O Datafolha em Minas divulgado neste sábado (22) coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 42% num eventual segundo turno da eleição presidencial. Como a margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais para mais ou para menos, os dois terminam em empate técnico no segundo maior colégio eleitoral do país.

No mesmo pacote de pesquisas estaduais, o instituto ouviu o eleitorado de São Paulo e encontrou o quadro invertido: Flávio Bolsonaro aparece com 47% e Lula, com 42%. Brancos e nulos somam 9% e os indecisos, 1%. São Paulo reúne cerca de 21% dos eleitores brasileiros, e ali a margem de erro é menor, de dois pontos.

O que o Datafolha em Minas mostrou

Os quatro pontos que separam Lula de Flávio Bolsonaro entre os mineiros cabem dentro da margem de erro. A diferença pode ser maior, pode ser menor e pode até se inverter caso a pesquisa seja repetida com outra amostra do mesmo eleitorado. Por isso o instituto trata o cenário como empate, e não como vantagem petista.

O número mineiro conversa com o levantamento nacional que o Datafolha divulgou na sexta-feira (21). Naquele recorte, Lula tinha 47% e Flávio Bolsonaro, 43%, em segundo turno, também dentro da margem de erro. No primeiro turno nacional, o presidente marcava 39% contra 33% do senador. Foram 2.058 entrevistas entre os dias 18 e 20 de agosto.

Datafolha em Minas mede a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, mostrados lado a lado
Lula e Flávio Bolsonaro aparecem em empate técnico entre os mineiros. Fotos: reprodução/redes sociais

São Paulo puxa para o outro lado

O contraste entre os dois maiores estados é o dado político mais forte da rodada. Em São Paulo, o Datafolha também testou o primeiro turno: Flávio Bolsonaro lidera com 37%, seguido de Lula com 33%. Renan Santos (Missão) aparece com 5%, Ronaldo Caiado (PSD) com 4%, e o governador mineiro Romeu Zema (Novo) e o escritor Augusto Cury (Avante) com 3% cada. Samara Martins (UP) tem 2%. Brancos e nulos somam 7%; indecisos, 3%.

Somados, São Paulo e Minas Gerais respondem por quase um terço do eleitorado nacional. Que um puxe para cada lado ajuda a explicar por que o cenário nacional segue apertado a pouco mais de um mês da votação. Enquanto os paulistas dão vantagem ao senador, o Datafolha em Minas registra o movimento contrário, ainda que sem folga estatística para nenhum dos dois.

Governo de Minas e Senado

A mesma rodada estadual trouxe a disputa pelo Palácio Tiradentes. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera com 32%, com Alexandre Kalil (PDT) e Patrus Ananias (PT) empatados em 12%. A Folha detalhou esses números em reportagem sobre a corrida ao governo mineiro.

Nas duas vagas do Senado por Minas, a dispersão é grande: Marília Campos (PT) tem 11%, Carlos Viana (PSD) 8%, Domingos Sávio (PL) 6% e Marcelo Aro (PP) 5%. Um quarto dos entrevistados, 24%, ainda não sabe em quem votar, e 21% respondem branco, nulo ou nenhum. É a disputa menos definida do estado.

Como o Datafolha em Minas foi feito

O levantamento mineiro ouviu 1.204 eleitores entre os dias 18 e 20 de agosto, com nível de confiança de 95% e margem de erro de três pontos percentuais. Está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MG-00446/2026. A coleta foi presencial, com questionário estruturado e abordagem em pontos de fluxo.

Já a pesquisa paulista entrevistou 1.610 eleitores entre 18 e 21 de agosto, com margem de dois pontos e registros SP-01806/2026 e BR-07185/2026. Os dois trabalhos foram contratados pela Folha da Manhã e pela Globo. Os detalhes da rodada paulista estão no material do Poder360.

O que o eleitor de Patrocínio deve observar

Uma pesquisa estadual não permite leitura por cidade nem por região. Patrocínio e o Alto Paranaíba entram diluídos numa amostra que cobre Minas inteira, do Triângulo ao Vale do Jequitinhonha. O Datafolha em Minas trabalha com o estado como um bloco só. Quem quiser saber como a região vota vai precisar esperar levantamentos com recorte próprio, que costumam aparecer mais perto da votação.

Há ainda o limite óbvio de qualquer sondagem. O Datafolha em Minas descreve o humor do eleitorado nos três dias em que os entrevistadores estiveram em campo, e não antecipa resultado de urna. De agosto até outubro entram no meio do caminho o horário eleitoral gratuito e o desgaste natural de uma campanha longa, que ainda não estavam em jogo quando o questionário foi aplicado.

O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro. Até lá devem sair novas rodadas praticamente toda semana, e o que elas mostram em conjunto costuma valer mais do que qualquer número isolado. A Folha publica os dados de Minas conforme forem registrados no TSE.


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Retrato oficial do prefeito de Patrocínio, Gustavo Brasileiro
Gustavo Brasileiro, prefeito de Patrocínio. Foto: Prefeitura de Patrocínio/Divulgação

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