Um detento de 29 anos foi encontrado morto na noite desta terça-feira (11) dentro da penitenciária de Patrocínio, unidade oficialmente chamada Penitenciária Deputado Expedito de Faria Tavares, na zona rural do município, no Alto Paranaíba. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) confirmou o óbito e informou que já adotou as providências cabíveis.

Como a morte foi descoberta na penitenciária de Patrocínio

Segundo apurou a Folha de Patrocínio junto a veículos locais, o homem foi localizado sem vida durante a conferência de rotina dos presos, feita pelos agentes penitenciários. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionada e constatou o óbito ainda dentro da unidade.

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Outro detento, também de 29 anos, teria relatado aos agentes penitenciários ser o responsável pela morte, alegando ter quebrado o pescoço da vítima. A informação não foi confirmada de forma independente pela perícia até a publicação desta matéria, e deve ser tratada como um relato preliminar, não como causa oficial da morte.

Fachada da penitenciária de Patrocínio, unidade do Departamento Penitenciário de Minas Gerais
Fachada da Penitenciária de Patrocínio I. Foto: divulgação/Sejusp-MG

O que diz a Secretaria de Justiça e Segurança Pública

Em nota, a assessoria de comunicação da Sejusp informou que todas as providências relacionadas ao óbito foram adotadas pela direção da unidade prisional. A pasta também detalhou o histórico do detento encontrado morto: ele possuía duas passagens pelo sistema prisional desde 2018 e estava custodiado na penitenciária de Patrocínio desde 6 de novembro de 2025.

A unidade instaurou um procedimento interno para apurar administrativamente o que ocorreu. A perícia da Polícia Civil também esteve no local para os levantamentos técnicos iniciais, etapa padrão sempre que há uma morte a esclarecer dentro de um presídio, independentemente da causa aparente.

O que ainda falta esclarecer

As circunstâncias e a dinâmica da morte serão investigadas pelas autoridades competentes, entre elas a própria Polícia Civil e a corregedoria do sistema prisional mineiro. Nem a Sejusp nem a direção da unidade divulgaram, até o momento, se o suposto autor do crime já responde a algum procedimento disciplinar ou criminal formal pelo episódio.

A Folha de Patrocínio não teve acesso aos nomes dos dois detentos envolvidos, que não foram divulgados oficialmente, e evita reproduzir dados que possam violar sigilo de investigação em andamento. Em casos de morte dentro de unidades prisionais, o procedimento padrão prevê perícia do Instituto Médico Legal (IML) para determinar a causa oficial do óbito, além de inquérito policial próprio para apurar eventual responsabilidade criminal de terceiros, independentemente do procedimento disciplinar interno aberto pela direção da penitenciária.

Histórico de mortes na penitenciária de Patrocínio

A unidade já registrou outros casos de morte de detentos nos últimos meses, segundo reportagens de veículos regionais. Em julho de 2025, o detento Cristiano Serafim, de 52 anos, foi encontrado morto pendurado na janela da cela por um lençol, segundo o Jornal Araxá. Em maio do mesmo ano, Reinaldo Aparecido dos Santos, de 28 anos, foi encontrado desacordado e com ferimentos pelo corpo, conforme apurou o Clube Notícia. Mais recentemente, em fevereiro de 2026, o detento Sandro Ribeiro de Souza, de 29 anos, foi encontrado morto com múltiplos ferimentos perfurantes.

Ocorrências desse tipo em unidades prisionais costumam reacender o debate sobre superlotação e efetivo de agentes penitenciários no interior de Minas Gerais, tema que a Sejusp já foi cobrada a esclarecer publicamente em episódios anteriores. A penitenciária de Patrocínio integra o Departamento Penitenciário de Minas Gerais e fica na Estrada Municipal de Patrocínio, na zona rural do município, cerca de 4 quilômetros do centro da cidade.

Esta reportagem será atualizada caso a Sejusp ou a Polícia Civil divulguem novas informações sobre o caso. A Folha de Patrocínio segue apurando o episódio diretamente com as fontes oficiais responsáveis pela unidade prisional.