Um jovem de 25 anos foi preso em Patos de Minas, suspeito de estupro de vulnerável contra uma menina de 11 anos. A Polícia Militar, o Conselho Tutelar e a Polícia Civil foram acionados na noite de sábado (22) depois de uma denúncia ao 190.

Como o caso chegou à polícia

A mãe da vítima, de 42 anos, ligou para a Polícia Militar por volta das 22h de sábado (22) para relatar que a filha havia saído de casa sem autorização e foi localizada num prédio residencial. Equipes da PM foram ao local, junto com o Conselho Tutelar, e constataram indícios do crime.

Segundo apurado, o suspeito confessou ter praticado atos libidinosos e conjunção carnal com a criança entre a sexta-feira (21) e o sábado (22). Ele alegou ter acreditado que a menina tinha 17 anos, mas a idade dela foi confirmada em 11 anos. Ele disse à polícia ter conhecido a criança dias antes, numa praça pública perto do Parque do Mocambo.

Vítima foi levada a hospital para exame

A menina foi encaminhada ao Hospital Regional Antônio Dias, em Patos de Minas, para atendimento especializado. Exames periciais confirmaram a presença de material genético, recolhido para análise em laboratório. A mãe também relatou à polícia que a filha está em acompanhamento psicológico, com diagnósticos de transtornos de comportamento.

Viaturas da Polícia Militar em frente ao Hospital Regional Antônio Dias, em Patos de Minas, após denúncia de estupro de vulnerável
Viaturas da Polícia Militar em frente ao Hospital Regional Antônio Dias, em Patos de Minas, na noite da ocorrência. Foto: Patos Hoje/Divulgação

O que diz a lei sobre estupro de vulnerável

O artigo 217-A do Código Penal define como estupro de vulnerável ter conjunção carnal ou praticar qualquer ato libidinoso com menor de 14 anos, com pena de 8 a 15 anos de reclusão. A lei presume a vulnerabilidade da vítima de forma absoluta nesses casos: não importa se houve aparente consentimento, nem a idade que a criança ou o adolescente aparente ter, como alegou o suspeito preso em Patos de Minas. A pena aumenta se o crime resultar em lesão corporal grave, gravidez, morte, ou se for cometido por parente ou responsável pela vítima.

Papel do Conselho Tutelar no caso

O Conselho Tutelar foi acionado junto com a Polícia Militar assim que a denúncia chegou, papel previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente sempre que há suspeita de violação de direitos de um menor. Cabe ao órgão acompanhar o caso, garantir que a criança receba atendimento médico, psicológico e social adequado, e comunicar formalmente o Ministério Público, que passa a acompanhar o desdobramento judicial do inquérito.

O que acontece agora

Preso em flagrante, o jovem foi levado à Delegacia de Polícia Civil de plantão de Patos de Minas para os procedimentos legais. O nome dele não foi divulgado pelas autoridades. Agora, aguarda decisão da Justiça sobre a manutenção da prisão em audiência de custódia, enquanto o inquérito segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que deve reunir provas periciais e testemunhais antes de enviar o relatório ao Ministério Público.

A Folha de Patrocínio não identifica vítimas nem suspeitos em casos de crimes contra crianças e adolescentes, e trata a investigação com as informações oficiais disponíveis até a publicação desta reportagem, sem antecipar conclusões que cabem à Justiça. Mais detalhes sobre casos semelhantes podem ser acompanhados na cobertura da Folha sobre outras prisões por estupro de vulnerável.

Onde buscar ajuda

Casos de suspeita de violência sexual contra crianças e adolescentes podem ser denunciados ao Disque 100, mantido pelo governo federal, que recebe denúncias 24 horas por dia com garantia de sigilo ao denunciante. Em Patos de Minas, o Conselho Tutelar também atende presencialmente e pode ser acionado em casos de urgência, junto com a Polícia Militar pelo telefone 190. Especialistas em proteção infantil recomendam que qualquer suspeita, mesmo sem certeza, seja denunciada, já que cabe às autoridades apurar os fatos. O texto integral do artigo 217-A do Código Penal pode ser consultado no site oficial do Planalto.