Um corpo encontrado em Perdizes neste domingo (23) pode ser de Tiago Ribeiro, de 21 anos, desaparecido desde junho na cidade do Alto Paranaíba. Segundo apuração inicial, a identidade ainda não tem confirmação oficial e depende de exames periciais, que devem sair nos próximos dias.
O jovem estava desaparecido havia dois meses, período em que a família registrou o caso e passou a cobrar diligências das autoridades. Imagens de câmeras de segurança que circularam nas redes sociais neste fim de semana mostram o entorno do corpo encontrado em Perdizes, numa rua residencial do município.
Corpo encontrado em Perdizes: o que já se sabe
As informações preliminares indicam que o corpo foi localizado por moradores e encaminhado às autoridades policiais, que isolaram a área para os procedimentos de praxe. Até a publicação desta matéria, nem a Polícia Civil nem o Instituto Médico Legal (IML) responsável pela região haviam divulgado nota oficial confirmando a identidade da vítima ou a causa da morte.
A Folha optou por não repetir detalhes sobre o estado em que o corpo foi encontrado, por não haver confirmação oficial e por respeito à família, que ainda aguarda o resultado dos exames. A expectativa é que a perícia técnica, incluindo exame de DNA quando necessário, traga uma resposta definitiva sobre a identidade nos próximos dias.
A busca por Tiago Ribeiro
O desaparecimento de Tiago Ribeiro mobilizou moradores de Perdizes ao longo dos últimos dois meses. Casos de pessoas desaparecidas nesse período costumam gerar buscas voluntárias organizadas por familiares e amigos, além de boletins de ocorrência que alimentam o trabalho das polícias Civil e Militar na região do Alto Paranaíba.
Perdizes é vizinha direta de Patrocínio, fica a cerca de 76 km pela BR-462, e a 46 km de Araxá. Segundo o Censo 2022 do IBGE, o município soma pouco mais de 17 mil habitantes. Cidades desse porte costumam pedir apoio de equipes especializadas das cidades vizinhas quando o caso exige perícia mais complexa. Isso acontece sempre que o reconhecimento visual não é suficiente e a confirmação passa a depender de exames odontológicos, de impressões digitais ou de material genético.
Como funciona a identificação pela perícia
Em casos como este, o corpo costuma ser removido para um Instituto Médico Legal, onde passa por necropsia. Quando não há como confirmar a identidade a olho nu, a perícia recorre a exames complementares: comparação de arcada dentária com registros odontológicos, análise de tatuagens ou marcas específicas e, em último caso, coleta de material para exame de DNA, comparado a amostras de familiares próximos.
Esse processo pode levar de poucos dias a algumas semanas, dependendo da fila de exames do laboratório responsável e da complexidade do caso. Só depois desse laudo a família e a imprensa têm uma confirmação oficial. Por isso a Folha trata a identidade divulgada nas redes sociais como não confirmada até que a perícia se manifeste.
Enquanto isso não acontece, boa parte do que circula sobre o caso, inclusive nas próprias redes sociais, ainda é informação de apuração inicial, sujeita a correção. É por isso que evitamos cravar aqui causa da morte, estado do corpo ou qualquer outro dado que dependa do laudo oficial.
Onde buscar ajuda
Quem tiver informações sobre desaparecimentos na região pode acionar o Disque Denúncia (181) ou procurar diretamente a delegacia mais próxima. Casos de pessoas desaparecidas também podem ser registrados a qualquer momento pelo aplicativo ou site da Polícia Civil de Minas Gerais, que mantém um cadastro estadual de desaparecidos usado justamente para cruzar informações com corpos não identificados encontrados em outros municípios.
A Folha de Patrocínio vai acompanhar o desfecho do caso e atualiza esta matéria assim que a perícia confirmar oficialmente a identidade do corpo encontrado em Perdizes.


