore que atrapalha a visão de quem se aproxima do cruzamento.
Ele foi socorrido pelo SAMU e levado ao Pronto-Socorro Municipal de Patrocínio, sendo depois transferido para o Hospital das Clínicas de Uberlândia por causa da gravidade dos ferimentos. Mesmo com o atendimento especializado, não resistiu e morreu na noite de domingo (31), cerca de 24 horas depois do atropelamento.
Segundo o 46º Batalhão da Polícia Militar, o condutor da motocicleta não tinha habilitação para dirigir, e o veículo estava sem licenciamento em dia, o que resultou em autos de infração lavrados no local. A Folha de Patrocínio já havia noticiado o caso do atropelamento na Avenida Marciano Pires assim que a morte foi confirmada.
Como José Eurípedes Gomes morreu depois de registrado o boletim de ocorrência inicial, o caso tende a ser reclassificado pela autoridade policial, passando de lesão corporal culposa para homicídio culposo no trânsito. Essa mudança costuma abrir espaço para uma investigação mais detalhada sobre a velocidade da motocicleta no momento do impacto e sobre a real condição de visibilidade do cruzamento naquela noite.
Independentemente do desfecho na esfera criminal, o Código Civil prevê que a família da vítima pode buscar indenização por danos morais e materiais em ação própria. Esse tipo de caso costuma esbarrar justamente na discussão sobre quem tinha o dever de manter a sinalização e a iluminação daquele trecho em condições adequadas.
Como funciona o registro de óbito
Casos de morte violenta ou acidental, como este, costumam exigir um procedimento um pouco mais longo antes da liberação do corpo para a família: exame necroscópico no Instituto Médico Legal e emissão da declaração de óbito pela autoridade competente, só depois repassada ao cartório para o registro civil. O portal do Registro Civil explica o passo a passo desse processo para quem tiver dúvidas sobre a documentação necessária em situações parecidas.
No caso de José Eurípedes Gomes, esse trâmite já foi concluído a tempo de permitir o velório e o sepultamento dentro do prazo usual em Patrocínio, sem a demora que às vezes ocorre quando a perícia leva mais dias para ser finalizada.
A Folha de Patrocínio se solidariza com a família e os amigos de José Eurípedes Gomes neste momento de luto.

